ACRE
Lula quer aérea forte e fusão cria campeão, diz CEO – 15/01/2025 – Painel S.A.
PUBLICADO
1 ano atrásem
Mentor da fusão entre Azul e Gol, John Rodgerson cogitou, no passado, uma junção com a Latam. A operação chegou a ser discutida informalmente com integrantes do Cade, mas não prosperou.
A pandemia chegou e a situação das três companhias aéreas se agravou sem socorro do governo durante a pandemia. A Latam entrou em recuperação nos EUA e foi a primeira a decolar com seu plano. A Azul realizou uma negociação extrajudicial (diretamente com os credores) e a Gol foi a última a se reestruturar, também nos EUA.
Há cerca de oito meses, o executivo esteve com Lula para discutir seu plano de juntar forças com a Gol, cujo memorando de entendimento foi assinado nesta quarta (15). Com o aval do presidente, iniciou as negociações com a família Constantino e os sócios da Abra, a holding que controla a Gol e a Avianca.
*
Por que assinaram o acordo se a Gol terá de sair da recuperação nos EUA para efetivarem o negócio?
Não queríamos perder muito tempo, porque o Cade pode demorar um ano [para aprovar a operação]. Além disso, quando se fala de fusão, essas coisas de ego atrapalham muito. Então, fechamos a governança já para mostrar que essa parte está resolvida.
E como ela será?
O conselho de administração terá três representantes da Azul, três da Gol e três do mercado. O presidente será da Abra [controladora da Gol e da Avianca] e o CEO serei eu.
Qual será a participação da Gol na nova empresa?
Não dá para dizer ainda. A ideia é que seja meio a meio, mas dependerá do processo de recuperação e da captação [de recursos novos pela Gol]. Pode ser 70% [Azul], 30% [Gol]. Depois da recuperação, a Gol será uma ótima empresa. A ideia não era sair vencedor, ter 55% ou 45% [de participação]. Todo mundo ficou muito perto da morte desde 2020. O foco está no crescimento e começar a dar resultado.
Existe um patamar mínimo para a Gol?
A Abra terá, pelo menos, 10% do novo negócio. Teremos outros acionistas também.
As marcas continuam independentes. Como isso funcionará na prática?
A aeronave, o piloto, os comissários serão da Gol ou da Azul. A conexão será conjunta, a precificação dos bilhetes será uma só, todo o backoffice [sistema operacional] será integrado. A parte operacional será separada. Nos voos domésticos, pode ser que, eventualmente, haja voo da Azul e outro da Gol por uma questão de oferta de assentos. Tanto faz se o passageiro vai comprar um bilhete da Azul ou da Gol. Isso significa que, se o cliente comprar um bilhete de Brasília (DF) para Congonhas (SP) pela Azul, ele pode voltar pela Gol.
O novo nome já foi definido?
Haverá uma holding que controlará as duas empresas e o nome ainda não foi definido.
Por que o acordo se rompe se a Gol não conseguir se refinanciar nos níveis planejados?
A nova empresa não poderá ser mais alavancada [com dívidas] do que a Gol na saída [do acordo].
Mas de quanto será essa alavancagem conjunta?
Vai ser a da Gol ou menos [cerca de quatro vezes o Ebitda, lucro antes de impostos, tributos, depreciações e amortizações].
Mas a Azul também tem dívidas.
Mas, com toda a reestruturação, a alavancagem será bem menor. Foi um sinal dado só para acalmar o novo capital deles.
Qual será o tamanho da nova empresa?
Será o da Azul com a Gol de hoje, mais o crescimento de ambas em 2025. Isso cria um campeão de verdade. É uma grande empresa aérea com oportunidade para mais conectividade no país.
Tem muita gente que diz que isso cria uma empresa com 60% do mercado brasileiro. Mas a Latam tem 70% do mercado do Chile, onde as pessoas viajam três vezes mais do que no Brasil. Na Colômbia e no Canadá também é mais de 60% [de concentração]. Outros países, como Alemanha e Coreia do Sul entenderam que é estratégico ter uma empresa forte com capital suficiente para conectar mais.
Acha que a Latam vai reclamar ao Cade?
No passado, ela quis fazer a mesma coisa [fusão com a Azul].
O governo apoia a fusão?
Falei com o presidente Lula há cerca de oito meses. Ele gosta da ideia de criar uma empresa mais forte no Brasil, porque há muito voo de galinha e isso é muito ruim para os tripulantes, para todo mundo. Juntando, haverá mais oportunidade para comprar mais aeronaves da Embraer, para mais voos regionais, mais voos internacionais. Vai ter gente gritando que isso é ruim, mas eles vão advogar por si mesmos.
RAIO-X
John Rodgerson
Formado em finanças pela Brigham Young University, é um dos fundadores da Azul e CEO da companhia desde 2017. Antes de ocupar a posição, Rodgerson foi vice-presidente financeiro e diretor de Relações com Investidores da Azul, sendo responsável pelas áreas de planejamento e análise financeira, tesouraria e contabilidade. Também ocupou o cargo de diretor‐presidente da subsidiária operacional da companhia, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A., entre agosto de 2019 e outubro de 2022. Antes de ingressar na Azul, Rodgerson foi diretor de Planejamento e Análise Financeira na JetBlue Airways, além de ter trabalhado para a IBM Global Services.
Painel S.A.
Receba no seu email uma newsletter exclusiva da coluna
Com Stéfanie Rigamonti
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Relacionado
ACRE
Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
11 horas atrásem
26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
Relacionado
ACRE
Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
Relacionado
ACRE
A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
PUBLICADO
2 semanas atrásem
10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ESPECIAL3 dias agoEm Tarauacá, Governo realiza encontro especial com a jornalista Maria Cândida
Economia e Negócios3 dias agoLançamento Global do CYCJET B900: Aberto para OEM, Quebrando o Monopólio dos Consumíveis, Capacitando Marcas Independentes
Oportunidade2 dias agoTudo sobre bônus, cadastro e segurança no Flagman Casino
ACRE11 horas agoUfac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login