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Tratador vira pai de filhotes de gorilas rejeitados pelas mães; ameaçados de extinção

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Essas três mulheres descobriram que a mãe foi obrigada pela igreja a entregar a irmã para a adoção forçada, na Irlanda, nos anos de 1950. Agora, June (E), Trish ( C ) e Geraldine (D) se reencontram. - Foto: SMW

O tratador de gorilas Alan Toyne, do Reino Unido, acolheu dois filhotes rejeitados pelas mães e levou para a casa dele, até que pudessem ser reintegrados ao meio social primata. – Foto: Alan Toyne via SWNS

Durante sete meses, esse tratador deixou a rotina dele de lado para assumir um papel inesperado: virou pai substituto de dois filhotes de gorilas, rejeitados pelas próprias mães. E a paixão é tanta, que ele chegou a largar o antigo emprego para se dedicar aos primatas.

Alan Toyne levou os pequenos para a casa dele, anos atrás. Na residência, dividia com os filhotes o tempo, os cuidados e também a própria cama, além da mesa de jantar e o coração. Isso até que os primatas conseguissem ser reintegrados ao grupo social deles.

Afia e Hasani, são gorilas-das-terras-baixas-ocidentais, espécie ameaçada de extinção. Eles foram rejeitados pelas mães no Zoológico de Bristol, no Reino Unido, em 2016. A saga foi toda registrada no livro “Gorilas em Nosso Meio”, em que ele contou os bastidores da experiência. “Ainda me lembro do primeiro dia em que levei Afia para minha casa na cadeirinha do carro e a coloquei para dormir na mesa”, disse ele em entrevista ao SWNS, que foi reproduzida pela FOX 40.

Apaixonado por gorilas

Alan sempre foi fascinado por primatas. Na infância, visitava com frequência o Zoológico de Londres e se encantava com o comportamento dos macacos e gorilas.

Em 2006, ao se mudar para Bristol, começou a transformar a paixão em profissão. Largou o trabalho na área de finanças e se voluntariou no zoológico local.

O experimento virou carreira e ele foi contratado como tratador. Foi assim que tudo começou.

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Levou o primeiro para casa

Em 2016, nasceu Afia, fruto de uma cesariana de emergência.A mãe dela, Kera, sofreu complicações graves e não conseguiu cuidar do bebê.

Alan fez parte de uma equipe de seis pessoas que se revezavam para oferecer suporte necessário à filhote.

Todos os dias, levava o bichinho para casa à noite. A missão era clara: manter Afia viva, segura e, ao mesmo tempo, garantir que ela se sentisse parte do grupo de gorilas do zoológico.

Essa foi a primeira vez que o método de criação animal com presença constante foi utilizado no Reino Unido.

Transformou a casa

Para adaptar a rotina, o tratador transformou a própria casa em um ninho de gorilas.

Ele alimentava os filhotes de duas em duas horas.

Também os ensinou a subir, andar, brincar e até comia junto com os primatas.

“Depois de algumas semanas, nós três estávamos dormindo na mesma cama. Se Afia quisesse me acordar para brincar, ela me dava um tapa na cabeça, mas com Sharon [esposa de Alan], Afia acariciava o seu rosto gentilmente.”

Despedida e recompensa

Até que chegou a hora de dizer adeus aos filhotes e, não foi nada fácil.

A equipe sempre teve como meta devolver os pequenos ao grupo social da espécie.

Parte fundamental do trabalho era ensinar às “mães de aluguel” (outras fêmeas gorilas do grupo) como cuidar dos filhotes.

Mesmo triste, Alan disse que a recompensa veio com o sucesso da reintegração.

“É claro que você tem o lado de tratador profissional de zoológico, mas aí você não consegue evitar se apegar. Mas você sempre busca o melhor para o animal, que é deixá-lo ser um gorila”, finalizou.

No final, os bebês gorilas foram reintegrados com sucesso. - Foto: Alan Toyne via SWNS

No final, os bebês gorilas foram reintegrados com sucesso. – Foto: Alan Toyne via SWNS

Alan viveu com os animais por 7 meses. - Foto: Alan Toyne via SWNS

Alan viveu com os animais por 7 meses. – Foto: Alan Toyne via SWNS



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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