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Lula se assusta com disparada do dólar – 04/11/2024 – Adriana Fernandes

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Adriana Fernandes

O presidente Lula se assustou com a disparada do dólar na última sexta-feira. A moeda norte-americana fechou a semana cotada a R$ 5,86, a maior cotação desde maio de 2020, diante das incertezas fiscais no Brasil e das eleições presidenciais americanas.

A piora do mercado financeiro agravada pelo estresse provocado pela notícia da viagem —posteriormente cancelada— do ministro Fernando Haddad (Fazenda) à Europa pode aumentar o seu poder de barganha para acelerar no governo o pacote de medidas de corte de gastos.

Haddad soube até agora aproveitar a pressão dos investidores do mercado financeiro com a escalada da moeda norte-americana para ter o sinal verde do presidente Lula, limitando o espaço de ação dos descontentes numa semana em que estaria fora do Brasil para compromissos em Paris, Londres, Berlim e Bruxelas.

A nota à imprensa do Ministério da Fazenda, divulgada no domingo com a informação de que foi Lula que pediu a Haddad para ficar no Brasil nesta semana, foi o sinal para acalmar o mercado na manhã desta segunda-feira (4) e evitar nova escalada do dólar.

O passo seguinte foi a fala de Haddad ainda pela manhã de que o governo estava pronto para anunciar o pacote com as medidas de revisão de gastos já adiantadas.

A reação dos investidores foi imediata com a queda do dólar, dos juros e alta da Bolsa diante da expectativa do plano de corte de gastos, que no Ministério da Fazenda está sendo chamado de “plano de ajuste no arcabouço fiscal”.

Antes de Haddad cancelar a viagem neste domingo (03), fontes palacianas falavam nos bastidores que o presidente Lula não ligava para a pressão do mercado e da política em torno do prazo do anúncio das medidas.

Até então, integrantes da equipe econômica indicavam que o pacote não tinha prazo. O cenário visivelmente mudou.

A opção do Ministério da Fazenda era fazer um anúncio geral já nesta segunda-feira e deixar o detalhamento das medidas para os próximos dias.

A estratégia do presidente Lula, no entanto, foi antes fazer o alinhamento com os ministros das pastas que serão atingidas pelos cortes, como aconselharam auxiliares palacianos do presidente para evitar retrocessos. Outros ministros serão consultados,

A presença dos ministros Camilo Santana (Educação), Nísia Trindade (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho) na reunião com Lula sobre as medidas de corte de despesas passou uma mensagem importante de que as medidas vão abarcar essas três áreas.

A reunião de ministros terminou sem anúncios, mas há o compromisso de Haddad de terminar a semana com o anúncio das medidas. Para alguns, um anúncio tão importante não poderia ser feito de forma desorganizada numa entrevista rápida no Palácio do Planalto.

Não será bom demorar muito com a tensão em torno da sustentabilidade do arcabouço fiscal numa semana de eleição presidencial nos Estados Unidos e de decisão, aqui no Brasil, do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. O ideal seria seria que o anúncio ocorresse antes da decisão Copom na quarta-feira (6).

O dólar fechou nesta segunda-feira em R$ 5,783. Uma coisa é certa: o presidente Lula parece disposto a entregar uma parte do seu capital político para seguir com as medidas de Haddad. Se não o fizer, demonstrará uma falta de pragmatismo que não se via nele desde a década de 90, colocando em risco a economia.


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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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