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Maduro para a colheita? Vinho irlandês em alta – mas ‘ninguém vai se aposentar rico’ | Irlanda

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Lisa O’Carroll Ireland correspondent

Houviu aquela sobre vinho irlandês? Tal como o seu homólogo inglês, já não é uma piada, com mais de uma dúzia de vinhas a produzir garrafas que imitam as dos terroirs de França, Espanha e Itália.

Custando cerca de 60 euros (50 libras) a garrafa e produzida em pequenas quantidades, está longe de ser uma atividade comercial, mas os esforços ao longo dos últimos 10 anos produziram o que um retalhista descreveu como um rosé “indiscutivelmente muito fino”.

O aquecimento global está a impulsionar a viabilidade do amadurecimento das uvas para norte, afirma Kees van Leeuwen, professor de viticultura na Universidade de Bordéus e coautor de um artigo sobre a crise climática e a produção de vinho.

E Paul Moore, um climatologista que trabalha para o serviço meteorológico irlandês, diz que as condições para o cultivo se tornaram “mais favoráveis” em Irlanda nos últimos 30 anos.

Pesquisas que comparam os 30 anos entre 1961 e 1990 e o período de 1991 a 2020 mostram que os dias estão ficando mais quentes e as noites ainda mais, reduzindo a perspectiva de geadas tardias que danificam os brotos e as raízes.

“A temperatura média geral da Irlanda aumentou 0,7 graus Celsius”, disse Moore, enquanto as chuvas aumentaram 7% no mesmo período. A estação de crescimento aumentou globalmente em sete a 16 dias.

O cultivo da vinha na Irlanda ainda é uma grande luta e o aumento da temperatura e o acréscimo de dias de cultivo adicionais não alteram as condições de forma significativa o suficiente para o cultivo de culturas clássicas como o chardonnay.

David Llewellyn, enólogo em Lusk, Irlanda. Fotografia: David Llewellyn

Um dos produtores de vinho mais antigos é David Llewellyn, que cultiva uvas há décadas em sua fazenda de frutas em Lusk, a menos de meia hora ao norte de Dublin. Ele diz que o fator chave foi encontrar o porta-enxerto e a variedade de uva certos para climas frios e úmidos.

Variedades brancas como solaris e variedades vermelhas como rondo foram cultivadas no extremo norte da Suécia e da Finlândia.

“Na minha experiência de 30 a 40 anos de cultivo de uvas na Irlanda, há apenas um punhado que comprovou seu valor”, disse Llewellyn. “Nós meio que tropeçamos, cometendo muitos erros terríveis, plantando inocentemente as variedades erradas que não teriam a menor chance de amadurecer na Irlanda. Mesmo os especialistas em França não têm ideia de quão marginal é o clima irlandês.”

Mais conhecido pelas suas sidras, vinagres e sumos de fruta, produz hoje cerca de 150 caixas por ano do seu espumante rosé Lusca e de um vinho tinto, que vende a restaurantes.

“É uma espécie de atividade paralela que se tornou uma atividade secundária e está se tornando uma parte mais significativa das minhas vendas”, disse ele.

As duas principais variedades que ele cultiva são uma uva branca, madeleine angevine, cultivada na Alemanha, no Quirguistão e no estado de Washington, que tem um clima semelhante ao da Irlanda, e a rondo, uma uva híbrida preta resistente a fungos, criada em 1964 na então Tchecoslováquia e pela primeira vez plantado comercialmente pela Thomas Walk Vineyards na Irlanda.

Descrito no site do vinhedo como “encorpado” com um “toque frutado de cerejas pretas”, a característica vencedora do rondo para os produtores irlandeses é que ele brota e amadurece cedo, dando-lhe a chance de amadurecer em verões temperados.

“O problema é fazer com que floresçam em primeiro lugar”, disse Llewellyn. “Para se ter uma ideia de quão marginal o clima irlandês é para os produtores, uma colheita clássica de Bordeaux levaria 100 dias desde a floração até a colheita, em comparação com o período de cultivo de 150 dias na Irlanda.”

Seán Gilley, da Terroirs, importadora especializada de vinhos em Dublin, disse que um “excelente margaux” poderia ser comprado pelo mesmo preço que uma garrafa de lusca.

Ele disse que os primeiros esforços de Llewellyn “foram uma mistura de sucesso e fracasso”, mas que a “paixão de Llewellyn por suas vinhas” e seus produtos agora produziam vinhos de “qualidade muito melhor”, especialmente seu espumante blanc de noir com notas de pétalas de rosa. “É indiscutivelmente muito bom”, disse ele.

Mais ao sul, em Kilkenny, Philip Little e Séan Kerin, que dirigem a Triskelion Wines, são igualmente apaixonados.

“Nosso objetivo é nos divertir um pouco e produzir vinhos que as pessoas gostem”, disse Kerin, um australiano. Mas ele admitiu: “Ninguém se aposentará rico com vinho irlandês”.

Ainda assim, disse ele, se a Inglaterra, que agora tem centenas de vinhedos, levou 50 anos para encontrar as variedades certas para o clima, então ele e outros viticultores na Irlanda são os “pioneiros” que estão “descobrindo o que funciona e o que funciona”. não para uma geração futura”.

Com uma vinha com seis anos, ainda não produziram quantidades comerciais, produzindo cerca de 1.500 garrafas por ano.

Viticultor qualificado de herança irlandesa, Kerin trabalhou nos campos de pinot noir da propriedade Koolong, na península de Mornington, ao sul de Melbourne, e na região vinícola do norte do Ródano, na França.

Ele pediu aos clientes que não considerassem o vinho irlandês uma piada. “Prove primeiro o que está na garrafa. Se você pensar no que as pessoas disseram sobre o vinho inglês há 50 anos ou até menos, elas teriam a mesma coisa que dizem sobre o vinho irlandês”, disse ele. “Eu diria às pessoas que apenas mantenham a mente aberta e experimentem.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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