NOSSAS REDES

ACRE

Mãe presa por maltratar filhos de 3 e 7 anos deve ser indiciada por lesão corporal, diz polícia

PUBLICADO

em

A mulher presa no último dia 10 por maltratar os filhos de 3 e 7 anos, em Feijó, interior do Acre, será indiciada por lesão corporal praticada em ambiente familiar. A informação foi confirmada pela Polícia Civil da cidade. O inquérito ainda não foi enviado à Justiça.

O delegado responsável pelo caso, Railson Ferreira, explica que o procedimento já foi concluído, contudo, por conta do recesso de fim de ano, será enviado apenas no início de 2023. “Foi feito tudo, falta apenas enviar, mas, final de ano, não estamos enviado inquérito normal por causa do recesso. Só flagrante, pedido de prisão e coisas urgentes”, destaca.

O caso das crianças resgatadas em situação de maus-tratos chamou atenção no início de dezembro. As vítimas eram agredidas pela própria mãe com um cinturão e foram achadas com várias marcas pelo corpo. A mulher estava presa, anteriormente, suspeita de participação em dois homicídios nos anos de 2021 e 2022, mas tinha sido colocada em liberdade para cuidar dos filhos.

Equipes da Polícia Civil e do Conselho Tutelar da cidade foram até o bairro Zenaide Paiva, no dia 7 deste mês, e tiraram as crianças do poder da mãe. Os dois meninos foram levados para a casa de uma parente, mas voltaram a ficar sob os cuidados da mãe no dia seguinte, após ela ameaçar a sogra.

Foi então que o Ministério Público do Acre (MP-AC) pediu uma medida protetiva em favor das crianças e que elas fossem colocadas em abrigo temporariamente, além da prisão da mãe. Os policiais civis cumpriram o mandado judicial no dia 10.

As crianças voltaram, então, para a casa da sogra da suspeita até uma nova decisão judicial.

O presidente do Conselho Tutelar na cidade, Adiones Silva, informou, nesta quarta-feira (28), que o juiz da comarca local, após analisar o caso, encaminhou o menino de 7 anos para ficar com o pai em Rio Branco e a criança de 3 anos para a zona rural do município para a casa do pai.

Suspeita de homicídios

Conforme a Polícia Civil, a mulher estava presa, suspeita de participação em dois homicídios nos anos de 2021 e 2022.

Entre os homicídios estão do adolescente José Evlair Felix de Araújo, de 14 anos, que foi morto com mais de 15 terçadadas em agosto do ano passado. Na época, a polícia informou que ele foi entregue pela tia para ser morto pelo “tribunal do crime”. A outra morte que a mulher é suspeita é de Leidiane de Oliveira Barroso, no dia 6 de março deste ano.

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Curso combate a incêndio florestal-2026 (2).jpeg

O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

Curso combate a incêndio florestal-2026 (3).jpeg

O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

PUBLICADO

em

WhatsApp Image 2026-09-14 at 14.18.07.jpeg

Continue lendo

ACRE

Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Prof. Flavio da Conceição-2026.jpeg

O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS