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Magnata indiano Gautam Adani indiciado por corrupção pela justiça americana

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Gautam Adani, em Gandhinagar (Índia), 10 de janeiro de 2024.

A justiça federal americana indiciou o magnata indiano Gautam Adani na quarta-feira, 20 de novembro, em Nova York, acusando-o de corrupção para obter contratos de energia solar em detrimento de investidores nos Estados Unidos.

De acordo com um comunicado de imprensa do procurador de Brooklyn, Breon Peace, entre 2020 e 2024, o multimilionário participou com sete co-réus num sistema de pagamento de subornos, no valor de mais de 250 milhões de dólares (237 milhões de euros, aproximadamente), a responsáveis ​​indianos por “obter contratos no valor de bilhões de dólares” na área de energia solar.

Segundo o promotor, Gautam Adani, mas também um de seus sobrinhos à frente de seu grupo, Sagar Adani, e um terceiro gestor também teriam escondido “este sistema de corrupção enquanto procuravam angariar fundos junto de investidores americanos e internacionais”.

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Segundo a promotoria, os suspeitos supostamente “amplamente documentaram seus atos de corrupção”notadamente Sagar Adani com seu celular. Gautam Adani teria tido um papel direto. Ele “reuniu-se pessoalmente com um funcionário do governo indiano para implementar este esquema de corrupção e os réus reuniram-se pessoalmente para discutir aspectos da sua implementação”acusa a acusação.

Entre os oito acusados ​​neste caso extenso estão ex-funcionários de um fundo de investimento canadiano, incluindo um cidadão franco-australiano residente em Singapura, de acordo com a acusação.

Gautam Adani, próximo do primeiro-ministro nacionalista hindu Narendra Modi, não foi preso, disse a promotoria federal do Brooklyn à Agence France-Presse.

Acusado de fraude contábil ao longo de várias décadas em 2023

O homem que é hoje um dos homens mais ricos do mundo é o fundador e chefe homônimo do conglomerado Grupo Adani, que abrange desde minas de carvão até portos e aeroportos, incluindo a mídia. Em 2023, seu grupo foi acusado de “manipulação sem vergonha” de suas próprias ações, bem como “Fraude contábil ao longo de várias décadas” pela empresa de investimentos americana Hindenburg Research.

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Gautam Adani rejeitou as acusações, mas o seu grupo viu o valor das suas ações ser reduzido em mais de 150 mil milhões de dólares após o relatório, e o empresário viu a sua riqueza pessoal despencar em cerca de 80 mil milhões de dólares. Desde então, o magnata e sua empresa compensaram grande parte dessas perdas.

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Os partidos da oposição e outros críticos há muito que o acusam de aproveitar a sua relação com Narendra Modi para ganhar negócios injustamente e evitar a supervisão adequada da sua empresa.

O maior parque de energia renovável do mundo

Nos últimos anos, lançou uma empresa de energia verde com objetivos ambiciosos, investindo nas prioridades estratégicas do governo indiano. No estado de Gujarat, o grupo lançou nomeadamente o projeto do maior parque de energias renováveis ​​do mundo, medindo cinco vezes a área de Paris.

Nascido em Ahmedabad, no estado ocidental de Gujarat, na Índia, numa família de classe média, Gautam Adani, hoje com 62 anos, abandonou os estudos para trabalhar brevemente na indústria diamantífera antes de lançar, em 1988, o seu negócio de exportação.

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Em 1995, o empresário, que então procurava diversificar as suas atividades, ganhou o contrato para construir e operar o porto comercial de Mundra, que desde então se tornou o maior da Índia. Ao mesmo tempo, dedicou-se à geração de energia térmica e à mineração de carvão no país e no exterior.

O mundo com AFP

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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