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Mais de 66% dos rio-branquenses estão endividados, aponta pesquisa
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3 anos atrásem
O Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac), da Fecomercio, divulgou uma pesquisa que faz um raio-X sobre a vida econômica do rio-branquense. Dos 400 entrevistados ouvidos na pesquisa, 66,8% da população economicamente ativa de Rio Branco tem dívidas a pagar.
A pesquisa foi feita no último dia 6 de outubro junto a 400 pessoas. Da população com dívidas, 42,3% comprometem mais ou menos 30% da renda mensal. O levantamento aponta que 36% dos entrevistados estão empregados, segue ainda
- 38,8% trabalham de forma autônoma ;
- 4,5% são prestadores de serviços;
- 19,3% afirmam não trabalhar e 1,5% dizem trabalhar como empresários.
Além disso, ainda da parcela endividada, 28,8% comprometem aproximadamente 50% do orçamento total; 21,4% comprometem entre 70% e 80% da renda mensal e, por fim, 7,5% comprometem 100% da renda mensal com o pagamento de dívidas.
O consultor institucional da Fecomércio-AC, Egídio Garó, explica que, mesmo que essa taxa de endividamento esteja alta, é preciso diferenciar o endividamento da inadimplência.
“Temos duas situações: o endividamento é uma coisa, dívidas todos nós temos desde que começamos com a nossa vida financeira, começamos a trabalhar, temos dívidas para pagar. Então, o endividamento está ligado a isso, o problema é quando o endividamento se converte em inadimplemento, ou seja, a pessoa não ganha o suficiente para pagar suas dívidas e consequentemente elas atrasam sobremaneira, levando, inclusive, a inclusão do nome da pessoa, do CPF da pessoa nos órgãos de proteção ao crédito, mas as dívidas, sendo bem preparadas, bem conduzidas, bem planejadas, ela fazem parte do dia a dia das famílias, daquelas pessoas que trabalham, que têm algum rendimento, elas fazem parte”, destaca.
Mais de 63% tem dificuldades de pagar a conta
A pesquisa demonstra também que 63,5% da população endividada na capital acreana têm dificuldade em manter a melhor condição de consumo doméstico. Entretanto, outros 34,3% admitem conseguir equilíbrio entre essas exigências (dívidas x orçamento doméstico). Para efeito de análise, apenas 24% da população endividada desembolsou neste mês – outubro -, valor menor com o pagamento de parcelas de dívidas que no mês passado. Outros 50,9%, afirmam desembolso em valor igual ao mês anterior e 24,3%, valor maior.
Uma das dicas que o consultor dá é sempre manter a conta do cartão de crédito em dia porque, segundo ele, é um dos atrasos que mais podem gerar prejuízo ao consumidor.
Mais empregos, mais dívidas
Uma das coisas que contribui para esse aumento no número de endividados é a criação de novos postos de emprego que têm se criado no estado, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O consultor disse que, a partir do momento que o estado tem mais pessoas empregadas, mais dívidas são feitas por esse público economicamente ativo.
Segundo Caged, o estado criou, de janeiro a agosto, 6.189 novos postos de emprego.
“Nós podemos observar que no Acre tem sido gerado bastante emprego. A pesquisa apontou a mesma coisa, tivemos ao longo dos últimos meses, de maio para cá, um aumento no número de pessoas empregadas, um aumento de pessoas que estão trabalhando formalmente, então diminuiu o número de desempregados, então a pesquisa aponta isso também. Por conta do novo emprego que conseguiu, consequentemente, a pessoa vai começar a adquirir o que necessita”, explica.
Regularização
Em relação a tempo médio para regularização de eventual pendência nos pagamentos de parcelas de dívidas, 75,3% geralmente precisam de até 30 dias; e outros 13,0%, de tempo entre 31 e 45 dias. Logo 88,3% da população endividada em Rio Branco demandam até 45 dias para regularização de atrasos nos pagamentos de dívidas pendentes. Outros 5,8% têm dívidas pendentes a mais de 90 dias, situação classificada como de inadimplência financeira junto a credores.
O estudo avalia também que, da população que eventualmente se depara com dificuldade para o pagamento de dívidas, de modo que 24,3% procuram serviços extras para suprir tal deficiência financeira. Outros 24% resolvem sobre o pagamento das dívidas essenciais enquanto consegue recursos extras para pagamento das demais e 22,8%, recorre a empréstimos (mais endividamento). Apenas 17,3% admitem a redução de itens de consumo doméstico e 11,6% recorrem a providências diversas.
“Para quem está endividado, a sugestão é que procure seus credores, a pessoa, loja, que tem sua dívida, procure negociar com ela. Uma dica importante, procure liquidar suas dívidas menores e depois parta para as dívidas maiores. A possibilidade de você ter descontos e possibilidades de negociar uma dívida maior é muito mais interessante do que deixar uma pequena sem pagar. Então, comece das mais fáceis, depois parta para as mais complexas, pague sua dívida menor e depois a maior. Leva um pouquinho de tempo? Leva, mas é uma coisa que dá resultado, desde que o consumidor se comprometa”, orienta.
Os dados da pesquisa apontam que 60% da população economicamente ativa de Rio Branco planeja sobre o uso das respectivas finanças. Enquanto 32,3% não expressam essa preocupação; outros 8,8% informam que, às vezes, planejam os gastos domésticos.
O estudo avalia ainda 36,5% da população economicamente ocupada da capital acreana, que contabiliza sobras de ganhos ao final do mês; uma parcela maior, de 61,8%, não consegue contar com qualquer economia ao final de cada mês.
Colaborou Eldérico Silva, da Rede Amazônica Acre.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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