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Málaga, Tarragona e Valência em alerta vermelho por novas chuvas torrenciais, duas semanas após inundações mortais

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Este novo episódio meteorológico reacende os temores das vítimas. Novas chuvas torrenciais caíram na quarta-feira, 13 de novembro, no sul e leste de Espanha, duas semanas depois de uma tempestade excecional no Mediterrâneo ter causado as inundações mais mortais em Espanha em décadas. Este fenómeno meteorológico, ocorrido no dia 29 de outubro, provocou 223 mortos, a maior parte deles na região de Valência, segundo o último balanço oficial.

A agência meteorológica nacional, Aemet, emitiu um “alerta vermelho” para “perigo extremo”ou seja, o nível máximo, nas províncias de Málaga (Sul) e Tarragona (Nordeste), devido a esta nova “queda de frio”, uma depressão isolada de grande altitude bastante comum no outono na costa mediterrânica espanhola.

Em Málaga, onde várias estradas ficaram inundadas, o metro foi encerrado, a linha ferroviária para Madrid foi suspensa e os voos foram desviados. O município evacuou quase 3.000 pessoas “preventivamente”.

“Hoje Málaga está paralisada”declarou o presidente da região da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, durante uma viagem a Sevilha. “É melhor prevenir do que remediar, vimos isso em Valência”sendo a prioridade “minimizar o impacto em termos de perda de vidas humanas”insistiu o presidente da região.

Pouco depois, a agência meteorológica espanhola também colocou o litoral perto de Valência em “alerta vermelho” para as chuvas. “O perigo é extremo. Evite viajar. Podem ocorrer transbordamentos de rios e inundações »ela avisou. O alerta é ativado a partir das 21h locais até o meio-dia de quinta-feira. Nas áreas colocadas em alerta vermelho, localizadas no litoral, poderão acumular-se nas próximas horas cerca de 120 a 180 litros de precipitação por metro quadrado (120 a 180 milímetros), segundo a agência. A precipitação vai durar até quinta-feira.

“Já perdemos os nossos carros, já perdemos grande parte das nossas casas e também não temos emprego. Portanto, não temos mais nada a perder.”lamentou Carlos Molto, morador de Picanya, município de 11 mil habitantes localizado nos subúrbios de Valência, próximo ao canal regional de televisão A Punt.

O vizinho concelho de Paiporta, considerado o epicentro da tragédia de 29 de Outubro, por seu lado sofreu novas cheias, segundo o jornal As Províncias. Nesta cidade, ainda devastada, os moradores montaram barricadas improvisadas com sacos de terra em frente às portas das casas.

Por precaução, vários municípios da região pediram aos milhares de voluntários que vêm todos os dias para ajudar os moradores a limpar as ruas, que não se desloquem às zonas de desastre na quarta-feira.

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Mensagens de alerta

Na Andaluzia e na Catalunha, onde há duas províncias colocadas em alerta vermelho (Málaga e Tarragona), as autoridades anteciparam as possíveis consequências das fortes chuvas enviando mensagens de alerta para os telemóveis, cuja recepção provoca um forte sinal sonoro. “Tenha muito cuidado, evite viajar e siga os conselhos” serviços de emergência, relata a mensagem enviada a Málaga.

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Veículos militares passaram por algumas cidades da região de Valência para alertar os moradores através de megafones sobre as tempestades previstas, instando-os a evitar fazer “viagens desnecessárias”segundo imagens transmitidas pela televisão pública TVE.

O alerta vermelho emitido pela Aemet, correspondente a fenômenos meteorológicos “de intensidade excepcional” apresentando “um nível de risco muito elevado para a população”também levou as autoridades a suspenderem as aulas na quarta-feira em parte da Catalunha e em cidades andaluzas como Granada e Málaga. As escolas nas cidades recentemente afetadas pelas inundações no leste do país estão, portanto, fechadas na quarta-feira.

Na região de Valência, dezenas de municípios, incluindo Chiva, um dos mais afetados, também fecharam ginásios devido à ameaça de novas chuvas torrenciais. “De acordo com informação prestada pelos serviços de urgência, as atividades escolares e desportivas serão suspensas a partir de amanhã (Quarta-feira) e até novo aviso »anunciou a prefeitura no X.

Pesquisa contínua

As novas chuvas podem atrapalhar a busca pelas 17 pessoas ainda desaparecidas, segundo as autoridades. As operações concentram-se principalmente nos cursos de água e na costa, na foz dos rios.

As autoridades de Valência foram fortemente criticadas pelo envio desta mensagem de alerta no final do dia 29 de Outubro: Aemet colocou a região em alerta vermelho pela manhã, mas muitos residentes da área já estavam debaixo de água quando a mensagem foi transmitida.

A indignação contra as autoridades, acusadas de terem avaliado mal os riscos e de terem atrasado demasiado a distribuição de ajuda, deu origem a manifestações massivas no sábado, a maior das quais reuniu 130 mil pessoas na cidade de Valência.

Nesta cidade, o mau tempo levou também ao adiamento para sexta-feira de um jogo entre Espanha e Polónia no âmbito da Taça Billie Jean King de ténis feminino, que se disputaria na tarde de quarta-feira. Na região de Valência, esta nova “queda de frio” provocou ondas de mais de 4 metros na costa, e convenceu as autoridades a fecharem algumas estradas e linhas ferroviárias. O tráfego marítimo também foi suspenso nos portos de Valência e Sagunto.

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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