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Manifestação pode abrir espaço para novas lideranças – 17/03/2025 – Encaminhado com Frequência

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Manifestação pode abrir espaço para novas lideranças - 17/03/2025 - Encaminhado com Frequência

Na manhã de domingo (16) aconteceu em Copacabana uma manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em prol da anistia dos presos em decorrência dos ataques de 8 de janeiro. Em entrevista recente ao apresentador Leo Dias, Bolsonaro anunciou que esperava colocar 1 milhão de pessoas no evento. No entanto, 30 mil pessoas compareceram ao ato, segundo levantamento do Datafolha.

Nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram analisados pela Palver, as mensagens relacionadas ao tema no domingo representaram pouco mais de 1.000 menções a cada 100 mil mensagens trocadas na plataforma. Isso representa um aumento de mais de duas vezes com relação à média da última semana.

Nos grupos de direita, os usuários procuraram repercutir um tweet da conta oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro o qual afirmou que o público da manifestação era de 400 mil pessoas. Os usuários ainda ironizaram a estimativa dos pesquisadores que compõem o Monitor do Debate Político no Meio Digital, segundo a qual 18,3 mil pessoas estiveram presentes no ápice do evento.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL) fez um vídeo comparando o tweet da Polícia Militar do Rio de Janeiro com a estimativa dos pesquisadores, perguntando a seus seguidores qual das duas teria mais credibilidade. Para provar seu ponto, o deputado divulgou uma série de imagens fechadas e próximas ao caminhão onde estava Bolsonaro.

Ainda nos grupos de direita, uma das mensagens, que foi identificada pelos algoritmos da Palver como sendo automatizada, procurava explicar as imagens aéreas da manifestação. Segundo a mensagem, a orla de Copacabana é larga e muito diferente da avenida Paulista, e por essa razão seria difícil contabilizar o público presente.

Já nos grupos de esquerda, a maior parte das mensagens fez alusão ao baixo público presente. Muitos vídeos e imagens abertas da tomada aérea acompanhadas da palavra “flopou” foram divulgados nos grupos. Flopar na linguagem das redes sociais significa fracassar. Além disso, houve uma comoção pela não anistia dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.

A manifestação era muito importante para que Jair Bolsonaro conseguisse demonstrar força e apoio popular. O julgamento sobre a denúncia em que foi acusado pela PGR de tentativa de golpe de Estado acontecerá nos dias 25 e 26 de março na Primeira Turma do STF. O ex-presidente aproveitou o evento em Copacabana para atacar o ministro Alexandre de Moraes e levantar dúvida sobre o processo eleitoral de 2022, no qual saiu derrotado.

Nas semanas que antecederam a manifestação, os apoiadores de Bolsonaro se dividiram nas redes sociais. Uma parte dos usuários demonstrou frustração ao apontar que as manifestações anteriores não surtiram nenhum efeito e levantaram dúvidas sobre a efetividade desse tipo de abordagem. Esses usuários defenderam novas estratégias, tais como paralisações e destituição de autoridades. O mesmo grupo ainda acredita que não é possível ter diálogo com o governo, visto que, segundo eles, o país está sob uma ditadura.

O bolsonarismo sob a liderança de Jair Bolsonaro parece estar em estado letárgico. O ex-presidente faz acenos cada vez mais desalinhados de sua base, como foi com a indicação de que teria conseguido o apoio de Kassab, presidente do PSD, para conseguir aprovar o projeto da anistia. Esse desagrado aos apoiadores pode abrir espaço para que novas lideranças ganhem espaço na direita. O fracasso da manifestação pode trazer confiança para que Bolsonaro seja desafiado dentro de seu próprio campo.


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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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