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Marcel Desailly: ‘Não sei se fui uma estrela, mas agora sou uma lenda’ | França

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Jonathan Liew

“EU adoro assistir ao campeonato”, diz Marcel Desailly. “Normalmente não assisto 90 minutos completos, a menos que esteja trabalhando em um jogo no estúdio. Mas adoro assistir aos 90 minutos dos jogos do campeonato. A intensidade é simplesmente incrível. E tecnicamente, eles podem realmente jogar.”

Talvez não fosse isso que você esperava ouvir de um vencedor da Liga dos Campeões com o Marselha e o Milan, da Copa do Mundo e do Campeonato Europeu com a França, um zagueiro imperioso que passou a maior parte de sua carreira nos mais altos níveis do jogo. Mas, em muitos aspectos, Desailly sempre foi uma figura instintivamente contra-intuitiva. Ele deixou a Série A quando esta era a melhor liga do mundo e mudou-se para Chelseaque nem eram o melhor clube de Londres. Ele se mudou para o Catar em meados dos anos 2000, muito antes de o país se tornar uma potência do futebol global.

Sua experiência tática e técnica o teria tornado um treinador brilhante. Em vez disso, ele está perfeitamente satisfeito em fazer tudo o que o motiva: um pequeno negócio, um pequeno trabalho de caridade, um pouco de crítica, uma nova série de documentários da Fifa chamada Moment of Truth, que agora está disponível no Reino Unido pela primeira vez. Ele fala agora de Doha, onde tem trabalhado na cobertura da Liga dos Campeões do beIN Sport.

Marcel Desailly, do Milan, segura Romário, do Barcelona, ​​durante a final da Liga dos Campeões de 1994. Fotografia: Bob Thomas Sports Photography/Getty Images

Em parte como pesquisa para entrevistas e em parte por prazer, assisti novamente à final da Copa da Europa de 1994, entre Milão e Barcelona, ​​com antecedência. Você pode ter esquecido, como eu, que Desailly jogou aquela partida no meio-campo: uma atuação totalmente dominante, na qual marcou o quarto gol do Milan e intimidou um craque desamparado do Barcelona chamado Pep Guardiola.

Dada a forma como o jogo evoluiu nos últimos 30 anos, fiquei curioso. Ele ainda poderia desempenhar esse papel hoje? Isso existe mesmo?

“De 94 a 96 ou 97, fui o melhor meio-campista defensivo do mercado”, diz Desailly. “Acertei no momento em que o futebol não era tão técnico, onde você podia usar a fisicalidade. Então, em 1997, percebi que o futebol estava realmente mudando. Mais jogadores técnicos estavam entrando no sistema. Você teve Patrick Vieira, que veio para o Milan. Você teve Edgar Davids.

“Foi o começo desses jogadores que sabiam usar a bola – tiquetaque, tiquetaque, tiquetaqueum toque. E quando você pressionava eles, eles tinham a habilidade de virar e jogar a bola. Minha força era chegar rápido e forte em você, e antigamente você sabia que poderia pegar a bola. Agora você tem jogadores como Kroos ou Modric, Seedorf ou Pirlo atrás de mim, que poderiam jogar nos intervalos e matar a pressão imediatamente.

“Tenho sorte”, diz Desailly. ‘Consegui criar uma academia e fazer muitos trabalhos de caridade em Gana, para retribuir um pouco.’ Fotografia: Karen Dexter/The Guardian

“O condicionamento físico mudou muito. E além do condicionamento físico, o uso técnico, a forma como todos têm habilidade com a bola. Estávamos parando com a lateral do pé. Agora eles colocam os pés em cima e movem na orientação que desejam. Tive uma discussão com Frank Lampard uma vez. Eu perguntei: é realmente mais rápido do que quando eu estava jogando? E ele respondeu: não, não é mais rápido. Acontece que os jogadores têm muito mais habilidade e compreensão das táticas. Então, eu poderia ter jogado hoje como zagueiro? Sim. Como meio-campista? Não.”

Parece um bom momento para perguntar a Desailly por que ele nunca se tornou treinador. “Eu fiz meus distintivos de treinador”, ele responde. “A única razão pela qual não fiz isso foi o estilo de vida. Eu não queria ficar obcecado por apenas uma coisa na minha vida. Porque quando você é treinador, é 100% da sua alma. Você precisa matar o conhecimento que construiu ao longo de 20 anos como jogador de futebol, recriar uma filosofia diferente e ser capaz de colocá-la em prática. Eu não estava pronto para enfrentar a frustração.”

Desailly também é cético em relação à ideia de que a forma de consertar a governança do jogo seja colocar mais ex-jogadores em posições de poder. “Quantos de nós temos formação universitária ou estamos dispostos a trabalhar em um escritório?” ele pergunta. “Sem cheiro de grama, sem acesso aos jogadores, ao vestiário, ao suor? Poucos de nós temos o desejo de entrar nesse campo. Além disso, tivemos Platini. E você viu o que aconteceu com ele.

E, no entanto, nada disto deve ser mal interpretado como uma espécie de retraimento ou apatia. Na verdade, Desailly se preocupa profundamente com o jogo e está totalmente preparado para falar sobre questões que são importantes para ele. “É bom ter jogadores de futebol com opiniões”, diz ele, e nesta área fala por experiência própria. Como membro-chave da comunidade multicultural França equipa que conquistou o Campeonato do Mundo em 1998 e que enfrentou a ameaça crescente da extrema-direita quatro anos mais tarde, Desailly ajudou a preparar o caminho para a geração actual, muitos dos quais falaram tão poderosamente em circunstâncias semelhantes neste Verão.

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“Os jogadores da selecção francesa, de origens diversas… são hoje unânimes na condenação das noções ressurgentes de exclusão e racismo”, declarou Desailly em 2002 em resposta à ameaça emergente da Frente Nacional sob o comando do seu líder Jean-Marie Le Pen. Agora, mais uma vez, o futebol encontra-se como um lócus de resistência. Durante a Euro 2024, jogadores como Jules Koundé, Kylian Mbappé e Marcus Thuram se manifestaram contra a ascensão do renomeado Rassemblement National. Com a extrema-direita novamente em marcha, com a filha de Le Pen, Marine, às portas do poder, é tentador perguntar a Desailly se alguma coisa realmente mudou em duas décadas.

Mas Desailly está convencido de que as batalhas já foram vencidas. Há uma geração, lembra-nos ele, ele e os seus companheiros lutavam pelo direito de serem vistos como franceses. “Agora”, diz ele, “estamos entrando em uma nova era. Esta é a terceira geração. Eles nasceram na França. Embora exista racismo, os políticos agora têm cuidado com o que dizem. Então você só vai atrás de quem está ilegal, sem documentação. Ela (Le Pen) aponta apenas para isso agora.”

Os jogadores, funcionários e torcedores franceses comemoram a vitória sobre o Brasil na final da Copa do Mundo de 1998. Fotografia: Bernard Bisson/Sygma/Getty Images

Ele tem muita admiração por Koundé e Mbappé, que usaram sua plataforma para se manifestar. “Lentamente, lentamente, os jogadores de futebol estão tendo opiniões”, diz ele. “Não se trata mais de racismo, ou pelo menos não é tão simples assim. A opinião deles era que a extrema direita não era boa para o crescimento do país. Então tentaram chamar a atenção dos jovens. E tem sido bom, porque eles não conseguiram entrar no sistema.” Tal como a FN acabou por ser derrotada em 2002, nas recentes eleições legislativas o RN caiu para o terceiro lugar.

Talvez a lição aqui seja que Desailly pode escolher seus projetos, mas quando o faz, ele se compromete com eles. Além disso, ele sempre resistiu a ser definido como uma coisa. Zagueiro e meio-campista; trabalhador e líder; político e filantropo; Francês e Ganense; Especialista da Liga dos Campeões e aficionado da EFL. Este é um homem de muitas máscaras e usa todas elas com certo contentamento.

“Tenho sorte”, diz ele. “Por causa da minha riqueza, consegui criar uma academia e fazer muitos trabalhos de caridade em Gana, para retribuir um pouco. E ao mesmo tempo continuo muito próximo do futebol. Estou envolvido com a FIFA. Estou envolvido com a Uefa. É muito mais útil do que ser treinador, cuidar de apenas uma equipe. Não sei se fui uma estrela, mas agora sou uma lenda. E através da lenda, sinto que o sol está brilhando.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro nacional de estudantes de Nutrição — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sedia, a partir desta sexta-feira, 30, até domingo, 1, no campus-sede, a Reunião de Órgãos da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição (Enen) e o 13º Encontro Nacional de Centros e Diretorias Acadêmicas de Nutrição (Roneban). Realizado pela primeira vez no Acre, o encontro reúne estudantes de diferentes instituições do país.

A solenidade de abertura teve a participação do reitor Josimar Ferreira. Ele destacou o apoio institucional às iniciativas estudantis, a participação dos acadêmicos nas discussões sobre os rumos da universidade e disse que a gestão tem priorizado o diálogo com a comunidade acadêmica e o fortalecimento dos espaços de representação dos estudantes.

Josimar também abordou a ampliação do quadro docente e a criação de condições para a oferta de pós-graduação em Nutrição, além de ressaltar a importância estratégica da nutrição para a Amazônia, considerando as possibilidades de pesquisa sobre alimentação regional e políticas públicas.

A programação inclui apresentação de trabalhos científicos, mesas de debate, rodas de conversa, oficinas, atividades formativas e espaços de deliberação e integração estudantil. Os trabalhos são apresentados nas modalidades de resumo simples, resumo expandido e relato de experiência.

As apresentações contemplam nutrição clínica, alimentação coletiva, saúde coletiva, ensino, pesquisa, extensão e movimento estudantil. Entre os temas estão o Sistema Único de Saúde, a segurança alimentar e nutricional, a educação, a ciência e os desafios da formação profissional. O encontro também busca fortalecer a articulação entre centros e diretórios acadêmicos e ampliar a participação estudantil nas discussões sobre políticas relacionadas à nutrição.

A presidente do Centro Acadêmico de Nutrição Josué de Castro (Canutri), Érica de Paiva, destacou a importância de receber um encontro nacional no Acre e de aproximar os estudantes, especialmente os calouros, das discussões do movimento estudantil. Ela também ressaltou o papel do Canutri na representação dos alunos e na interlocução com a coordenação do curso para encaminhar suas demandas.

A representante da região Norte na reunião da Enen, Lauane Rodrigues Saraiva, destacou a dimensão nacional da entidade, que, segundo relatou, atua em diferentes estados a cada ano. Lauane defendeu o fortalecimento da representação estudantil nas diversas regiões do país e a participação de acadêmicos de instituições públicas e privadas. “O movimento estudantil não é só da rede pública, é de todos os estudantes.”

Formação e participação

A pró-reitora de Graduação, Danila Torres, destacou que a participação nas entidades estudantis contribui para uma formação que vai além dos conhecimentos técnicos adquiridos em sala de aula.

“A universidade é muito diversa, não é só ensino, pesquisa e extensão. Ela é política, é social, precisa dessa referência.” Segundo Danila, as experiências de organização e representação estudantil contribuem para o amadurecimento acadêmico e para a formação de profissionais mais preparados para o mercado de trabalho.

A coordenadora do curso de Nutrição da Ufac, Flávia Santos Batista Dias, reforçou a importância do protagonismo estudantil e da participação dos acadêmicos em espaços de discussão e construção coletiva. “A universidade não é só um campo de formação, mas também de desenvolvimento do senso crítico, da discussão crítica, da participação social, desse protagonismo estudantil juntamente com as entidades.”



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Ufac promove recepção de alunos ingressantes no 2º semestre — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, promoveu, nessa quinta-feira, 29, e nesta sexta-feira, 30, a recepção dos estudantes que ingressam no segundo semestre letivo de 2026, dos cursos de Nutrição, Música, Jornalismo, Filosofia, Medicina, Engenharia Florestal, Engenharia Elétrica, Saúde Coletiva e Letras/Espanhol. A programação ocorreu nas salas de aula, com acolhimento musical, dinâmicas de entrosamento e espaços de diálogo aberto sobre as expectativas e os desafios da vida universitária.

Os discentes receberam o kit estudantil da Ufac, com personalizações exclusivas de acordo com a identidade de cada curso, desenvolvidas por veteranos. O evento também abriu espaço para a participação de estudantes indígenas, promovendo debates sobre interculturalidade, inclusão e valorização da diversidade no ambiente universitário.

O reitor Josimar Ferreira destacou o programa Reitoria de Portas Abertas, que visa garantir uma escuta qualificada para aproximar os alunos das demandas acadêmicas. “É um dia feliz de entender que o sonho deles de chegar à universidade virou realidade e que o nosso papel enquanto gestão é cultivar esse sonho, oportunizando a assistência estudantil, uma alimentação mais adequada e salas de aula apropriadas ao ensino-aprendizado.”

A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli, disse que o momento é um marco fundamental no percurso acadêmico dos ingressantes. “Recebemos esses estudantes mostrando que eles enfrentaram muitos desafios para chegar até aqui, conquistaram com mérito sua vaga e agora podem contar com toda a estrutura da universidade, com as pró-reitorias e com a administração superior para concluir o curso.”

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

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Ufac celebra Dia do Servidor com entrega de crachás institucionais — Universidade Federal do Acre

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A Ufac entregou crachás institucionais nessa quinta-feira, 29, durante a comemoração do Dia do Servidor Público (28 de outubro), no Teatro Universitário, campus-sede. Seis servidores com mais tempo de casa, das diferentes categorias profissionais da universidade, receberam os documentos de forma simbólica.

A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep) escolheu os homenageados pelo critério de antiguidade. A iniciativa buscou reconhecer a trajetória dos trabalhadores e apresentar os novos documentos de identificação como símbolo de pertencimento à instituição.

Entre os técnico-administrativos, foram homenageados Maria Perpétua Socorro Noronha Mendonça, servidora desde 1978, e Carlos Araújo de Assis, desde 1979. No magistério superior, os representantes foram os professores Lindinalva Messias do Nascimento Chaves, docente desde 1980, e Manoel Coracy Saboia Dias, desde 1989. Os docentes do ensino básico, técnico e tecnológico foram representados pelos professores Simone Delgado Tojal, desde 2004, e Arivaldo d’Ávila de Oliveira, desde 2012.

“Hoje é um dia histórico. Comemoramos o Dia do Servidor e, ao mesmo tempo, a conquista do nosso adicional de fronteira. É uma comemoração em dose dupla”, disse o reitor Josimar Ferreira. Ele se referiu à medida provisória n.º 1.375/2026, aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado nos dias 27 e 28, que inclui docentes e técnico-administrativos das instituições federais de ensino entre os beneficiários do adicional, pago a servidores em localidades estratégicas, como municípios da Amazônia Legal. O texto aguarda sanção presidencial.

Segundo o reitor, a medida reconhece a necessidade de fixar profissionais em regiões de fronteira e de difícil acesso, como o Acre. “A partir de agora, vamos atrair muitos servidores interessados em vir para a Amazônia, em especial para as regiões de fronteira, já que esse adicional fortalece a permanência e a fixação de profissionais”, afirmou.

Para o técnico-administrativo em educação Gilvan Martins do Nascimento, a data também é uma oportunidade de reconhecer o trabalho feito diariamente pelos profissionais da universidade. Ele destacou a satisfação de contribuir com a instituição e com a comunidade universitária. “Sou muito grato por poder servir sempre, da melhor forma possível.”

A programação teve recepção aos servidores, café da manhã, exibição de vídeo em homenagem aos trabalhadores da instituição, pronunciamentos de representantes da comunidade universitária e sorteios. Também participaram da comemoração integrantes da gestão superior da Ufac e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau do Acre.

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus Floresta

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus-sede (1) 

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus-sede (2)



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