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Mariana:BHP estimou riscos 5 anos antes de tragédia – 08/11/2024 – Cotidiano

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Artur Búrigo

A defesa dos atingidos pelo desastre de Mariana (MG) apresentou na última quarta-feira (6) uma planilha de 2010 em que a mineradora BHP avaliava os riscos do rompimento de duas barragens operadas pela sua controlada Samarco na cidade mineira.

O documento aponta que o colapso das barragens de Fundão e Germano poderia vitimar até cem pessoas, com uma indenização de US$ 200 mil (R$ 1,1 milhão na cotação atual) para cada uma.

Cinco anos depois da produção do relatório, em novembro de 2015, a barragem de Fundão se rompeu e destruiu áreas de Bento Rodrigues. O desastre matou 19 pessoas e despejou 43,8 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente.

A planilha foi apresentada no julgamento em que uma corte inglesa analisa se a responsabilização da filial brasileira da BHP alcança a matriz da multinacional, com sede no Reino Unido. A ação coletiva congrega 620 mil pessoas afetadas pelo acidente, assim como dezenas de entidades e municípios, e mira uma indenização que poderia chegar a R$ 260 bilhões.

Procurada, a BHP afirmou que não comenta interpretações de documentos apresentados nas audiências em andamento.

O documento previa que os moradores do distrito de Bento Rodrigues seriam expostos a uma onda de água e sólidos e que, no pior cenário, a ocorrência poderia levar ao rompimento da barragem de Santarém como efeito dominó –o que não aconteceu.

Ela calculava que as perdas máximas de recursos à empresa, com a soma de restrição de produção, perda de equipamentos, custo de reparação, multas, exigências legais e compensações seriam de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,8 bilhões).

A barragem de Germano está em processo de descaracterização –para eliminar sua função de reter rejeitos e água.

Na última quarta-feira (6), o STF (Supremo Tribunal Federal) homologou o acordo de R$ 170 bilhões entre BHP e Vale, controladoras da Samarco, e o Poder Público sobre a tragédia de Mariana.

Como mostrou a Folha, os atingidos agora têm de decidir se aderem aos termos acertados no país ou se aguardam pelo desfecho do julgamento na Inglaterra, cuja sentença deve vir em meados de 2025. O passo seguinte, caso a BHP seja condenada, seria determinar o valor de indenização de cada litigante.

O acordo brasileiro prevê que as famílias que não conseguiram comprovar que foram afetadas pela tragédia receberão uma indenização de R$ 35 mil, enquanto pescadores e agricultores têm direito a R$ 95 mil.

Essas pessoas têm 90 dias a partir do prazo que começou a contar na última quarta para informar se irão aderir à indenização, que deve ser paga nos próximos dois anos.

Já cada um dos municípios tem até 120 dias para decidir pela assinatura ou não.

As prefeituras que estão envolvidas nos dois processos se dividem entre receber o valor agora ou aguardar pelo julgamento da Inglaterra, que, em caso de arquivamento, as deixaria sem nenhum tipo de indenização.

Se por um lado a ação na corte britânica poderia render mais recursos, por outro há a impressão de que o acordo celebrado no Brasil pode levar ao arquivamento de outros processos pelo mundo.

Esse argumento é defendido pelas mineradoras, mas rechaçado pelo escritório Pogust Goodhead, que representa as vítimas na ação de Londres.



Leia Mais: Folha

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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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