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Maurício resiste a acordo com as Ilhas Chagos sobre arrendamento de Diego Garcia | Ilhas Chagos

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Eleni Courea Political correspondent

As Maurícias estão a resistir a um acordo para obter o controlo do Ilhas Chagos do Reino Unido, deixando aos ministros menos de um mês para resgatar o acordo.

O governo em Maurícioque assumiu o cargo no mês passado, deixou claro que está insatisfeito com os termos negociados pela administração anterior. No fim de semana, o vice-primeiro-ministro acusou o governo britânico de “criticar a compensação”.

Altos funcionários dos EUA e do Reino Unido estão agora lutando para salvar o negócio e ratificá-lo antes que Donald Trump, cujos aliados têm criticado fortemente a transferência planeada, tome posse em 20 de Janeiro.

Antony Blinken, o secretário de Estado dos EUA, instou Navin Ramgoolam, o primeiro-ministro das Maurícias, a finalizar o tratado por telefone na segunda-feira.

Ramgoolam disse numa reunião de deputados das Maurícias após a sua chamada com Blinken: “Fiz-lhe compreender que não concordamos com certas coisas contidas no acordo concluído a 3 de Outubro pelo antigo primeiro-ministro das Maurícias e informei-o de que fizemos uma contra- proposta que lhe será transmitida.”

Após décadas de negociações, a Grã-Bretanha concordou em ceder a soberania sobre as ilhas ao governo das Maurícias em Outubro, com a condição de que uma base militar Reino Unido-EUA pudesse continuar a operar na maior ilha, Diego Garcia.

Desde que assumiu o cargo, Ramgoolam procurou reabrir negociações e está supostamente pedindo ao Reino Unido que pague mais pelo arrendamento de Diego Garcia por 99 anos.

Paul Bérenger, o vice-primeiro-ministro das Maurícias, disse numa reunião no seu círculo eleitoral no domingo que tudo se resumia a dinheiro. “Há certas coisas que não podemos aceitar se formos verdadeiros patriotas”, disse Berenger.

“Estão criticando a compensação a ser concedida às Maurícias quando, durante 60 anos, usaram ilegalmente os nossos Chagos e o nosso Diego Garcia. Continuaremos a negociar.”

Jonathan Powell, conselheiro de segurança nacional do Reino Unido, viajou para Port Louis e Washington DC nas últimas semanas, num esforço para assinar o acordo antes da tomada de posse de Trump.

A Grã-Bretanha manteve o controle do Ilhas Chagos depois que as Maurícias recuperaram a independência na década de 1960. Ao fazê-lo, despejou milhares de chagossianos que desde então iniciaram uma série de ações judiciais de indemnização nos tribunais britânicos.

Diego Garcia alberga uma base militar conjunta EUA-Reino Unido desde a década de 1970, que desempenhou um papel estratégico fundamental como centro de bombardeiros e navios de longo alcance, nomeadamente durante as guerras no Afeganistão e no Iraque.



Leia Mais: The Guardian

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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