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Médico falso: Fiz preenchimento e fiquei igual uma gárgula – 11/01/2025 – Equilíbrio e Saúde

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Um ex-tatuador que deixou uma mulher “parecendo uma gárgula” após a aplicação de preenchimentos faciais malsucedidos se passava por médico em sua clínica de estética no Reino Unido, segundo revelou uma investigação da BBC.

O debate em torno de procedimentos estéticos tem crescido no país, diante das críticas de especialistas à falta de regulamentação do setor e do registro da primeira morte em decorrência dessas intevenções em 2024 – uma mulher que realizava procedimento para aumentar o glúteo conhecido como BBL (sigla para “Brazilian butt lift“)

Passados dois anos que Andrea se submeteu aos preenchimentos, ela cobre o rosto quando sai de casa, dizendo temer ser alvo de comentários na rua.

“Eu vejo uma gárgula… algo horrível, repulsivo”, disse à BBC.

“Vivo um pesadelo todos os dias.”

A mulher de 60 anos visitou pela primeira vez a clínica de estética Reshape U, em Hull, na Inglaterra, em dezembro de 2021 para fazer um preenchimento mamário.

Ela conta que fez “tudo direitinho” para verificar a reputação da clínica, e ficou ainda mais tranquila ao ler em seu site que o estabelecimento havia “ganhado o prêmio de Melhor Clínica de Estética em Yorkshire em 2022 no England Business Awards”.

Ela foi atendida na clínica por Sean Scott. Na época, postagens feitas por Sean nos perfis de rede social da Reshape U se referiam a ele como Dr. Sean Scott, diretor clínico.

Vídeos publicados pelas mesmas contas em janeiro e abril de 2023 mostram uma placa na porta da sala dele que diz: Dr. Sean Scott, Phd, diretor clínico.

No entanto, a BBC descobriu que Scott não é formado em Medicina. Ele disse que “ingenuamente e lamentavelmente” comprou um doutorado honorário em consultoria empresarial online e exibiu o certificado em sua clínica.

Ele afirma que não se apresentava como médico e alega que informava aos clientes que perguntavam que ele não tinha formação médica.

Diz que parou de usar o título falso por recomendação do Conselho Municipal de Hull em 2024, após a autoridade dizer que era “enganoso”.

Andrea afirma que Scott deu a ela antibióticos para tomar após seu primeiro procedimento de preenchimento mamário em dezembro de 2021 e novamente quando retornou no mês seguinte para um segundo procedimento.

“Eu confiava em tudo o que ele me dizia… porque ele sabia do que estava falando – ele era o médico”, relata Andrea.

O Conselho Federal de Medicina britânico, que regulamenta a profissão médica no Reino Unido, afirma que apenas “profissionais da área médica” podem prescrever antibióticos e Botox – e que só devem fazer isso se tiverem “conhecimento adequado” do paciente.

Scott disse à BBC que não receitou antibióticos ou Botox e que, em vez disso, usou um “profissional registrado com uma farmácia autorizada” para obter o medicamento online.

Dois meses após se submeter aos preenchimentos mamários, Andrea diz que Scott a encorajou a fazer preenchimentos faciais.

Os preenchimentos cutâneos são injeções de ácido hialurônico, que são usadas para preencher rugas e dar volume ao tecido.

Andrea alega que Scott disse a ela que achava que suas bochechas eram “desiguais” – e que ele poderia ajudar a “harmonizar” seu rosto.

Ela fez preenchimento nas bochechas, no queixo e no maxilar, mas diz que seu rosto começou a inchar e ganhar marcas escuras. A partir daí, ela afirma que o suposto “procedimento simples” se transformou em uma lista de tratamentos malsucedidos.

Segundo Andrea, Scott teria lhe dito que os inchaços eram causados por uma picada de inseto a incentivou a fazer mais tratamentos.

O ex-tatuador nega veementemente as alegações, acrescentando: “Nunca realizamos nenhum tratamento enquanto a cliente apresentava sinais de inchaço, hematomas ou qualquer outro efeito colateral”.

Ele diz que as únicas reclamações que Andrea fez inicialmente foram que ela “não estava muito satisfeita”, e que esse era o motivo pelo qual teve “tantas” consultas de acompanhamento.

Scott também alegou que Andrea havia visitado outras clínicas para tratamento durante esse período, inclusive uma que danificou sua pele, e que sua clínica teria tratado esse dano.

Andrea diz que fez apenas um tratamento de preenchimento cutâneo em outro lugar, com o qual ficou satisfeita, três anos antes de consultar Scott, que foi tatuador por 33 anos antes de abrir a Reshape U em 2019.

Ele também dirige uma empresa de treinamento em estética, a Yorkshire Aesthetics Training Academy.

Ao longo de 10 meses, Andrea teve mais de 30 consultas com Scott, incluindo procedimentos de preenchimento, Botox e fios de sustentação. Scott afirma que só realizou procedimentos em algumas destas consultas.

Andrea vendeu joias e pediu dinheiro emprestado para pagar os tratamentos, que somaram milhares de libras, mas diz que a reação piorou.

Em outubro de 2022, ela conta que foi ao hospital, mal conseguindo abrir os olhos. Em cartas de cirurgiões plásticos vistas pela BBC, Andrea foi informada de que as reações foram causadas pelos procedimentos estéticos.

Um especialista em estética que examinou Andrea desde então disse que sua cicatriz provavelmente foi causada por uma infecção que pode ocorrer em procedimentos estéticos, mas é rara em um ambiente higienizado com boas técnicas.

A BBC está ciente de pelo menos três outras reclamações feitas sobre Scott e o uso de uma qualificação falsa.

Duas delas foram feitas para o Save Face, serviço de profissionais registrados.

O diretor da organização, Ashton Collins, disse que as pessoas que denunciaram “más práticas” de Scott o haviam escolhido porque tinham a impressão de que ele era médico.

Agentes de saúde e segurança do Conselho Municipal de Hull visitaram as instalações de Scott em 2024, depois que foram levantadas preocupações sobre suas credenciais.

O conselho disse que encontrou uma série de problemas que exigiam melhorias, mas nenhuma ação formal foi tomada porque a empresa foi receptiva às suas solicitações.

‘Aprendi lições valiosas’

Scott disse à BBC que, desde então, a clínica recebeu orientações e “revisou totalmente todos os nossos procedimentos”.

“Embora possamos ter cometido erros no início, sempre demos 100% de nossa capacidade aos nossos clientes. Aprendemos lições valiosas e progredimos com treinamento e desenvolvimento contínuos”, acrescentou.

Há anos são feitas advertências sobre o setor de estética no Reino Unido.

Em 2013, uma revisão da regulamentação do setor concluiu que os preenchimentos dérmicos eram “uma crise esperando para acontecer” porque qualquer pessoa pode ser um profissional, “sem exigência de conhecimento, treinamento ou experiência anterior”.

Em 2022, a Lei de Saúde e Cuidados deu ao governo poderes para introduzir o licenciamento para procedimentos estéticos não cirúrgicos na Inglaterra. Isso ainda não foi promulgado.

Paul Charlson, médico especializado em estética e membro do Conselho Conjunto de Profissionais de Estética (JCCP, na sigla em inglês), adverte que haverá “mais mortes e mais desfigurações”, a menos que o governo “dê andamento” à promulgação da legislação que ele ajudou a elaborar junto a outros profissionais do setor.

“Se o governo dissesse: ‘Queremos isso em seis meses’, poderia ser feito”, afirmou.

O JCCP disse que precisou lidar com uma “explosão de reclamações” de conselhos locais sobre más práticas no setor. Em 2023, a organização teve conhecimento de reclamações de duas autoridades locais, em comparação com 65 no fim de 2024.

Um porta-voz do Departamento de Saúde e Assistência Social não comentou as críticas de Charlson, mas disse que era “inaceitável” que a vida das pessoas estivesse em risco por causa de “operadores inadequadamente treinados no setor de estética” – e que estava “explorando com urgência as opções para uma regulamentação adicional”.

Eles recomendaram que qualquer pessoa que esteja pensando em fazer procedimentos estéticos procure um profissional conceituado, segurado e qualificado.

Andrea diz que ficou marcada mentalmente e fisicamente, sofrendo regularmente com dores no rosto – e revela que foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático.

“Eu nunca faria isso novamente, e nunca aconselharia ninguém a fazer”, diz ela.



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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