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Métodos de guerra de Israel em Gaza ‘consistentes com genocídio’: comitê da ONU | Notícias do conflito Israel-Palestina
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A guerra de Israel na Faixa de Gaza é consistente com a características do genocídioafirmou um comité das Nações Unidas, acusando o país de “usar a fome como método de guerra”.
Num relatório publicado na quinta-feira, o Comité Especial da ONU para Investigar as Práticas Israelitas acusou o país de “usando a fome como método de guerra”resultando em “vítimas civis em massa e condições de risco de vida” para os palestinos.
“Desde o início da guerra, as autoridades israelitas têm apoiado publicamente políticas que privam os palestinianos das necessidades necessárias para sustentar a vida – comida, água e combustível”, afirmou.
“Estas declarações, juntamente com a interferência sistemática e ilegal da ajuda humanitária, deixam clara a intenção de Israel de instrumentalizar suprimentos vitais para ganhos políticos e militares.”
Desde 7 de outubro de 2023, a guerra de Israel em Gaza matou pelo menos 43.736 palestinos e feriu 103.370, informou o Ministério da Saúde do enclave na quinta-feira.
O último relatório da ONU reflecte o publicado em Março pela Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, que concluiu que existem “motivos razoáveis” para acreditar que Israel está cometendo genocídio em Gaza.
Abrange os primeiros nove meses da guerra de Israel em Gaza, que se seguiu ao ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel, em Outubro de 2023, no qual cerca de 1.139 pessoas foram mortas e mais de 200 feitas prisioneiras.
O relatório também salientou que, apesar dos repetidos apelos da ONU, bem como das ordens vinculativas do Tribunal Internacional de Justiça e Resoluções do Conselho de Segurança da ONU, Israel continuou a infligir “castigos colectivos” à população palestiniana.
A extensa campanha de bombardeamentos de Israel em Gaza “dizimou serviços essenciais” e “desencadeou uma catástrofe ambiental… que terá impactos duradouros na saúde”, afirmou.
No início de 2024, mais de 25 mil toneladas de explosivos – equivalentes a duas bombas nucleares – foram lançadas sobre Gaza, “causando destruição maciça e o colapso dos sistemas de água e saneamento, devastação agrícola e poluição tóxica”, afirma o relatório.
Uma investigação da Al Jazeera descobriu que, no espaço de um ano de guerra, o volume de explosivos lançados em Gaza aumentou para cerca de 75.000 toneladasproduzindo mais de 42 milhões de toneladas de detritos.
Ao mesmo tempo, os bombardeamentos também destruíram 114 hospitais e clínicas e mataram mais de 986 trabalhadores médicos, incluindo 165 médicos, 260 enfermeiros, 184 associados de saúde, 76 farmacêuticos e 300 funcionários de gestão e apoio, bem como 85 trabalhadores palestinos da Defesa Civil, a maior parte envolvidos. em operações de busca e salvamento.
O relatório também levantou “sérias preocupações” sobre O uso de inteligência artificial (IA) por Israel numa batalha que matou não só combatentes do Hamas, mas também civis, incluindo muitas mulheres e crianças.
“A utilização pelos militares israelitas de alvos assistidos por IA, com supervisão humana mínima, combinada com bombas pesadas, sublinha o desrespeito de Israel pela sua obrigação de distinguir entre civis e combatentes e de tomar salvaguardas adequadas para evitar mortes de civis”, afirmou o comité.
Uma investigação da Al Jazeera revelou em Abril que o Sistema assistido por IA chamado Lavender foi responsável pela elaboração de listas de mortes de “até 37.000 alvos”.
Entretanto, o comité da ONU acusou Israel de aumentar a censura aos meios de comunicação social e de suprimir a dissidência durante a guerra, acrescentando que os seus “alvos contra jornalistas são esforços deliberados para bloquear o acesso global à informação” sobre o que está a acontecer no terreno em Gaza.
“Este silenciamento deliberado das denúncias, combinado com a desinformação e os ataques aos trabalhadores humanitários, é uma estratégia clara para minar o trabalho vital da ONU, cortar a linha vital da ajuda que ainda chega a Gaza e desmantelar a ordem jurídica internacional”, acrescentou.
O relatório instou todos os estados membros da ONU a cumprirem as suas obrigações legais e a impedirem as violações do direito internacional por parte de Israel e a responsabilizá-lo.
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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