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México, com Judiciário enfraquecido, por ter partido único – 10/11/2024 – Mundo

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Costuma-se dizer que com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.

Não é o caso na política no México. Lá, a coligação do partido governista, Morena, conseguiu a maioria absoluta nas eleições em junho. Mas ela pouco tem se preocupado com as consequências, e nesta semana, deixou o país à beira de uma crise institucional.

Tudo começou com uma série de mudanças no funcionamento do Judiciário mexicano, implementadas após a aprovação de um conjunto de leis nos últimos dias de Andrés Manuel López Obrador, conhecido como AMLO, na Presidência, em setembro.

A principal mudança foi determinar que todos os juízes no México fossem eleitos, em vez de nomeados. Na terça-feira (5), o Supremo Tribunal do país rejeitou por uma margem estreita uma proposta para anular algumas partes das novas leis que teria permitido que juízes fossem eleitos para tribunais federais superiores, mas não para as cortes locais inferiores.

Se o tribunal tivesse decidido de forma diferente, isso provavelmente teria levado a um confronto aberto com Claudia Sheinbaum, presidente do México desde outubro, e o partido Morena. Os figurões dessa denominação declararam que ignorariam a decisão se ela fosse contra eles.

Isso representaria o risco de desacato ao tribunal e de um impasse crescente entre o Executivo e o Judiciário. A própria Sheinbaum disse que tinha “um plano” para lidar com o tribunal. “O Supremo Tribunal não pode estar acima da voz do povo”, disse ela, acusando a corte de abuso de poder.

No passado, a última instância judicial do México tendia a não contestar ou interferir nas decisões do governo sobre alterações na Constituição, limitando-se a avaliar a legalidade dos procedimentos usados para implementá-las.

Não foi este o caso agora, e o tribunal se pronunciou acerca do potencial danoso das mudanças judiciais para a democracia no México. Analistas, organizações de direitos humanos, empresas e diplomatas estrangeiros alertaram que a eleição de juízes politizaria os tribunais e desgastaria a independência e a imparcialidade do sistema judicial.

O Morena usou métodos controversos para tentar impedir que o tribunal considerasse o caso. No fim de outubro, o Congresso aprovou uma lei que proibia a revisão judicial de alterações na Constituição. Tentou redigi-la de modo que ela pudesse ser aplicada retroativamente e, assim, impedisse a corte de intervir nas reformas judiciais.

A má-fé do partido no poder também tem sido demonstrada de outras formas. O partido disse que permitiria que os juízes que renunciassem antes das eleições judiciais mantivessem as suas pensões. Mas depois de 8 dos 11 juízes do Supremo Tribunal anunciarem a sua demissão, o partido atacou-os por viverem às custas do Estado –mesmo que pelo menos um dos membros do círculo de Sheinbaum seja um antigo juiz superior que goza de uma pensão gigantesca.

A decisão do Supremo desta semana é uma vitória para o Morena. O primeiro lote de eleições judiciais pode acontecer já em junho de 2025. As renúncias na corte sugerem que tudo irá acontecer como temido: os três juízes do Supremo Tribunal que irão concorrer às eleições foram nomeados pelo Morena e estão confiantes de que serão eleitos novamente para os seus cargos. Cerca de metade de todos os juízes e magistrados afirmaram que não se candidatarão às eleições.

“Mesmo que um Supremo Tribunal eleito seja leal a eles [o governo], eles ainda queriam controlá-lo”, diz o pesquisador Javier Aparicio, do Centro de Investigação e Docência Econômica (Cide), uma universidade na Cidade do México.

No início deste mês, o Morena disse que estava se preparando para debater sua próxima mudança constitucional, que eliminaria os pesos e contrapesos de uma maneira diferente. A proposta era excluir agências autônomas do país, incluindo o órgão de liberdade de informação.

Uma crise constitucional foi evitada, mas o Morena reforçou o seu controle. E o México parece cada vez mais um Estado de partido único.



Leia Mais: Folha

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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