NOSSAS REDES

ACRE

Microplásticos: Como evitar consumo em comidas e bebidas – 17/03/2025 – Ambiente

PUBLICADO

em

Microplásticos: Como evitar consumo em comidas e bebidas - 17/03/2025 - Ambiente

Amudalat Ajasa

Microplásticos estão em toda parte. No seu fígado, sangue e até mesmo no seu cérebro —e são quase impossíveis de evitar. Felizmente, há algumas medidas que você pode tomar para minimizar sua exposição.

“Realmente é uma crise de saúde pública da qual as pessoas geralmente não estão cientes”, disse Sherri Mason, pesquisadora de água doce e poluição por plásticos na Universidade Gannon, na Pensilvânia. As pessoas podem limitar sua exposição reconhecendo o plástico em suas rotinas e encontrando maneiras de reduzir o uso, diz ela.

Um artigo publicado no início deste mês na revista Brain Medicine apontou as principais maneiras de reduzir os microplásticos. Nicholas Fabiano, autor principal do trabalho, diz que, considerando estudos recentes, “não sabemos muito sobre as consequências a longo prazo desses microplásticos, mas temos evidências emergentes de que certamente não são benéficos”.

Aqui estão cinco maneiras de reduzir sua exposição no que você come e bebe.

Beba água filtrada da torneira

Beber água engarrafada pode estar introduzindo em você milhares de pedaços microscópicos de plástico. Na verdade, a água engarrafada é o principal caminho para a exposição a microplásticos, disse Mason.

Pesquisadores descobriram que um litro médio de água engarrafada contém cerca de 240 mil partículas de plástico, a maioria das quais são nanoplásticos, medindo apenas uma fração da largura de um fio de cabelo humano.

Trocar a água engarrafada por água da torneira filtrada tem o potencial de reduzir a ingestão de microplásticos. As partículas também podem ser encontrados na água da torneira, mas em quantidades menores.

Ferver e filtrar a água pode ajudar a remover até 90% das partículas de plástico na água potável, mas especialistas alertam que isso também pode aumentar a liberação de produtos químicos tóxicos na água.

“A maioria das pessoas nos Estados Unidos não precisa beber água engarrafada. A água da torneira é mais segura e mais regulamentada”, disse Mason.

Evite recipientes de plástico para alimentos

Usar plástico muitas vezes é inevitável, mas há muitas maneiras de reduzir a interação dos alimentos com plásticos, e isso inclui os potes, diz Jane Muncke, diretora-gerente e diretora científica do Food Packaging Forum, organização de pesquisa.

Especialistas incentivam as pessoas a substituir alimentos que vêm em recipientes de plástico por alternativas. Isso pode ser tão simples quanto comprar manteiga de amendoim em um recipiente de vidro.

“Qualquer coisa que esteja embalada em plástico —há microplásticos que se desprendem desses materiais”, disse Mason.

Alimentos enlatados e embalagens de bebidas são outro caminho de contaminação plástica para os humanos. As latas são frequentemente revestidas com plásticos que podem liberar microplásticos e produtos químicos nocivos.

Use vidro no micro-ondas

Um estudo descobriu que aquecer alimentos em recipientes de plástico e embalagens reutilizáveis pode liberar mais de 4 milhões de microplásticos e 2 bilhões de partículas de nanoplásticos por centímetro quadrado em apenas três minutos.

O calor faz com que os microplásticos migrem, diz Muncke, então evite colocar alimentos quentes em embalagens de plástico e certifique-se de que não sejam armazenados sob luz solar ou em outros ambientes quentes. Outros fatores que podem aumentar a liberação são produtos ácidos, como suco de laranja e outros sucos de frutas e alimentos gordurosos, disse ela.

Evite alimentos altamente processados

Alimentos altamente processados contêm significativamente mais microplásticos do que alimentos minimamente processados. Um estudo encontrou microplásticos em todos os 16 produtos de proteína que os pesquisadores testaram.

Dos produtos testados, o camarão empanado tinha as maiores concentrações de partículas de plástico. Nuggets de frango altamente processados continham 30 vezes mais microplásticos por grama do que peitos de frango.

“Como regra geral, quanto mais processado ou ultraprocessado o alimento é, mais micro-nanoplásticos serão emitidos”, disse Muncke.

Microplásticos também podem estar escondidos no seu armário de temperos. Um estudo de 2023 encontrou grandes quantidades de plástico no sal. O estudo analisou sete tipos de sal, incluindo sal de mesa, sal marinho e sal rosa do Himalaia.

Cada sal tinha alguma quantidade mensurável de microplásticos, mas o sal rosa grosso do Himalaia e o sal preto tinham a maior concentração de fragmentos de microplásticos. O sal iodado tinha a menor.

Abandone saquinhos de chá de plástico

Saquinhos de chá de náilon, que são feitos de plástico, podem liberar mais de 11 bilhões de microplásticos e 3 bilhões de partículas de nanoplásticos em um único saquinho.

Preparar chá de folhas soltas é uma maneira de evitar os problemas associados aos saquinhos de chá de plástico. E saquinhos feitos de celulose, material biodegradável, são muito mais seguros do que o plástico e têm o benefício adicional de ajudar o chá a absorver outros materiais nocivos, como metais pesados.

Shannon Osaka contribuiu para esta reportagem.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público-interna.jpg

A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS