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Milei emula Trump e estuda sair de Acordo de Paris e OMS – 24/01/2025 – Mundo
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Mayara Paixão
A equipe de Javier Milei afirma nos corredores da Casa Rosada que estuda a redação de projetos para possivelmente tirar o entendimento de feminicídio do Código Penal, sair do Acordo de Paris e da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Um comentário frequente que circula em Washington, a estrela-guia de Milei após o retorno de Donald Trump, também vale para a Argentina de agora: diz-se que é preciso esperar para entender qual a brecha entre a retórica do governo e a realidade de suas ações.
Seja como for, as medidas são estudadas com prioridade por uma das pontas do chamado “triângulo de ferro” que hoje chefia a Casa Rosada: o próprio Milei; sua irmã Karina, que também é secretária-geral da Presidência; e Santiago Caputo, seu assessor e ex-consultor político que não tem cargo oficial mas tem mais poder do que muitos ministros.
Caputo estaria liderando essa agenda. À imprensa local, sob reserva, membros da administração Milei dizem saber que as ações terão ampla resistência no Congresso, onde o governo é minoria, mas que ainda assim querem colocá-las na mesa. É a guerra cultural, cada vez mais prioritária na agenda do governo argentino, que nos últimos meses celebrou seus bons indicadores econômicos e se viu fortalecido.
A estratégia parece ter sido a de usar o forte discurso de Milei no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), como presságio. O autodeclarado libertário disparou contra as agendas de igualdade de gênero e ambiental e contra os organismos internacionais.
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A certa altura de sua fala, disse: “Chegamos ao ponto de normalizar que, em muitos países supostamente civilizados, se uma pessoa mata uma mulher se chama feminicídio, e isso gera a uma pena mais grave do que se mata um homem, apenas pelo sexo da vítima, legalizando, assim, que a vida da mulher vale mais que a do homem”.
O crime de feminicídio foi incorporado ao Código Penal argentino em 2012, ainda que não literalmente. Considerou-se esse delito como um agravante do homicídio ao se estabelecer que quando um homem mata uma mulher motivado por violência de gênero, os juízes deverão dar-lhe pena de prisão perpétua. Dados oficiais mostram que quase 2.500 mulheres foram vítimas desse crime em dez anos, de 2014 a 2023.
Ainda na seara de gênero, o governo avalia acabar com cotas para pessoas trans no serviço público e com a obrigatoriedade de que os servidores façam uma formação sobre igualdade de gênero. A imprensa local diz que ficariam de fora do pacote tentativas de acabar com o casamento homoafetivo e o direito ao aborto.
Isso não impediu Milei de criticar o direito à interrupção da gravidez em Davos. Chamou o direito ao aborto de “uma agenda sanguinária, desenhada a partir de ideias malthusianas [do economista Thomas Malthus (1766-1834)] de que a superpopulação vai destruir a Terra e, por isso, devemos implantar um mecanismo de controle populacional”.
O aborto é legal na Argentina para mulheres até a 14ª semana da gestação e, em outros casos, como o de violência sexual. Isso transformou o país em refúgio para mulheres de outras nações com direitos mais restritivos, como o Brasil.
No que se trata da OMS e do Acordo de Paris, Milei estaria seguindo os passos de Trump, que fez destes alguns de seus primeiros anúncios após ser empossado para este segundo mandato.
Ao menos na opinião que manifesta publicamente, Milei não crê que exista aquecimento global acelerado pelas ações do homem, ainda que a ciência comprove o contrário. O economista antes de ser presidente já disse que isso seria uma “invenção do socialismo”.
Em Davos, afirmou que há um “sinistro ecologismo radical”. “Conservar nosso planeta para as futuras gerações é senso comum, ninguém quer viver num lixão”. “Mas passamos para um ambientalismo fanático no qual os seres humanos são o câncer que deve ser eliminado, e o desenvolvimento econômico é um crime contra a natureza”.
Novamente, há dúvidas sobre a distância entre a retórica e a prática. Sair do acordo poderia legar problemas à Argentina.
1) O país iniciou no ano passado seu processo formal de ingresso na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), para a qual a agenda ambiental é importante;
2) O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que chegou à redação final do texto em dezembro passado, também tem na agenda climática um ponto de alta relevância para os europeus.
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.
A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira
Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.
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