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Milhares marcham na capital da Nova Zelândia contra a revisão do tratado indígena | Notícias de protestos

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Uma legislação controversa revisa o Tratado de Waitangi, de 184 anos, que concede direitos à terra às tribos Maori.

Milhares de pessoas juntaram-se a uma marcha de nove dias em direção à capital da Nova Zelândia por causa de um projeto de lei controverso que redefine o acordo fundador do país entre os britânicos e o povo indígena Maori.

A polícia da Nova Zelândia informou que cerca de 10 mil pessoas marcharam pela cidade de Rotorua em protesto contra o Projeto de Lei dos Princípios do Tratado na sexta-feira, saudadas por centenas acenando com o maori bandeira enquanto se dirigiam para o sul, para a capital, Wellington, a cerca de 450 km (280 milhas) de distância.

A marcha – ou hikoi na língua Maori – deverá chegar a Wellington na terça-feira, com os participantes realizando comícios em sua passagem por vilas e cidades de todo o país depois que o projeto de lei foi aprovado em sua primeira leitura parlamentar na quinta-feira.

A medida revisa o idoso de 184 anos Tratado de Waitangium documento que concede às tribos Maori amplos direitos para reter as suas terras e proteger os seus interesses em troca de ceder a governação aos britânicos. O documento ainda hoje orienta a legislação e as políticas.

O partido ACT da Nova Zelândia, um parceiro júnior no governo de coligação de centro-direita, revelou na semana passada o projeto de lei, que tinha prometido durante as eleições do ano passado, argumentando que esses direitos também deveriam aplicar-se aos cidadãos não-indígenas.

O povo Maori e os seus apoiantes dizem que o projeto de lei ameaça a discórdia racial e prejudica os direitos dos povos indígenas do país, que representam cerca de 20 por cento da sua população de 5,3 milhões de habitantes.

Enquanto os parlamentares votavam o projeto de lei na quinta-feira, a legisladora Hana-Rawhiti Maipi-Clarke, de 22 anos, do partido Te Pati Maori, rasgou uma cópia do projeto e conduziu seus colegas em uma tradicional dança haka.

O Parlamento foi brevemente suspenso quando as pessoas na galeria se juntaram, os seus gritos abafaram o debate na Câmara.

A medida foi aprovada em primeira leitura com 68 votos a favor e 54 contra – um voto a menos que os 123 deputados do parlamento, devido à suspensão subsequente de Maipi-Clarke – mas parece pouco provável que se torne lei.

Os parceiros da coligação, o Partido Nacional e o New Zealand First, apenas apoiam a legislação durante a primeira das três leituras para cumprir um acordo com a ACT Nova Zelândia.

O primeiro-ministro Christopher Luxon, líder do Partido Nacional, disse na quinta-feira que os princípios do tratado foram negociados e debatidos durante 184 anos e que era “simplista” o líder da ACT da Nova Zelândia, David Seymour, sugerir que eles poderiam ser resolvidos “através do traço de caneta”.

Seymour disse que as pessoas que se opõem à legislação querem “incitar” o medo e a divisão. “Minha missão é capacitar cada pessoa”, acrescentou.



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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