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POLÍTICA

‘Minha mulher não é clandestina’: Lula rebate crít…

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‘Minha mulher não é clandestina’: Lula rebate crít...

Luiz Paulo Souza

Após uma série de criticas de parlamentares aos gastos do Governo com viagens da primeira-dama Janja, o presidente Lula rebateu, neste sábado, 29. “A minha mulher não é clandestina”, afirmou em coletiva à imprensa, no Vietnã. “Ela viajou a convite do companheiro Macron para discutir o combate à fome e à pobreza.”

O petista disse ainda que a esposa não precisaria responder a “molecagem” e que as viagens são justificadas. “Eu queria que a oposição lesse o discurso dela para deixar de ser ignorante”, disse. “Ela vai continuar fazendo o que ela gosta. A mulher do Presidente Lula vai estar aonde ela quiser, vai falar o que ela quiser e vai andar aonde ela quiser.”

As criticas ganharam força após Janja ser vista com o presidente em Tóquio, durante série de viagens de Estado pela Ásia. Em seguida, a primeira-dama foi para Paris, onde participou de fórum sobre combate à fome, tema que estava entre as promessas de campanha de Lula. Nomeada pelo presidente, ela discursou como chefe da delegação brasileira na cúpula Nutrição para o Crescimento (N4G) e recebeu deferência do chefe de Estado francês.

+Radar: Janja continua sendo um problemão para o governo Lula

O incômodo, no entanto, não é de hoje. Em 2024, o deputado federal Gustavo Gayer, do PL de Goiás, alegou que ela passou 103 dias em viagens durante os dois primeiros anos de governo, pedindo que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigasse tais gastos. Embora o pedido tenha sido arquivado, a oposição insiste que uma inspeção das despesas é necessária, sob argumento de que Janja não ocupa um cargo público.

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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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