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Misterioso colar de diamantes de 300 quilates é leiloado por £ 3,8 milhões em Genebra | Monarquia

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Agence France-Presse in Geneva

Um misterioso colar repleto de diamantes com possíveis ligações com um escândalo que contribuiu para a queda de Maria Antonieta foi vendido por US$ 4,8 milhões (£ 3,8 milhões) em um leilão em Genebra.

Estima-se que a joia do século 18 contendo aproximadamente 300 quilates de diamantes foi vendida na venda da Sotheby’s Royal and Noble Jewels por US$ 1,8-2,8 milhões.

Mas após uma licitação enérgica, o preço do martelo atingiu 3,55 milhões de francos suíços (4 milhões de dólares), e a Sotheby’s listou o preço final após impostos e comissões em 4,26 milhões de francos (4,81 milhões de dólares).

A compradora não identificada, que fez a oferta por telefone, ficou “em êxtase”, disse à AFP Andres White Correal, presidente do departamento de joalheria da Sotheby’s.

“Ela estava pronta para lutar e lutou”, disse ele, acrescentando que foi “uma noite eletrizante”.

“Existe obviamente um nicho no mercado para jóias históricas com proveniência fabulosa… As pessoas não estão apenas a comprar o objecto, mas estão a comprar toda a história que está ligada a ele”, disse ele.

Acredita-se que alguns dos diamantes da peça provêm da joia no centro da peça. Caso do Colar de Diamantes – um escândalo na década de 1780 que manchou ainda mais a reputação da última rainha de França, Maria Antonieta, e aumentou o apoio à futura Revolução Francesa.

A casa de leilões disse que o colar, composto por três fileiras de diamantes finalizados com uma borla de diamantes em cada extremidade, emergiu “milagrosamente intacto” de uma coleção privada asiática para fazer sua primeira aparição pública em 50 anos.

“Esta espetacular joia antiga é uma incrível sobrevivente da história”, afirmou em comunicado antes da venda.

Descrevendo a peça da era georgiana como “rara e altamente importante”, a Sotheby’s disse que ela provavelmente foi criada na década anterior à Revolução Francesa.

“A joia passou de família para família. Podemos começar no início do século XX, quando fazia parte da coleção dos Marqueses de Anglesey”, disse White Correal.

Acredita-se que os membros desta família aristocrática usaram o colar duas vezes em público: uma vez na coroação do rei George VI em 1937 e uma vez na coroação de sua filha, a rainha Elizabeth II, em 1953.

Além disso, pouco se sabe sobre o colar, incluindo quem o desenhou e para quem foi encomendado, embora a casa de leilões acredite que uma joia antiga tão impressionante só poderia ter sido criada para uma família real.

A Sotheby’s disse que é provável que alguns dos diamantes apresentados na peça tenham vindo do famoso colar envolvido no escândalo que envolveu Maria Antonieta poucos anos antes de ela ser guilhotinada.

Esse escândalo envolveu uma nobre em dificuldades chamada Jeanne de la Motte, que fingiu ser confidente da rainha e conseguiu adquirir um luxuoso colar cravejado de diamantes em seu nome, contra a promessa de um pagamento posterior.

Embora mais tarde a rainha tenha sido considerada inocente no caso, o escândalo ainda aprofundou a percepção da sua extravagância descuidada, contribuindo para a raiva que desencadearia a revolução.

A Sotheby’s disse que os diamantes do colar vendido na quarta-feira eram provavelmente provenientes das “lendárias minas de Golconda na Índia”, consideradas as produtoras dos diamantes mais puros e deslumbrantes.

“O afortunado comprador saiu com uma história espetacular”, disse Tobias Kormind, chefe da maior joalheria de diamantes online da Europa, a 77 Diamonds, em um comunicado.

“Com diamantes de qualidade excepcional provenientes das lendárias e agora extintas minas indianas de Golconda, a história de uma possível ligação com Maria Antonieta, juntamente com o facto de ter sido usado em duas coroações, tornam este colar do século XVIII verdadeiramente especial.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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