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Moçambique liberta jornalistas detidos de veículo nigeriano – DW – 15/11/2024
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Dois jornalistas sul-africanos foram libertados depois de terem sido detidos em Moçambique enquanto informa sobre protestos antigovernamentaisdisse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da África do Sul (DIRCO).
O nigeriano O canal de notícias News Central TV divulgou um comunicado na sexta-feira pedindo a libertação de dois de seus jornalistas que desapareceram enquanto estavam na capital moçambicana, Maputo.
O correspondente Bongani Siziba e o cinegrafista Sbonelo Mkhasibe, da África do Sul, estavam reportando para a News Central TV quando foram detidos em circunstâncias pouco claras, juntamente com o jornalista moçambicano Charles Mangwiro, que prestava serviços de tradução.
Após a sua libertação, Siziba disse ao News Central que ela e Mkhasibe estavam vendados durante a sua detenção.
“Ficamos com os olhos vendados o tempo todo. Imagine quando você está com os olhos vendados, mas sabe que há seis caras segurando armas. Você não sabe o seu destino, o que vai acontecer a seguir.”
Central de Notícias e grupo de liberdade de imprensa criticam detenções
Na manhã de sexta-feira, o canal News Central condenou a detenção de seus jornalistas.
“A detenção dos nossos colegas no exercício das suas funções profissionais é profundamente preocupante”, disse o editor-chefe da News Central, Kayode Akintami, num comunicado, acrescentando que as tentativas de estabelecer comunicação com os jornalistas até agora não tiveram sucesso.
“Estamos trabalhando através de todos os canais diplomáticos e oficiais disponíveis para garantir a sua libertação imediata”.
Entretanto, a sucursal moçambicana do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA) exigiu a “libertação imediata e incondicional” do trio, bem como uma “explicação completa e transparente” do seu desaparecimento.
“A prática do jornalismo, inclusive em Moçambique, não é crime e os jornalistas não devem ser vítimas de rapto ou detenção”, afirmou.
As detenções ocorreram apenas um dia depois de dois outros jornalistas moçambicanos terem sido alegadamente atacados com paus na cidade de Nampula, no norte do país.
According to MISA, César Rafael and Valdemiro Amisse from local broadcaster Rádio e Televisão Encontro were assaulted on Wednesday after filming the aftermath of violent clashes in the city.
Jornal local Está certo informou que a polícia abriu fogo contra manifestantes no subúrbio de Namicopo, em Nampula, matando duas pessoas.
Moçambique: Novos protestos sobre resultados eleitorais contestados
Pelo menos 30 mortos em protestos eleitorais em Moçambique
De acordo com Vigilância dos Direitos Humanospelo menos 30 pessoas foram mortas numa repressão policial aos protestos desde que o partido no poder, Frelimo, reivindicou uma vitória esmagadora nas eleições de 9 de Outubro, prolongando o seu mandato de 49 anos, que remonta à independência de Portugal em 1975.
Mais de 56% dos 17 milhões de eleitores elegíveis de Moçambique abstiveram-se, enquanto o candidato independente da oposição Venancio Mondlane alegou que a votação foi fraudada e encorajou manifestações.
O próprio Mondlane foi apanhado pela violência em Outubro, quando a polícia disparou gás lacrimogêneo contra a multidão enquanto ele falava com jornalistas nas ruas de Maputo, perto do local onde o seu advogado e um alto funcionário do partido da oposição foram mortos por homens armados não identificados, dois dias antes.
No início de Novembro, dois jornalistas portugueses foram expulsos de Moçambique sob o pretexto de terem apenas vistos de turista em vez de vistos de trabalho.
No seu comunicado, o MISA afirmou estar “preocupado com a escalada de ataques contra jornalistas envolvidos na cobertura das manifestações em curso, levadas a cabo principalmente pelas autoridades moçambicanas, particularmente pela polícia”.
Acrescentou: “Não podemos permitir que Moçambique continue neste caminho regressivo de negação das liberdades fundamentais”.
Turbulência pós-eleitoral cresce em Moçambique
Moçambique: cortes de internet e encerramento de fronteiras
Entretanto, grupos de direitos digitais em Moçambique afirmam que houve pelo menos cinco encerramentos de internet móvel desde 25 de Outubro, bem como encerramentos de redes sociais que duraram várias horas seguidas.
Na sexta-feira, apoiantes de Mondlane bloquearam o tráfego na principal passagem fronteiriça de Moçambique, Ressano Garcia, paralisando dezenas de camiões com destino à África do Sul.
Do outro lado da fronteira, a Autoridade de Gestão de Fronteiras da África do Sul (BMA) confirmou que tinha fechado o seu posto fronteiriço no Libombo devido ao “protesto contínuo e intensificado”.
Os portos de águas profundas de Moçambique nas proximidades de Maputo e Matola são vitais para a África do Sul, que exporta mais de 50% do seu minério de crómio e concentra-se através da capital moçambicana.
A associação ferroviária e de transporte de mercadorias da África do Sul estimou que cada dia de encerramento da fronteira custa à economia sul-africana pelo menos 10 milhões de rands (550.000 dólares, 520.000 euros).
mf/eu (AFP, Reuters, AP)
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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