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Moradores de ramais fecham rodovia para exigir recuperação de ponte e piçarras em ramais em Rio Branco

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Os moradores das associações Mauro Teles, Canarinho de Cristo e Luz Divina, dos ramais Judia, São José e Beira Rio na capital acreana fizeram um bloqueio na manhã desta terça-feira (24) na avenida Amadeu Barbosa.

O grupo reivindicava a recuperação da ponte e que a prefeitura passasse piçarra nas estradas de terra para facilitar a mobilidade dentro dos ramais.

Antônio José, representante da comunidade Mauro Teles, disse que eles querem uma ponte de concreto para ajudar no escoamento da produção dos ramais.

“Estamos reivindicando a ponte que liga os bairros e nosso ramal São José que dá acesso aos produtores de hortaliça e piscicultura. Houve promessa de piçarramento, o morador doou o material e hoje falamos chega. Viemos reivindicar uma ponte melhor, não queremos ponte de madeira, queremos piçarramento, não só raspagem. A gente está cansado de ouvir a promessas dessas caras [prefeitura]”, reclamou.

Segundo os moradores, a prefeitura de Rio Branco se negou a enviar representantes para atender os moradores. “Temos gravações e documentos assinados deles se comprometendo a resolver. Tá chegando o inverno e nós sabemos a dificuldade lá dentro, da necessidade da ponte”, diz.

Os moradores dizem que se não houver acordo outras pontes da capital devem ser fechadas.

José Assis, diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), diz que o ato dos moradores foi político e que já foi acordado com as comunidades prazos para a resolução do problema. A ideia é, segundo ele, fazer a limpeza dos mais de 1,5 mil metros de ramal.

Amadeu Barbosa foi fechada nesta terça-feira (24) — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre

Amadeu Barbosa foi fechada nesta terça-feira (24) — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre

“No ramal São José o que aconteceu é que a gente foi lá, reuniu com a comunidade e disse que ia conversar sobre piçarramento, mas nunca teve piçarramento lá, estamos há oito meses e não é justo querer que a gente resolva tudo. Nos comprometemos a fazer o piçarramento até o final do mês”, diz.

Além das condições dos ramais, eles pedem também a recuperação da ponte do igarapé da Judia do bairro Belo Jardim e Canaã. Sobre essa demanda, Assis diz que tem tentado resolver a aquisição de madeira para poder iniciar a troca.

“ A ponte foi recuperada no ano passado pela outra gestão, mas a madeira não era de boa qualidade, então precisamos de madeira. O serviço ali é simples, mas a madeira não é uma coisa fácil. Eu não posso pegar madeira dos ramais para colocar na ponte, essa madeira precisa ser licitada. Outro caminhos que temos é conseguir essa madeira pelo Imac [Instituto de Meio Ambiente], que apreende madeira ilegal. Mas, o Imac apreende as madeiras, deixa apodrecer e não dá pra gente, então fica difícil”, explica.

Porém, o gestor disse que mais uma vez entrou com um processo pedindo madeira e aguarda o retorno do órgão.

Colaborou Andryo Amaral, da Rede Amazônica Acre.

Ponte também deve ser recuperada, diz prefeitura  — Foto: Reprodução

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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