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Morte de Lúcio Flávio, que delatou policiais, faz 50 anos – 29/01/2025 – Cotidiano
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Bruna Fantti
Há 50 anos, Lúcio Flávio Vilar Lírio, 31, era morto em uma prisão do Rio de Janeiro, com 28 golpes de faca. A versão oficial afirmou que ele foi atacado enquanto dormia. Já o suspeito, Mário Pedro da Costa, o Marujo, disse ter agido em legítima defesa, após uma briga durante um jogo de cartas.
Segundo jornais da época, Lúcio Flávio tinha 74 acusações formais e cerca de 400 processos relacionados a roubos de carros. Para além de suas dezenas de fugas, que incluíam serrar grades, furar o fundo de um camburão, cavar túneis com colheres e até escapar disfarçado de padre, ele ficou conhecido por expor o Esquadrão da Morte e a Scuderie Le Cocq, grupos de extermínio ligados à polícia, de forma pública.
Suas críticas abertas à polícia o tornaram uma figura controversa e o cinema o retratou de forma distinta na época. No filme “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), de Hector Babenco, o criminoso é apresentado como um anti-herói trágico. O filme denuncia a atuação do Esquadrão da Morte como parte do aparato repressivo do regime militar.
Já em “Eu Matei Lúcio Flávio” (1979), de Antônio Calmon, há uma perspectiva oposta, com foco no policial Mariel Mariscot, retratado como um justiceiro para enfrentar o crime. Lúcio Flávio aparece como um criminoso sem escrúpulos, enquanto a violência policial seria justificável.
Mariscot (1940-1981) fazia parte do grupo de policiais chamados de “12 Homens de Ouro” da polícia do Rio de Janeiro, um título dado a agentes que estão na raiz da milícia local.
Segundo Bruno Paes Manso, no livro “A República das Milícias: Do Esquadrão da morte à Era Bolsonaro” (2020), os 12 homens de ouro eram agentes da Polícia Civil que originaram a atual Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), agentes treinados para operações especiais. Mariscot também era conhecido por ser midiático e passear em Copacabana com atrizes famosas. Acabou preso e expulso da polícia após as denúncias do criminoso.
Em entrevistas, Lúcio Flávio afirmou que entrou para o crime após o declínio financeiro da sua família na década de 1960. Seu pai era funcionário público em Minas Gerais e cabo eleitoral do general Teixeira na eleição presidencial de 1960 e entrou em declínio após a derrota do militar para Jânio Quadros.
As entrevistas o fizeram ser chamado para depor sobre a corrupção policial. Em um dos depoimentos, ele afirmou que teria dito a um policial corrupto que o chamou para cometer um crime: “Você é polícia, eu sou bandido. É como azeite e álcool, não se misturam. Agora, depois desse convite, não sei exatamente qual a sua posição: polícia ou bandido?”. A frase é uma das mais famosas do criminoso.
Em sua dissertação de mestrado pela Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) sobre o retrato no cinema do criminoso, Bernardo Brum pesquisou trechos de reportagens. A Luta Democrática, nas edições de 3 e 4 de fevereiro de 1974, traz o título: “Entrevistas atrevidas irritam polícia mineira”.
“A matéria explicava que o termo “mineiro” era uma gíria para descrever policiais que identificavam criminosos ricos ou procurados para extorquir dinheiro deles, independentemente do tipo de crime cometido. Quanto mais rico o criminoso, maior o lucro potencial para o policial”, diz trecho da dissertação.
Suas denúncias, contudo, ajudaram a banir os policiais corruptos das forças de segurança, incluindo Mariscot.
A Scuderie Le Coque, no entanto, continuou com sede oficial no Rio até meados dos anos 2000. Entre suas fileiras, um nome famoso atualmente: Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco.
Lessa tinha 19 anos quando entrou para a organização, em 1989. Ele integrou a associação depois de prestar o serviço obrigatório no Exército. Em novembro de 1991, o agente ingressou na Polícia Militar, quando de maio de 1993 a janeiro de 1997, atuou no Bope (Batalhão de Operações Especiais).
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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