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Motorista salva passageira e fura bloqueio de criminosos em estrada de SP

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Barby, essa idosa da Inglaterra, já resgatou mais de 10 mil animais e venceu 3 vezes o câncer. - Foto: Barby Keel

Com um sexto sentido incrível, o motorista de aplicativo Alessandro salvou a passageira Gioavanna de um bloqueio de criminosos na rodovia dos Imigrantes, que leva ao Litoral Sul de São Paulo. – Foto: Reprodução/G1

Um motorista de aplicativo foi chamado de herói depois de salvar uma passageira de um bloqueio feito por criminosos em uma estrada no litoral de São Paulo. A mulher estava prestes a ser assaltada e corria sérios riscos.

A médica veterinária Giovanna Freire de Sá, de 39 anos, viveu momentos de terror na semana passada. Durante uma corrida entre São Bernardo do Campo e Santos (SP), ela e o motorista Alessandro Carlos de Araújo foram surpreendidos pelos bandidos, durante a madrugada.

Alessandro pensou rápido e com uma manobra incrível, desviou dos obstáculos e conseguiu sair da armadilha. “O motorista foi superinteligente e rápido no pensamento. Na verdade, ele salvou a minha vida”, disse Giovanna em entrevista ao G1.

Furou o bloqueio dos criminosos 

A médica veterinária estava acostumada a fazer o mesmo trajeto com o carro próprio, mas naquela noite tudo foi diferente.

Ela pegou o celular e chamou um motorista pelo aplicativo, porque precisava retornar rapidamente para Santos.

Logo depois de passar pela região da Pedra Cortada, em Cubatão, vários cones surgiram na pista. Os objetos forçavam os carros a reduzir a velocidade, mas a experiência e o sexto sentido de Alessandro falaram mais alto. Ele percebeu que havia algo errado e furou o bloqueio para fugir.

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Piloto de fuga

Com 25 anos de estrada, o motorista já viveu muita coisa. Ele disse que pensou bastante antes de aceitar a corrida, mas no fim cedeu porque o valor o ajudaria a bater a meta do dia.

“Estou sempre de cabeça erguida olhando. Dirigindo, mas percebendo as laterais, atrás do carro. Sempre tive isso comigo”, afirmou.

Quando Alessandro percebeu que os cones eram uma armadilha, usou toda a habilidade e fez uma baita manobra. Assim, salvou a própria vida e também a da passageira.

Alívio depois do susto

Depois do susto, veio o alívio.

A médica acredita que, se estivesse sozinha, provavelmente teria parado o carro.

Agora, passados os momentos de tensão, ela fez questão de agradecer ao profissional.

Alerta para outros

O episódio serviu de alerta para outros condutores e passageiros que circulam por rodovias durante a madrugada.

Segundo a Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, a movimentação dos suspeitos foi gravada por um policial de plantão no Centro de Controle Operacional (CCO).

Uma viatura foi deslocada para o local, mas os criminosos fugiram a pé quando viram a aproximação da polícia.

Veja fotos do local onde o motorista salvou a passageira do bloqueio de criminosos na Rodovia dos Imigrantes:

Os criminosos bloquearam a Rodovia dos Imigrantes, SP, com cones e fugiram quando a polícia chegou. — Foto: Câmeras de Monitoramento da Ecovias Imigrantes/Divulgação

Os criminosos fizeram um bloqueio com cones na Rodovia dos Imigrantes, SP, e fugiram quando a polícia chegou. – Foto: Câmeras de Monitoramento da Ecovias Imigrantes/Divulgação

No banco de trás do carro, a médica se assustou quando o motorista fez a manobra. - Foto: Reprodução/G1

No banco de trás do carro, a médica se assustou quando o motorista fez a manobra para fugir da armadilha montada pelos criminosos. – Foto: Reprodução/G1



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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