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MP entra com pedido de liminar para que o Depasa faça a demolição de reservatório que ameaça cair sobre escola no AC
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O Ministério Público do Acre (MP-AC) ingressou com uma ação civil pública com pedido de liminar para que o Departamento de Água e Saneamento do Acre (Depasa) e o município de Rio Branco façam a demolição do reservatório de água desativado do Conjunto Tucumã, que ameaça cair em cima da Escola Municipal Padre Peregrino Carneiro de Lima e de casas da localidade.
No documento, o MP-AC deu um prazo de dez dias para que a estrutura seja demolida. Em caso de descumprimento, o MP-AC estabeleceu multa diária de R$ 3 mil para o Depasa e o município. O documento é da Promotoria Especializada de Habitação e Urbanismo e assinado pelo promotor Alekine Lopes dos Santos, no último dia 2 de julho.
Além do pedido urgente de demolição, o MP-AC estabeleceu que o município não comece as aulas presenciais na escola com o reservatório ainda oferecendo risco de cair.
O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) informou que o município não teve ainda conhecimento oficial da ação do MP. “O Depasa segue com a tramitação do processo para contratação emergencial para a execução dos serviços”, diz a nota.
No dia 15 de junho, o Depasa comunicou que o reservatório seria demolido em até 15 dias. Para isso, o órgão afirmou que tinha dispensado o processo de licitação e iria contratar de forma emergencial a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) para iniciar a demolição da estrutura.
Ainda segundo o Depasa, o processo de licitação para contratação da empresa estava em andamento, mas iria demorar muito e os responsáveis tiveram que agir rápido para evitar acidentes.
Já no dia 18, pais, professores, mediadores e coordenadores da Escola Municipal Padre Peregrino Carneiro de Lima se reuniram em protesto para cobrar celeridade na demolição da estrutura. No dia, o diretor de operações do Departamento de Água e Saneamento do Acre (Depasa), Alan Ferraz, voltou a afirmar que a demolição do reservatório devia começar em um prazo de 15 a 30 dias.
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Laudo do MP-AC apontou que há diversas rachaduras na estrutura do reservatório e fios elétricos soltos — Foto: Arquivo/MP-AC
Estrutura comprometida
Em fevereiro, o Ministério Público do Acre (MP-AC) emitiu uma recomendação ao Depasa para iniciar a demolição do reservatório. O prazo acabou em abril e a estrutura não foi demolida. Um laudo elaborado pelo órgão, que o G1 teve acesso, mostrou os graves problemas identificados na estrutura da construção.
Entre os problemas, o perito apontou que a caixa d’água tem uma inclinação de 12,5 centímetros do topo em relação à base em direção à escola. Há ainda fiação elétrica sem proteção e pendurada no reservatório.
Segundo o relatório do MP-AC, os defeitos encontrados no reservatório causaram ‘fissuras, infiltrações e carbonatação com consequentes efeitos de corrosão na armadura, desagregação do concreto e perda da capacidade de resistência’.
Além disso, três dos quatro pilares do reservatório, a laje e a fixação de braçadeira de aço já estão comprometidos por causa da corrosão. Há também problemas na instalação da rede elétrica e na escada de acesso de segurança.
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Estrutura do reservatório de água do Conjunto Tucumã está comprometida e ameaça cair — Foto: Arquivo/MP-AC
Uma equipe do Departamento de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), da Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Infraesturura e Mobilidade Urbana de Rio Branco (Seinfra) também fizeram uma vistoria na estrutura.
No laudo do Deracre, o perito destaca que ‘foram constatadas as seguintes desigualdades no alinhamento entre a base do reservatório e sua parte superior’:
- 7 centímetros deslocada nos sentido sudoeste;
- 12 centímetros deslocada no sentido noroeste.
No laudo da Seinfra, o técnico afirmou que a estrutura se encontra estabilizada, mas que há ‘oxidação nas bases dos pilares de sustentação, oxidação na ferragem e no fundo da laje do reservatório superior (…). Existem trincas nas alvenarias de fechamento ocasionado pela dilatação e retração ao longo dos anos’.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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