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MSF cita violência policial como suspensão de operações na capital haitiana | Notícias sobre crises humanitárias

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A ação segue-se a um ataque de ambulância em que pacientes foram executados e funcionários receberam gás lacrimogêneo.

Os Médicos Sem Fronteiras, conhecidos pelas suas iniciais francesas MSF, anunciaram que suspenderam os serviços na capital haitiana, Porto Príncipe, devido à “violência e ameaças da polícia”.

A instituição de caridade médica internacional disse num comunicado durante a noite de terça-feira que os policiais pararam repetidamente seus veículos e ameaçaram funcionários de morte e estupro durante a semana passada.

O Haiti foi atormentado pela violência e pela instabilidade nos últimos anos, com a polícia e os vigilantes a travarem uma guerra cruel contra os gangues que assumiram o controlo da maior parte de Porto Príncipe no início deste ano.

O caos deixou MSF como um dos principais prestadores de cuidados de saúde de qualidade no Haiti. No entanto, a ONG disse que as admissões de pacientes foram suspensas em cinco instalações médicas na capital até novo aviso.

“Estamos habituados a trabalhar em condições de extrema insegurança no Haiti e noutros lugares, mas quando até mesmo a aplicação da lei se torna uma ameaça direta, não temos outra escolha senão suspender os nossos projetos”, disse o chefe da missão no Haiti, Christophe Garnier.

A ação segue um ataque na semana passada a uma ambulância por “membros de um grupo de vigilantes e policiais”, que cercaram o veículo, usaram gás lacrimogêneo e executaram “pelo menos dois” pacientes, disse MSF.

A ONG citou quatro incidentes distintos de ameaças policiais. Num deles, um agente armado à paisana disse, em 18 de Novembro, que começaria a executar e queimar funcionários, pacientes e ambulâncias a partir da próxima semana.

Aprofundando a turbulência

A suspensão dos serviços médicos de MSF ocorre em meio ao agravamento da turbulência no Haiti.

No início deste mês, o primeiro-ministro interino Garry Conille foi demitido pelo conselho governante do país, que foi criado para restaurar a ordem em meio à crescente violência das gangues.

A ONU relata que os gangues que controlam 85 por cento da cidade forçaram mais de 20 mil pessoas a fugir de Porto Príncipe nos últimos dias, somando-se às mais de 700 mil pessoas que ficaram desalojadas nos últimos anos.

Por sua vez, surgiram grupos de vigilantes e alegadamente juntaram-se à polícia na execução de duras represálias, à medida que os gangues procuravam alargar o seu controlo a outras áreas da cidade.

Em 2022, o governo do Haiti apelou ao apoio internacional para ajudar a sua polícia a combater os gangues, acusados ​​de violência sexual em massa, raptos com resgate, extorsão, recrutamento de crianças e bloqueio de fornecimentos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) aprovou uma missão de apoio em Outubro passado, mas até agora enviou apenas uma fracção do pessoal prometido.

O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir na tarde de quarta-feira para discutir a escalada da violência.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”

Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.

Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.

A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.

Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.



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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.

Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.

A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.

 

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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