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Mudanças da Meta ilustram a nova, e perigosa, era das redes sociais – 13/01/2025 – Opinião
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2 anos atrásem
Beth Saad, João Pedro Malar
O anúncio da Meta sobre o fim do seu programa de checagem e criação de um sistema de “notas da comunidade” não foi uma grande surpresa para quem acompanhou os últimos meses do mundo da tecnologia.
Na verdade, as novidades ilustram uma nova era dessas redes sociais e a relação com o público, a imprensa e os governos. O dono da empresa, Mark Zuckerberg, é uma das representações dessas mudanças. Ele mesmo assumiu um novo visual e passou a falar publicamente contra ações do governo Biden e supostas “censuras” que suas plataformas teriam sido “obrigadas” a realizar.
Zuckerberg, porém, não foi o pioneiro nesse movimento. Elon Musk, dono do antigo Twitter, foi quem primeiro criticou as políticas de moderação das plataformas, ligou-as a demandas de governos e, no caso do X, implementou as mudanças que a Meta anunciou, citando a concorrente.
O X lançou o Notas da Comunidade, desmontou quase inteiramente suas equipes de moderação de conteúdo e abriu espaço para mais bots, figuras anteriormente banidas da plataforma, e discursos mais extremistas e/ou preconceituosos.
A verdade é que Musk teve poucas represálias, até diante do seu poder em múltiplos campos. Anunciantes que saíram da plataforma voltaram em poucos meses. Mesmo tendo perdido usuários, o X manteve sua relevância e não foi ultrapassado pelo Threads ou peloBlueSky . E a aposta de Musk na candidatura de Donald Trump foi bem-sucedida, resultando em um presidente dos EUA favorável a essas mudanças.
O ambiente, portanto, era fértil para que Zuckerberg abandonasse medidas que foram adotadas por ele para evitar represálias jurídicas e comerciais após o escândalo da Cambridge Analytica, em 2018. O dono da Meta mostra que é um camaleão, capaz de se transformar para aproveitar o cenário político.
Seu anúncio é tanto um agrado a Trump em busca do seu respaldo quanto o uso de uma janela de oportunidade aberta com as eleições. E a imprensa estará entre as mais afetadas pela decisão.
O programa de checagem criado pela Meta fornecia uma receita e também fomento importantes para muitos veículos. Se grandes veículos serão prejudicados, o impacto será ainda maior nas agências de checagem e veículos menores, uma característica do cenário de dependência financeira e de distribuição de conteúdo com a plataformização do jornalismo. Zuckerberg ainda surpreendeu pelas duras críticas aos checadores, contribuindo para sua descredibilização. Novamente, o setor assiste meio perdido, meio impotente, a um novo golpe.
Mas, se as plataformas digitais —do Uber à Amazon— se baseiam no aproveitamento do trabalho de terceiros —o motorista, o entregador, o comerciante—, faz todo o sentido que elas também entreguem a atividade de moderação de conteúdo para outros. Nesse caso, os usuários. Estamos preparados para essa nova dinâmica?
Há, ainda, a vantagem de poder afirmar que a plataforma está lutando pela “liberdade de expressão”. O discurso esconde o verdadeiro objetivo de toda grande plataforma social: ter o maior número possível de assuntos e usuários interagindo para gerar dados que alimentem seus serviços de publicidade programática. E quanto mais polêmicos forem os assuntos, maior o engajamento.
Quanto mais restrita a moderação de conteúdo é, pior. Países da União Europeia, o Brasil e outros estão exigindo exatamente isso, em acordo com suas leis. O assunto de soberania se tornou uma pedra no sapato das plataformas. Agora, surgiu a oportunidade de removê-la. Embates serão inevitáveis.
Na última década, as plataformas digitais buscaram criar a ideia de que seriam insubstituíveis na vida das pessoas e imunes a regulações. Mas ações como a suspensão do X no Brasil ou a remuneração do jornalismo na Austrália mostraram que isso ainda não é um fato concreto.
Agora, elas agem para barrar esses movimentos que ameaçam sua hegemonia de mercado. O apoio a Trump simboliza isso, e o mesmo se repetirá em outras eleições nos próximos anos. Aprovar uma regulamentação para o setor torna-se urgente.
Bem-vindos à nova era das plataformas.
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.
A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.
O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.
O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.
O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.
“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre
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10 de agosto de 2026A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.
Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.
Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.
Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.
O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.
Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac
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