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‘Muitos vão morrer’: o chefe de ajuda da ONU alerta de Fallout como corte de alívio humanitário | Notícias das Nações Unidas

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'Muitos vão morrer': o chefe de ajuda da ONU alerta de Fallout como corte de alívio humanitário | Notícias das Nações Unidas

Os cortes no alívio humanitário podem significar menos ajuda para pessoas em Gaza, Sudão, Síria, Ucrânia e mais países, disse o chefe de ajuda da ONU.

Tom Fletcher, chefe do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, disse aos repórteres que, com 300 milhões de pessoas que precisam de assistência, cortes recentes nos fundos de ajuda humanitária estão causando um “choque sísmico” globalmente.

“Muitos morrerão porque essa ajuda está secando”, disse Fletcher, o subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários e coordenador de socorro de emergência, em um coletivo de notícias na sede da ONU em Nova York na quarta-feira.

“Em toda a comunidade humanitária, os programas estão sendo interrompidos agora”, disse Fletcher. “Os funcionários estão sendo liberados agora. Eu acho que 10 % dos colegas de ONG foram demitidos no decorrer de fevereiro ”, disse ele, referindo -se a pessoas que trabalham para organizações de ajuda não governamental.

Fletcher também falou especificamente de sua recente visita no mês passado a Gaza, dizendo que “os suprimentos estão claramente se esgotando muito, muito rápido” em meio ao bloqueio renovado de Israel em todos os alimentos, remédios, combustível e outros bens que entram na faixa.

“O fato de não estarmos obtendo combustível significa que as incubadoras estão sendo desligadas, então isso já é real e rapidamente se tornará uma crise humanitária novamente”, disse ele.

Descrevendo sua visita a Gaza no mês passado, Fletcher disse que uma das “primeiras coisas chocantes que vi dirigindo são os cães atravessando os escombros”.

“Não acho que nada possa prepará-lo para isso”, disse ele, referindo-se ao espetáculo de cães vadios em Gaza procurando cadáveres de pessoas presas sob edifícios bombardeados.

Tom Fletcher, o subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários e coordenador de socorro de emergência, participa de uma entrevista coletiva em Genebra, Suíça, 3 de dezembro de 2024 (Denis Balibouse/Reuters)

Uma ‘superpotência humanitária’

A entrevista coletiva de Fletcher ocorreu poucos dias depois que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que os EUA haviam concluído que seria cancelando 83 % da Agência dos EUA para programas de desenvolvimento internacional (USAID) em todo o mundo.

Embora os cortes nos EUA para ajudar tenham sido os mais drásticos, Fletcher apontou que outros países também estão cortando seus orçamentos de socorro.

“Não é apenas o governo americano. Estou gastando muito mais do meu tempo do que eu esperava em outras capitais doadoras tentando reforçar o caso do que fazemos ”, disse ele.

“O que posso dizer é que, ao longo de anos, há mais de décadas, os EUA têm sido uma superpotência humanitária e que o financiamento dos EUA salvou centenas de milhões de vidas”, acrescentou.

Fletcher, um ex -embaixador britânico no Líbano, não elaborou o qual os países haviam cortado a ajuda especificamente, mas no final de fevereiro, o Reino Unido anunciou que foi cortando seus gastos com ajuda para aumentar os gastos em seus militares. O primeiro -ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que o governo “financiaria totalmente nosso aumento do investimento em defesa”, reduzindo os gastos com ajuda de 0,5 % da renda nacional bruta para 0,3 % em 2027. Segundo o jornal Guardian, o Reino Unido reduz cerca de seis bilhões de libras (US $ 7,7 bilhões).

A mudança da ajuda para a defesa veria o Reino Unido gastando 13,4 bilhões de libras (US $ 17 bilhões) a mais dos militares todos os anos, a partir de 2027, disse Starmer.

Vários outros países também reduziram os gastos com ajuda, incluindo o governo de direita da Holanda, que anunciou em novembro do ano passado que reduziria seu orçamento de ajuda externa em cerca de um bilhão de euros (US $ 1,09 bilhão) durante um período de cinco anos.

Fletcher disse que a resposta da agência humanitária da ONU às suas perspectivas reduzidas de financiamento será se concentrar no “trabalho totalmente essencial para salvar vidas, nas áreas de necessidade mais direcionada”, incluindo Gaza.

Mas várias organizações estão alertando as repercussões que podem ser mais amplamente sentidas.

A Organização Mundial da Saúde na semana passada alertou os cortes nos EUA poderia atrasar os esforços para tratar a “doença infecciosa mais mortal do mundo, a tuberculose.

O trabalho de vigilância do Ebola na África é também sob ameaça como ONGs que costumavam ser financiados USAID foram forçados a parar seu trabalho.

Especialistas em saúde e organizações de ajuda têm também avisado Que o financiamento dos EUA cortes nos programas de HIV/AIDS em muitos países africanos podem levar a centenas de milhares de mortes no continente.



Leia Mais: Aljazeera

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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