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Mulher diz ter discutido com estudante antes de PM chegar – 20/11/2024 – Cotidiano
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Uma testemunha do caso que resultou na morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta, 22, afirmou, em depoimento à Polícia Civil, ter discutido com o estudante de medicina momentos antes da abordagem dos policiais militares.
A mulher disse que ela e o universitário haviam alugado, por uma hora, um quarto em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, na madrugada desta quarta (20). Segundo sua versão, ela aceitou ir ao local para cobrar uma dívida que o jovem teria com ela. Os dois se conheceram há dois anos, conforme o depoimento.
Após receber uma fração do valor devido, a mulher afirmou que teve início uma discussão que culminou em uma agressão de Marco Aurélio contra ela. De acordo com a mulher, o estudante havia consumido muita bebida alcoólica.
Com a discussão, um recepcionista ligou no quarto para perguntar o que havia acontecido e, segundo ela, Marco Aurélio atendeu e respondeu que estava tudo bem. Ela disse que nesse mesmo momento afirmou que queria sair dali. Na visão da jovem, o recepcionista ouviu o pedido e chamou a polícia.
A mulher afirmou ter visto parte da interação entre o estudante e os policiais o ter ouvido um deles perguntar o motivo de ele ter batido no carro da PM. Depois disso, ela não teria visto o que ocorreu, mas ouviu o disparo de uma arma de fogo e, em seguida, viu a vítima no chão, ainda consciente.
Ainda segundo a versão dada à polícia, ela acompanhou Marco Aurélio até o hospital. No local, teria sido novamente agredida, desta vez por um irmão da vítima.
Entenda o caso
Marco Aurélio, aluno do quinto ano de medicina da Universidade Anhembi Morumbi, foi morto na madrugada desta quarta na Vila Mariana após ser baleado por um policial militar durante uma abordagem.
Segundo a versão oficial, a polícia foi chamada para atender uma ocorrência envolvendo o universitário. O rapaz pareceria agressivo e teria dado um tapa no retrovisor da viatura quando os policiais tentaram abordá-lo. Na sequência, o estudante saiu correndo e entrou em um hotel próximo.
Imagens de uma câmera de segurança do hotel mostram o estudante correndo e, em seguida, sendo contido, por um PM. O policial segura o braço dele com uma mão ao mesmo tempo em que aponta sua arma para ele, que tenta se desvencilhar.
Em seguida, outro PM se aproxima e parece tentar chutar ou colocar o pé sobre Marco Aurélio. O estudante aparenta tentar segurar o pé do PM e o empurrar. Nesse momento, ocorre o disparo do primeiro policial, que estava, inicialmente, segurando o estudante.
Marco Aurélio foi levado ao Hospital Ipiranga, mas sofreu duas paradas cardiorrespiratórias antes de ser submetido a uma cirurgia. Ele morreu por volta das 6h40 desta quarta.
Policiais disseram que a vítima não tinha passagem criminal.
Oficiais ouvidos pela reportagem afirmam que os PMs poderiam ter mantido uma distância segura do rapaz, mesmo com as armas em punho, e pedir apoio de outras viaturas, caso o jovem não se rendesse. Um tiro só deveria ser dado caso o abordado representasse um risco real, por exemplo, se tivesse tentando tirar a arma do oficial.
O protocolo da PM é fazer o uso progressivo da força (Método Giraldi) no qual a utilização da arma de fogo é recomendada em último caso. Por isso, equipes da PM de SP são equipadas de escudo, gás de pimenta, tonfa (cassetete) e armas de incapacitação neuromuscular –as tasers.
Uma arma desse tipo é muito menos letal e recomendada exatamente nesses tipos de caso, em que a pessoa não está armada, não se trata de um criminoso e, aparentemente, seria alguém fora de si por algum motivo.
Em nota, a Secretaria da Segurança disse que os PMs envolvidos “prestaram depoimento, foram indiciados em inquérito e permanecerão afastados das atividades operacionais até a conclusão das apurações”.
Mortos pela polícia
O número de pessoas mortas por policiais militares em serviço no estado de São Paulo cresceu 82% na comparação dos primeiros nove meses de 2024 com o mesmo período de 2023.
Foram 474 mortes registradas de janeiro a setembro deste ano, ante 261 em 2023. Os dados estão publicados no site da SSP.
A quantidade de mortes no período supera as de 2022 (180 casos) e 2021 (351 ocorrências), anos anteriores ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Porém, é menor do que o registrado em 2020, primeiro ano da pandemia quando 560 pessoas foram mortas em nove meses.
Na capital paulista, nos nove primeiros meses deste ano, 193 pessoas morreram em confrontos contra policiais militares de serviço. O número é 93% superior ao do mesmo período de 2023, quando foram registrados cem casos.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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