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Mulher negra alvo de abusos racistas na Finlândia por participação em festival | Finlândia

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Miranda Bryant Nordic correspondent

Uma jovem negra que foi vítima de abusos racistas depois de ter sido escolhida para liderar as celebrações de um festival de luz sueco em Helsínquia recebeu um pedido de desculpas do primeiro-ministro finlandês.

De acordo com a tradição sueca, todos os anos uma jovem ou menina é escolhida para representar Santa Lúcia, vestindo um traje de vestido branco, cós vermelho e coroa de velas, como parte das festividades oficiais anuais em Finlândia na Catedral Luterana em 13 de dezembro para marcar o dia mais curto de acordo com o calendário juliano.

Cerca de 5% da população da Finlândia, que até 1809 fazia parte da Suécia, fala sueco como língua nativa, que é uma das duas línguas nacionais do país nórdico.

Daniela Owusu, 20 anos, que é ganesa finlandesa, recebeu milhares de mensagens de ódio depois de se tornar na sexta-feira a primeira Lúcia Negra da Finlândia. Os organizadores denunciaram o abuso à polícia e ao ombudsman contra a discriminação e estão a considerar tomar medidas legais.

Durante uma visita ao parlamento finlandês na terça-feira, onde o coro Lucia cantou no salão estatal, o primeiro-ministro, Petteri Orpo, encontrou-se com o grupo e disse lamentar os comentários a que Owusu foi sujeito, acrescentando que queria construir uma Finlândia segura e igualitária.

O gabinete de Orpo disse que foi uma “reunião espontânea” e que não tinha mais comentários a acrescentar.

Os abusos racistas ocorreram uma semana depois de as celebrações do dia da independência da Finlândia terem sido ofuscadas por uma marcha de extrema-direita pela capital, com a participação de Teemu Keskisarja, deputado do partido de extrema-direita finlandês, que faz parte do governo.

Folkhälsan, a organização por trás do festival, disse que o “fluxo de mensagens racistas” era “profundamente angustiante” e que poderia tomar medidas legais.

Agradeceu àqueles que enviaram mensagens de apoio de todo o país.

Daniela Owusu (à esquerda) na cerimônia Lucia 2024. Fotografia: Niklas Gerkman/Folkhälsan

Viveca Hagmark, diretora da associação, disse: “Gostaríamos de agradecer calorosamente a todos que demonstraram seu apoio ao Lucia 2024 da Finlândia e se posicionaram contra o racismo. Vocês são a maioria e o seu compromisso mostra que existe uma opinião pública forte contra o racismo.”

Anna Hellerstedt, sua CEO, acrescentou que “trabalhou ativamente pela diversidade e inclusão, contra o racismo. Estes acontecimentos mostram claramente que ainda é necessário mais trabalho contra o racismo.”

Depois de vencer a votação do público para ser Lúcia, Owusu disse que queria servir de modelo para inspirar outras pessoas. “Seria importante ter uma Lúcia que representasse o multiculturalismo e mostrar que Lúcia pode olhar de muitas maneiras”, disse ela.

O jornal Helsingen Sanomat disse em um editorial que a reacção ao evento deste ano marcou o culminar de um debate que durou um ano sobre o “racismo obscuro” na Finlândia, condenando aqueles que “encontram uma razão para a agressão e o ódio numa celebração de luz, esperança e bondade”.

“Este ano também foi repleto de discussões sobre o racismo”, afirmou o editorial, acrescentando: “No entanto, o debate social tornou-se cada vez mais obsoleto, hostil e menos tolerante com diferentes perspectivas. O racismo se tornou uma performance política.”



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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