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Mundo reage aos mandados de prisão do TPI para Netanyahu de Israel, Gallant | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandados de prisão para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e para o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por alegados “crimes de guerra”.
O tribunal disse na quinta-feira que havia “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e Gallant “privaram intencional e conscientemente a população civil em Gaza de objetos indispensáveis à sua sobrevivência”.
O TPI também emitiu um mandado de prisão para o chefe militar do Hamas, Mohammed Deif, por alegados “crimes contra a humanidade e crimes de guerra”. Israel disse em agosto que Deif foi morto em um ataque aéreo no sul de Gaza.
O promotor do TPI, Karim Khan, solicitou pela primeira vez os mandados há seis meses. Em Agosto, Khan apelou ao tribunal para tomar uma decisão, dizendo: “Qualquer atraso injustificado nestes processos afecta negativamente os direitos das vítimas”.
Desde que a decisão foi anunciada, as autoridades israelitas rejeitaram os mandados, com a ministra dos Transportes israelita, Miri Regev, a referir-se a eles como “anti-semitismo moderno sob o disfarce de justiça”.
Aqui estão algumas das principais reações à decisão do TPI:
Israel
O gabinete de Netanyahu rejeitou a decisão e descreveu a medida como “antissemita” num comunicado.
“Israel rejeita com desgosto as acções absurdas e falsas levadas a cabo contra si pelo TPI”, disse o seu gabinete, acrescentando que Israel não “cederá à pressão” em defesa dos seus cidadãos.
Em comentários separados, o gabinete de Netanyahu disse que a decisão foi comparável ao “julgamento de Dreyfus dos tempos modernos – e terminará da mesma forma”, referindo-se a Alfred Dreyfus, um capitão do exército judeu que foi injustamente condenado por traição em França.
Hamas
O grupo saudou a decisão de emitir mandados de prisão para Netanyahu e Gallant, chamando-a de “passo importante em direção à justiça”.
“(É) um passo importante em direção à justiça e pode levar à reparação para as vítimas em geral, mas permanece limitado e simbólico se não for apoiado por todos os meios por todos os países ao redor do mundo”, disse Basem Naim, membro do gabinete político do Hamas, em uma declaração.
O Hamas também apelou ao TPI para alargar o seu âmbito a outras autoridades israelitas.
O grupo não mencionou o mandado para Deif.
Estados Unidos
A Casa Branca disse que Washington “rejeita fundamentalmente” a decisão do TPI, acrescentando que está “profundamente preocupado com a pressa do Procurador em obter mandados de prisão e com os preocupantes erros processuais que levaram a esta decisão”.
“Os Estados Unidos deixaram claro que o TPI não tem jurisdição sobre este assunto”, disse um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.
Holanda
O ministro das Relações Exteriores, Caspar Veldkamp, disse que seu país “respeita a independência do TPI”.
“Não faremos contatos não essenciais e cumpriremos os mandados de prisão. Cumprimos integralmente o Estatuto de Roma do TPI”, acrescentou.
França
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Christophe Lemoine, disse que a França agiria “de acordo com os estatutos do TPI”.
No entanto, Lemoine recusou-se a dizer se a França prenderia Netanyahu se ele viesse ao país, dizendo que era “juridicamente complexo”.
Jordânia
O Ministro das Relações Exteriores, Ayman Safadi, disse que a decisão do TPI deve ser respeitada e implementada. “Os palestinos merecem justiça”, disse ele.
Noruega
O Ministro dos Negócios Estrangeiros Espen Barth Eide disse: “É importante que o TPI cumpra o seu mandato de forma criteriosa. Tenho confiança de que o tribunal prosseguirá com o caso com base nos mais elevados padrões de julgamento justo.”
Irlanda
O primeiro-ministro Simon Harris disse que os mandados constituem “um passo extremamente significativo”.
Acrescentou que a Irlanda respeita o papel do TPI e que qualquer pessoa que esteja em posição de o ajudar na realização do seu trabalho vital deve fazê-lo “com urgência”.
África do Sul
Num comunicado, o governo saudou a decisão do TPI e disse que ela marcou um “passo significativo em direção à justiça para crimes contra a humanidade e crimes de guerra na Palestina”.
“A África do Sul reafirma o seu compromisso com o direito internacional e insta todos os Estados Partes a agirem de acordo com as suas obrigações no Estatuto de Roma”, afirmou.
“Apelamos à comunidade global para que defenda o Estado de direito e garanta a responsabilização pelas violações dos direitos humanos.”
Hungria
O ministro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, condenou a decisão do TPI, chamando-a de “vergonhosa e absurda”, informou o porta-voz presidencial Zoltan Kovacs no X.
“Esta decisão desonra o judiciário internacional ao equiparar os líderes de um país atacado por um hediondo ataque terrorista aos líderes da organização terrorista responsável”, disse Szijjarto, acrescentando: “Tal decisão é inaceitável”.
Argentina
O presidente Javier Milei disse no X que seu país “declara seu profundo desacordo” com a decisão.
Ele escreveu que o mandado “ignora o direito legítimo de Israel à autodefesa contra os constantes ataques de organizações terroristas como o Hamas e o Hezbollah”.
União Europeia
O chefe da Política Externa, Josep Borrell, disse que os mandados do TPI não eram políticos e deveriam ser respeitados e implementados.
“Esta decisão é uma decisão vinculativa e todos os estados, todos os estados partes do tribunal, que incluem todos os membros da União Europeia, são vinculativos para implementar esta decisão do tribunal”, disse ele.
Anistia Internacional
A organização de direitos humanos disse no X que “as rodas da justiça internacional finalmente alcançaram os alegados responsáveis por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Palestina e em Israel”.
“Não pode haver nenhum ‘porto seguro’ para aqueles que alegadamente cometeram crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, acrescentou.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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