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No Paquistão, pelo menos 38 mortos em ataques durante a violência xiita-sunita
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2 anos atrásem
Pelo menos 38 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas e 11 ficaram feridas na quinta-feira, 21 de novembro, no último episódio de violência entre xiitas e sunitas que regularmente lamenta o noroeste do Paquistão.
“Dois comboios transportando xiitas (…) foram alvo » em Kourram, na província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, disse Javed Ullah Mehsud, membro da administração local, à Agence France-Presse (AFP), que esclareceu que “a maioria das vítimas eram xiitas”. Um policial presente no local confirmou o número de mortos à AFP, sob condição de anonimato, especificando que policiais foram mortos.
“Cerca de dez agressores dispararam às cegas de ambos os lados da rua”acrescentou, enquanto, há meses, famílias de ambas as religiões só viajam em áreas habitadas pelo outro campo sob escolta policial.
“De repente, tiros soaram (…) duas balas me atingiram no estômago e na perna”disse à AFP Ajmeer Hussain, que esperava há uma semana pela partida de um comboio sob escolta para chegar a Peshawar, capital da província, mais a leste.
O tiroteio durou “cerca de cinco minutos” et “Fiz minhas últimas orações porque pensei que minha hora havia chegado”continua este paquistanês de 28 anos, agora hospitalizado. “Deitei-me aos pés dos dois passageiros sentados ao meu lado. Eles foram baleados e morreram instantaneamente.”ele relata novamente. “Vinte minutos depois, ouvi vozes de moradores locais que me tiraram do veículo. »
Este ataque de“um comboio de cidadãos inocentes é um ato de pura brutalidade”reagiu o primeiro-ministro, Shehbaz Sharif.
Disputas por terras
De julho a outubro, 79 pessoas morreram na violência entre tribos xiitas e sunitas nesta região montanhosa, segundo a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão (HRCP), a principal ONG que defende as liberdades no país.
Cada vez, eclodem confrontos tribais e sectários, usando armas leves ou pesadas, nomeadamente morteiros, e cessam quando uma trégua é alcançada por uma jirga, um conselho tribal. Algumas semanas ou meses depois, a violência irrompe novamente.
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Kourram ficou assim enlutado em Julho, Setembro e Outubro por estes confrontos entre tribos de diferentes religiões. Em particular, estão a lutar por terras no distrito onde os códigos de honra tribais prevalecem frequentemente sobre a ordem que as forças de segurança lutam para manter. Em Outubro, 16 pessoas, incluindo três mulheres e duas crianças, foram mortas durante um ataque a um comboio sunita protegido por paramilitares.
“Permanece uma forte tensão entre as comunidades xiitas e sunitas devido a disputas por terras, e cada conflito tende a assumir uma dimensão sectária”explicou então um alto funcionário local à AFP.
O HRCP insta as autoridades a “curve-se com urgência” sobre o destino de Kourram em “crise humanitária”denunciando o “frequência alarmante destes confrontos”. “O facto de grupos rivais locais terem claramente acesso a armas pesadas indica que o Estado não tem sido capaz de controlar o fluxo de armas na região”lamenta a ONG.
Durante esta semana, vários ataques abalaram o montanhoso noroeste do país, matando pelo menos 20 soldados, enquanto sete policiais foram sequestrados durante um dia inteiro.
“O trauma prolongado e a violência a que os residentes foram submetidos durante mais de um ano não devem tornar-se normais”alertou o HRCP. No Paquistão, um país muçulmano de maioria sunita, os xiitas há muito que afirmam ser vítimas de discriminação e violência.
O mundo com AFP
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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