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Na Austrália, quando influenciadores mandam jovens para a mina
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2 anos atrásem
«Mineraçãoaustrália», « Fifoaustrália » ou mesmo “Flyinflyout”… Há vários meses, por trás dessas diferentes hashtags, uma nova tendência vem conquistando milhões de visualizações nas redes sociais. O conceito? Promova as minas australianas para usuários da Internet em todo o mundo.
De shorts em vlogsos trabalhadores do setor partilham no TikTok, Instagram ou YouTube a sua experiência na indústria mineira, falam sobre as tarefas desempenhadas e, sobretudo, destacam os seus salários. Semanas a 2.000 dólares (1.833 euros), meses a 8.400 dólares (7.700 euros), anos completos a 140.000 dólares (128.000 euros), tudo isto alimentado e alojado no local… Os diferentes cargos estão todos associados a uma remuneração muito confortável e requerem apenas uma qualificação: motivação.
Qualquer um poderia tentar a sorte e conseguir um cargo de ajudante de campo, de limpeza ou de catering. Uma vez lá, o treinamento (pago) permite que pessoas ambiciosas que procuram recibos de pagamento ainda mais generosos aprendam a dirigir máquinas pesadas ou operar ferramentas de escavação. “Imagine: você tem vinte e poucos anos, está vivendo sua melhor vida na Austrália, ganhando US$ 100 mil por ano e tem seis meses de férias por ano”proclama por exemplo Fundação 5um dos influenciadores de mineração mais seguidos no TikTok, com quase 300.000 assinantes e vários milhões de visualizações acumuladas.
“Todos para a mina”
Quando falamos com aspirantes a mineradores que já experimentaram, a dimensão financeira continua certamente a ser a principal motivação, mas o estilo de vida vendido nas redes também desempenha um papel. “Na França, eu andava um pouco em círculos e precisava de uma mudançadiz Mathieu (o primeiro nome foi alterado), um francês de 25 anos que saiu por seis meses para trabalhar em uma mina na Austrália Ocidental. No Tik Tok, quando me deparei com esses vídeos, disse a mim mesmo que tinha que aproveitar a oportunidade. » Os influenciadores desenvolveram até uma rotina ideal: arrecadar dinheiro no local durante duas semanas, pegar um avião para se divertir na vizinha Indonésia, voltar para a mina e assim por diante.
Os argumentos são tanto mais convincentes quanto estes influenciadores não são, aparentemente, contratados por empresas do setor. Pelo contrário, provêm mais de jovens australianos sem dinheiro à procura de rendimentos rápidos, de trabalhadores internacionais que querem poupar dinheiro num contexto de desafio pessoal, ou simplesmente de viajantes interessados em financiar a sua viagem ao continente insular.
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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1 semana atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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3 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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