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Na Carolina do Norte devastada pela tempestade, vidas e eleições estão em jogo | Notícias ambientais
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2 anos atrásem
Quando Furacão Helena atravessou o canto oeste do estado da Carolina do Norte no final de setembro, o residente Chris Heath foi um dos afortunados cujas casas permaneceram ilesas.
Mas depois de três dias sem energia nem água – e sem alívio à vista – ele e a esposa colocaram os três filhos no carro e dirigiram nove horas para o sul, até a Flórida, para ficar com amigos.
“Havia muitas árvores caídas na estrada. Tivemos que abrir caminho”, disse Heath, chef executivo da cidade montanhosa de Asheville, na Carolina do Norte, à Al Jazeera.
Mas menos de uma semana depois, a família de Heath estava na estrada novamente, desta vez fugindo de uma tempestade ainda maior – Furacão Milton – avançando em direção ao sudeste dos Estados Unidos e com previsão de passar perto de onde estavam hospedados, em Orlando, no centro da Flórida.
“É muito sombrio”, disse Heath depois de voltar para casa vindo da Flórida, onde Milton chegou à costa na noite de quarta-feira.
A tempestade política depois do furacão
De volta a Asheville, que está entre as áreas mais duramente atingidas por Helene e pelas inundações torrenciais que desencadeou, pouco mudou desde que Heath partiu – excepto talvez a indesejável intrusão da política e a guerra de desinformação que rodou em torno das eleições de Novembro.
Para muitas pessoas, a última coisa que passa pela cabeça é a política partidária. Dezenas de milhares de pessoas na região continuam sem energia ou água potável, uma crise que pode levar semanas para ser resolvida devido às inundações que ocorrem uma vez a cada século.
As escolas estão fechadas por tempo indeterminado e os moradores transportam tanques de água dos riachos para dar descarga nos vasos sanitários.
Em todo o estado, pelo menos 91 pessoas perderam suas vidas e centenas são ainda falta – muitos em áreas remotas e montanhosas de difícil acesso para as equipes de resgate. Aldeias inteiras têm quase lavado.
“Isso aumentou a imaginação sobre o que é possível com uma tempestade dessas”, disse Parker Sloan – comissário do condado de Buncombe, na Carolina do Norte, onde Asheville está localizada – à Al Jazeera.
Jogando política
Mesmo assim, as consequências de Helene – que também ceifou vidas na Florida, na Geórgia, na Carolina do Sul, no Tennessee e na Virgínia – repercutiram na arena política apenas um mês antes das eleições presidenciais dos EUA.
Uma das vozes mais fortes tem sido a do candidato presidencial republicano, Donald Trump, que culpa os líderes democratas pelo desastre na Carolina do Norte, um estado indeciso que pode decidir as eleições.
Em um postagem nas redes sociais em 30 de setembro, Trump acusou a sua adversária democrata, a vice-presidente Kamala Harris, de abandonar a Carolina do Norte e deixar as vítimas do furacão “afogarem-se”. Ele também alegou que as autoridades democratas bloquearam a ajuda às regiões republicanas atingidas pela tempestade e que a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) enviou “bilhões de dólares” de fundos de ajuda humanitária ao furacão para imigrantes indocumentados.
As afirmações infundadas foram repetidas e amplificadas pelos aliados de Trump em Washington, DC. A congressista pró-Trump Marjorie Taylor Greene chegou ao ponto de sugerir que a tempestade de categoria 4 pode ter sido provocada pelo homem para atingir áreas predominantemente republicanas.
‘Lixo de conspiração’
No TikTok, abundam as conspirações com alegações bizarras de que Helene foi “geoprojetada” pelo governo para interromper a votação nos distritos republicanos. Não existe tecnologia que possa gerar uma tempestade, apontaram os cientistas.
A enxurrada de conspirações sobre Helene não está apenas provocando confusão, mas também minando os esforços de socorro, de acordo com equipes de emergência e autoridades. incluindo o presidente Joe Biden.
“Esse tipo de retórica não ajuda as pessoas”, disse a administradora da FEMA, Deanne Criswell, à rede de TV ABC no domingo. “É realmente uma pena que estejamos colocando a política à frente da ajuda às pessoas, e é para isso que estamos aqui. Tivemos o apoio total do Estado.”
“Por favor, parem com esse lixo de teoria da conspiração”, pediu o senador estadual republicano Kevin Corbin em uma postagem no Facebook em 3 de outubro.
O congressista da Carolina do Norte, Chuck Edwards, também republicano, enviou um relatório detalhado comunicado de imprensa na terça-feira, dissipando muitos dos “rumores ultrajantes”, especialmente em relação à FEMA, que tem sido fundamental para os esforços de socorro.
Até agora, a agência enviou 40 milhões de dólares em fundos de ajuda humanitária a 30 mil famílias da Carolina do Norte e ajudou a encontrar abrigo para milhares de pessoas que foram expulsas das suas casas.
Seus esforços são apoiados por cerca de 1.500 soldados da ativa destacados no estado, juntamente com US$ 100 milhões em fundos federais alocados para reparos de estradas e pontes.
O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, agradecimento expresso à Casa Branca e à FEMA pelo seu “apoio e compromisso em ajudar o nosso estado a responder, recuperar e reconstruir”.

Problemas da vida real
A onda de apoio federal não significa que os moradores locais não tenham reclamações legítimas.
Muitos residentes frustrados da Carolina do Norte apontaram para o envelhecimento da infraestrutura de água e das tubulações que foram destruídas por Helene. Outros disseram que a resposta federal foi lenta e desanimadora, dada a escala do desastre.
“Se você quiser que eu lhe conte como as pessoas se sentem hoje – nono dia sem água – é frustrante”, disse Sloan.
O governo “vai ter que fazer alguma coisa”, disse Heath, que teme não poder voltar ao trabalho como chef se a maioria dos restaurantes permanecerem fechados por falta de água.
Ele está grato pelo Cheque de $ 750 ele já recebeu da FEMA, mas sabe que não irá longe sem emprego e três filhos para alimentar. “Eles comem como cavalos”, disse ele.
Ele conseguiu negociar um adiamento de três meses no pagamento da hipoteca, mas teme que possa levar algum tempo para encontrar um novo emprego. “Não há trabalho na indústria de alimentos e bebidas no momento. Todos os hotéis e restaurantes estão fora do mercado”, disse ele.
Ele acrescentou que alguns de seus amigos acharam irônico que Washington estivesse enviando bilhões de dólares para financiar guerras em Ucrânia e o Médio Oriente enquanto as pessoas em casa sofrem.

‘Mais difícil de votar’
Para além do seu custo humanitário, Helene acrescentou incerteza às perspectivas eleitorais da Carolina do Norte, onde Trump tem uma vantagem dura sobre Harris, de acordo com as últimas sondagens.
Mas existe a preocupação de que apagões prolongados e interrupções nas estradas possam impedir as pessoas de votar, uma tendência que poderá impactar o resultado, disseram analistas.
“Será simplesmente muito mais difícil para as pessoas votarem nas comunidades mais rurais e periféricas, que tendem a ser fortemente republicanas”, disse Steven Greene, professor de ciência política na Universidade Estadual da Carolina do Norte, à Al Jazeera. “E quando é mais difícil votar, menos pessoas o fazem.”
Betina Wilkinson, presidente associada do Departamento de Política e Assuntos Internacionais da Universidade Wake Forest, observou que 11 dos 13 condados mais atingidos na Carolina do Norte são predominantemente republicanos.
Um dos outros dois, o condado de Buncombe, abriga o reduto democrata do estado de Asheville.
Ainda assim, “a baixa participação eleitoral em distritos predominantemente vermelhos provavelmente dará a Harris uma ligeira vantagem sobre Trump”, disse Wilkinson à Al Jazeera.
Embora o conselho eleitoral da Carolina do Norte tenha aprovado medidas de emergência para facilitar o voto dos eleitores nos condados afetados – como autorizar os funcionários a criar novos locais de votação e alargar o horário de votação antecipada – ainda não se sabe até que ponto serão eficazes.
“Espero que os conselhos eleitorais do condado empreendam esforços heróicos para garantir que todos os seus cidadãos ainda tenham a oportunidade de votar”, disse Greene. “Mas com todos os danos e caos, seria verdadeiramente surpreendente se isto não diminuísse a participação.”
Wilkinson acrescentou: “A Carolina do Norte tem um histórico de eleições presidenciais extremamente acirradas e não há indicação de que esta tendência terminará este ano”.
Reportagem adicional de David Adams
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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