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‘Nada além de mentiras’: novas memórias de Navalny preveem o colapso do regime de Putin | Notícias de política

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O livro de memórias póstumas, Patriot, do líder da oposição russa que morreu na prisão será lançado em 22 de outubro.

Dissidente russo Alexei Navalnyque morreu no início deste ano numa colónia penal remota, previu que o reinado do Presidente Vladimir Putin acabaria por “colapsar”, descrevendo-o como baseado em “nada além de mentiras”, de acordo com as suas memórias póstumas que serão publicadas no final deste mês.

O político da oposição, de 47 anos, era visto como o mais feroz inimigo político de Putin, que conseguiu galvanizar o país e organizar protestos em massa anti-Kremlin contra o abuso de poder e a corrupção nos últimos anos.

Em excertos do seu livro Patriot, publicado na revista The New Yorker na sexta-feira, Navalny também renunciou à possibilidade de passar o resto da vida na prisão e morrer durante a detenção.

“Vou passar o resto da minha vida na prisão e morrer aqui”, escreveu ele em 22 de março de 2022.

“Não haverá ninguém a quem se despedir… Todos os aniversários serão celebrados sem mim. Nunca verei meus netos.”

Navalny cumpria pena de 19 anos de prisão por acusações de “extremismo” numa prisão do Ártico quando morreu em 16 de fevereiro.

Sua prisão e eventual morte atraiu condenação generalizadacom muitos culpando Putin.

Em abril, sua viúva Yulia Navalnaya revelou que seu falecido marido começou a escrever um livro de memórias em 2020, depois de ter sido envenenado pelo que os médicos ocidentais disseram ser um agente nervoso e ter sido levado de avião para a Alemanha para tratamento médico.

O Kremlin negou qualquer envolvimento do Estado na sua morte enquanto estava na prisão. Quando estava vivo, também foi rejeitado por Putin e pelos seus aliados políticos como um encrenqueiro marginal apoiado pelos Estados Unidos que pretendia desestabilizar o país.

Navalny foi preso em janeiro de 2021 ao retornar à Rússia, após sofrer uma grande emergência de saúde por ter sido envenenado em 2020.

“A única coisa que devemos temer é entregar a nossa pátria para ser saqueada por um bando de mentirosos, ladrões e hipócritas”, escreveu ele em 17 de janeiro de 2022 no seu relato dos seus últimos anos.

Navalny também insistiu que a corrupção estava a destruir o Estado, acrescentando que “a melhor forma de eleger líderes é através de eleições honestas e livres”.

Ele disse aqueles que atualmente governam a Rússia “não têm absolutamente nenhuma ideia” e que “seu único objetivo é agarrar-se ao poder”.

“Mentiras, e nada mais que mentiras”, escreveu ele sobre a estrutura de poder do seu país sob Putin, acrescentando que “vai desmoronar e entrar em colapso”.

“O Estado Putinista não é sustentável”, previu ele no seu livro, que deverá ser publicado em 22 de outubro.

“Um dia, vamos olhar para isso e não estará lá. A vitória é inevitável.”

Numa última entrada datada de 17 de janeiro de 2024, cerca de um mês antes de sua morte, Navalny escreveu: “Acontece que, na Rússia, para defender o direito de ter e não esconder suas crenças, você tem que pagar sentando-se em um célula solitária. Claro, não gosto de estar lá. Mas não desistirei nem das minhas ideias nem da minha pátria.”

O editor da New Yorker, David Remnick, chamou a escrita de Navalny de “inspiradora, encorajadora” e escreveu que era impossível ler o seu diário de prisão “sem ficar indignado com a tragédia do seu sofrimento e com a sua morte”.

“Navalny escreve com uma clareza moral feroz sobre a desumanidade do regime de Vladimir Putin e sobre o poder da sua força oposta – a humanidade dos seus compatriotas”, disse Remnick, sobre a prosa “que é direta, precisa e, no face a um isolamento inimaginável, mordazmente engraçado”.

“Algumas pessoas colecionam selos. Alguns colecionam moedas. E tenho uma coleção crescente de julgamentos judiciais incríveis”, escreveu Navalny.



Leia Mais: Aljazeera

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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