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Milhares de pessoas se manifestam em evento nacionalista cristão em DC para ‘converter os corações de volta a Deus’ | Extrema direita (EUA)
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2 anos atrásem
Alice Herman
Dezenas de milhares de Cristãos derramado no National Mall no sábado para expiar, orar e tomar uma posição pela América – que, na sua opinião, foi envenenada pelo secularismo e deve ser governada por um deus cristão.
Convocado para Washington DC pela profissional de marketing multinível que se tornou “apóstolo” cristão Jenny Donnelly e pelo pastor de celebridades anti-LGBTQ+ Lou Engle, eles correram para o gramado segurando faixas azuis e rosa estampadas com a hashtag #DontMessWithOurKids – um aceno ao mito de que as crianças estão sendo doutrinados na adoção de identidades gays e transgêneros.
Não foi coincidência que o evento tenha sido realizado no feriado judaico de Yom Kippur, ou que muitos participantes carregassem shofares e bandeiras israelenses: evangélicos e cristãos carismáticos encontram significado espiritual nas escrituras do Antigo Testamento, nos rituais judaicos e no apoio a Israel – onde eles acreditam que o a profecia do fim dos tempos acontecerá.
Embora a maior parte do dia tenha sido passado em oração e adoração, as eleições presidenciais de Novembro pesaram sobre a multidão. Um boletim informativo promocional do evento apelou à “autoridade do Senhor sobre o processo eleitoral e a liderança da nossa nação”, e os organizadores distribuíram folhetos promovendo um evento de oração pré-eleitoral organizado pela organização alinhada com Donald Trump, Turning Point USA Faith.
Lance Wallnau, um evangelista Maga que ganhou destaque depois de profetizar o primeiro mandato de Trump, fez comentários na reunião.
“Temos 31 milhões de cristãos, acabei de descobrir, eles foram tão bombardeados por pregadores acordados e cristãos apáticos que não acham que vão votar este ano”, disse Wallnau. “Pessoal, esta reunião, no Yom Kippur, é o nosso momento governamental para mudar algo no espírito.” Wallnau apelou aos pastores para que exortassem os seus fiéis a votar.
“Estive aqui no dia 6 de janeiro”, disse Tami Barthen, uma participante que viajou da Pensilvânia para participar do comício e que descreveu sua experiência no motim do Capitólio como profundamente espiritual. “Não é uma questão democrata versus republicana”, disse ela. “É o bem contra o mal.”
É a primeira de uma série de reuniões nacionalistas cristãs em DC para reunir os crentes no Capitólio antes das eleições de 2024.
Donnelly classificou o evento como um apelo às mães preocupadas com a mudança das normas de género nos EUA modernos e lançando a reunião no Capitólio como uma oportunidade para as mulheres se manterem firmes e desempenharem um papel fundamental na mudança da trajetória cultural e política do país.
A manifestação é uma colaboração organizada por vários líderes cristãos de extrema direita afiliados à Nova Reforma Apostólica, um movimento político de extrema direita que busca estabelecer um domínio cristão de longo prazo sobre o governo e a sociedade, bem como conseguir para Trump uma segunda presidência em novembro. .
Matthew Taylor, um estudioso sênior do Instituto de Estudos Islâmicos, Cristãos e Judaicos, disse que o esforço visava “criar uma rede – uma massa de pessoas – que vêem como sua missão espiritual dominar Washington DC”.
O mais proeminente no esforço para atrair mulheres para o National Mall é Engle, um pastor de direita e ferrenho oponente dos direitos LGBTQ+ e do aborto, cuja tutela de pastores ugandenses anti-gay e a coordenação de mobilizações de oração em massa lhe renderam notoriedade e celebridade internacional.
O Southern Poverty Law Center, que caracteriza Engle como um extremista anti-LGBTQ+, notas que Engle comparou no passado o impulso anti-LGBTQ+ ao sul separatista durante a guerra civil americana, apelando aos opositores dos direitos dos homossexuais para imitarem o general confederado Robert E. Lee, que “foi capaz de conter Washington”.
A visão de Donnelly – de uma multidão de mães descendo ao Capitólio vestidas de rosa e azul – é dela mesma. Engle, cujos comícios de oração em massa atraíram centenas de milhares de pessoas a DC no passado, oferece uma plataforma para expulsar as pessoas.
“Estamos vendo um milhão de mulheres e suas famílias se unindo para ver este grande país voltar seus corações para Deus”, disse Donnelly, num podcast de 21 de junho promovendo a marcha. Donnelly, que mora em Portland, Oregon, com sua família, descreveu como durante os bloqueios da Covid-19 e os protestos do Black Lives Matter – forças gêmeas que ela diz terem fechado sua igreja – ela foi chamada por Deus para se aprofundar na esfera política.
“Eu disse: ‘Senhor, sou apenas mãe de cinco filhos, tenho uma igreja ótima – não é enorme. Já fiz retiros de mulheres, acho que tenho feito a minha parte no reino e amo muito Jesus, mas nem sei por onde começar, mas você me colocaria na luta?’” ela disse. .
Donnelly tem procurado transmitir essa mensagem a outras mulheres cristãs através de uma organização chamada Her Voice Movement Action, que organiza as mulheres em “centros de oração” descentralizados e administrados de forma independente – uma fonte de comunidade espiritual para mulheres que também funciona como uma ferramenta de mobilização política. .
“Temos orado pela nossa nação há alguns anos em pequenos centros de oração”, disse Louette Madison, que viajou do estado de Washington para DC para o comício. Madison tem adolescentes no sistema escolar público e descreveu a esperança de um dia em que a oração seja adotada nas escolas, dizendo: “Acho que as escolas estão se livrando dos valores, e também se livrando da disciplina, (e) quando não há consequências, isso pode causar muito mais caos na escola.”
O modelo de organização descentralizada carrega ecos da vida anterior de Donnelly: antes de se reinventar como líder na Nova Reforma Apostólica, Donnelly ganhou milhões através da empresa de marketing multinível AdvoCare, que faliu depois de chegar a um acordo com a Comissão Federal de Comércio por US$ 150 milhões em uma ação judicial alegando o empresa era um esquema de pirâmide ilegal.
Do Peru a Portland
Anos antes de Donnelly hastear a bandeira #DontMessWithOurKids, um movimento com o mesmo nome tomou conta do Peru, promovido por Christian Rosas, um estrategista político cristão conservador e consultor na indústria de mineração. A coalizão evangélica “No te metas con mis hijos” – “não mexa com meus filhos”, que se opôs à inclusão LGBTQ+ e ao aborto, seguidores conquistados em 2016, durante uma onda de reação conservadora contra os esforços governamentais para introduzir temas de igualdade de género e inclusão LGBTQ+ no sistema escolar.
Quando o governo emitiu ordens de bloqueio para retardar a propagação da Covid-19, emitiu restrições de viagem por género, permitindo que mulheres e homens saíssem de casa em dias diferentes da semana e afirmando que as identidades de género das pessoas trans seriam respeitadas na aplicação da regra. . Rosas questionou a política trans-inclusiva, alegando que os agentes da polícia eram obrigados a fazer cumprir a regra com base nos cartões de identificação dos viajantes, e não nas suas identidades de género.
Durante as ordens de bloqueio, o meio de comunicação investigativo peruano OjoPúblico noticiou 18 incidentes de detenções humilhantes e abusivas de mulheres trans pela polícia.
O que começou como protestos de rua transformou-se numa estratégia eleitoral para eleger aliados ultraconservadores da direita cristã para cargos públicos no Peru. Esses legisladores aprovaram uma série de leis socialmente conservadoras, incluindo um este ano que classifica as identidades transgênero como doenças mentais.
Donnelly assumiu o manto deste movimento entre as mães cristãs nos EUA, inspirando-se diretamente na visão de Rosas no Peru e consultando-o sobre estratégia.
“Desafiamos a lei, por quê? Porque a lei era injusta. Desafiamos o currículo. Por que? Porque o currículo era injusto”, disse Rosas em entrevista em podcast com Donnelly em 6 de novembro de 2023. “TV, noticiários (meios de comunicação), zombavam de nós todos os dias, zombavam de nós, ridicularizavam-nos, dizendo: ‘Olhem para eles, eles ‘somos radicais, religiosos, seja o que for’, mas eles viram que não estamos recuando.”
Rosas também falou no comício do Capitólio no sábado, onde pregou contra a aceitação LGBTQ+ e prometeu que seu movimento poderia ser replicado nos EUA.
“A obediência ao Senhor também exige que nos levantemos com firmeza contra estruturas enfraquecidas”, disse Rosas. “Contra o mal, contra leis injustas.”
Don’t Mess With Our Kids e No te metas con mis hijos tentaram apresentar suas organizações como mobilizações de base. Em um Entrevista de 2017 com Vice News, um porta-voz do grupo falou sob condição de anonimato, alegando falar em nome “do coletivo”.
O Her Voice Movement de Donnelly adota uma abordagem semelhante. Em uma gravação de uma ligação do Zoom em agosto – que o jornalista Dominick Bonny obteve e compartilhou com o Guardian – a porta-voz do Her Voice Movement, Naomi Van Wyk, disse que o grupo se uniu ao Moms for Liberty para lançar uma campanha multiestadual chamada March for Kids, mas alertou os membros para manterem a associação privada.
“A empresa controladora é a Moms for Liberty, mas eles não querem ser reconhecidos. Eles realmente querem que este movimento seja de base e faça uma declaração pública de que há centenas e milhares de pessoas em todo o país que estão se unindo sob o mesmo guarda-chuva”, disse Van Wyk.
Elizabeth Salazar Vega, uma repórter que cobre género e política no Peru, disse não estar surpreendida com o facto de a iniciativa se ter consolidado nos EUA – ou de ter encontrado expressão poucas semanas antes das eleições presidenciais.
“Este é o cenário ideal para unir estas vozes, que normalmente poderiam aparecer isoladas na sociedade civil”, disse Salazar Vega ao Guardian em espanhol. “Não creio que seja impossível que isto aumente rapidamente nos Estados Unidos.”
Sean Feucht, um pastor nacionalista cristão que organizou protestos “Do Reino ao Capitólio” em estados indecisos, está planejando uma marcha semelhante em DC no final deste mês.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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