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Namíbia enfrenta caos eleitoral com votação prorrogada após ‘irregularidades’ | Notícias Eleitorais

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A oposição que procura derrubar décadas de domínio do governo Swapo insta os eleitores a manterem o rumo e a votarem.

As tensões estão a aumentar na Namíbia após uma controversa prorrogação dos mandatos presidencial e parlamentar eleições no fim de semana devido a “irregularidades” que atrasaram a votação.

A Comissão Eleitoral da Namíbia (ECN) anunciou na sexta-feira que as mesas de voto que deveriam ter encerrado dois dias antes, permaneceriam abertas até sábado à noite, admitindo falhas “logísticas”, incluindo escassez de boletins de voto e sobreaquecimento de tablets eletrónicos usados ​​para recensear eleitores , o que os deixou em filas por horas.

O partido da oposição Patriotas Independentes pela Mudança (IPC), que espera pôr fim a 34 anos de governo da Organização Popular do Sudoeste Africano (Swapo), protestou contra a nova prorrogação, mas instou os eleitores a votarem.

“Lamentavelmente, tem havido uma série de irregularidades”, disse o candidato presidencial do IPC, Panduleni Itula. Mas, acrescentou, não houve “outra alternativa senão os cidadãos levarem a cabo o que é proposto pela (ECN) até à sua conclusão”.

Ele está contra Netumbo Nandi-Ndaitwah, da Swapo, actualmente vice-presidente, que se tornaria a primeira mulher líder do país rico em minerais se vencer.

Nangombe Shitaleni, um eleitor registado que espera numa fila na assembleia de voto do centro comunitário de Okandjengedi, no norte da Namíbia, disse na sexta-feira que regressou todos os dias para votar, sem sucesso.

“É como se você fosse uma pessoa louca”, disse ele.

Pessoas esperam para votar em Windhoek, Namíbia (Noah Tjijenda/Reuters)

Frustração juvenil

A Namíbia é um antigo Colônia alemã que ficou sob controlo sul-africano após a Primeira Guerra Mundial, sendo a sua maioria negra mais tarde sujeita às políticas do apartheid.

Swapo esteve na vanguarda da luta do país pela liberdade e dominou a política desde a independência em 1990.

Mas a candidatura de Nandi-Ndaitwah à presidência enfrenta a resistência de uma população jovem frustrada pela falta de oportunidades. O Banco Mundial classifica a Namíbia como um país de rendimento médio-alto, mas é assolado por uma enorme desigualdade.

Os observadores perguntam se o Swapo poderá sofrer o mesmo destino que outros partidos na África Austral que libertaram as suas nações do domínio colonial ou da minoria branca, mas que foram rejeitados pelos eleitores este ano.

As questões eleitorais da Namíbia surgem num momento em que Moçambique está mergulhado numa agitação violenta depois de o partido Frelimo, há muito tempo no poder, ter sido declarado vencedor de uma eleição em Outubro, provocando alegações de fraude eleitoral e provocando protestos violentos contínuos contra o partido.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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