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NASA envia uma sonda para Europa, o intrigante satélite de Júpiter
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Quando, em 1979, as sondas americanas Voyager-1 e 2 sobrevoaram Júpiter e o seu cortejo de luas, as imagens que enviaram de uma delas, Europa, foram surpreendentes: este satélite, um pouco menor que a nossa Lua, não não parece nada disso. Não há grandes erupções vulcânicas, nem crateras, mas uma intrigante superfície azulada e lisa, atravessada por linhas de fratura de cor tendendo ao marrom-avermelhado.
Europa é uma bola de gelo cuja crosta se rompe sob o efeito das marés que lhe é imposto pela massa do planeta gigante. Os cientistas rapidamente se convenceram de que o gelo cobre um oceano global. Mas, também, que sobe à superfície através de fendas retilíneas e que os depósitos avermelhados são testemunhas disso. A promessa oceânica é então associada a um cenário tentador: e se a vida fosse possível lá? É para explorar esta hipótese que a NASA lança uma ambiciosa missão chamada “Europa Clipper”, que partiu da Terra na segunda-feira, 14 de outubro, a bordo.um foguete Falcon Heavy da SpaceX.
Europa Clipper parte um ano e meio depois de Juice, missão da Agência Espacial Europeia (ESA) que tem como principal alvo outro satélite de Júpiter, Ganimedes, também equipado com um oceano enterrado. Esta mania por estas luas geladas e esta esperança de vida extraterrestre pode ser surpreendente se considerarmos que o ambiente jupiteriano não é dos mais acolhedores, cheio de radiação e, sobretudo, longe do Sol: recebemos lá- no fundo da nossa estrela vinte -cinco vezes menos energia do que na Terra.
Nada sério, na verdade. A descoberta de fumantes negros no fundo dos oceanos terrestres, onde reina a escuridão total, causou “uma mudança de paradigma na questão da habitabilidade: tínhamos vida e todo um ecossistema sem a menor luz, explica Arnaud Boutonnet, analista de missão responsável pela Juice na ESA. A vida requer água líquida, contato com solo rochoso para obter nutrientes e uma fonte de energia. » Na ausência do Sol, os efeitos das marés experimentados pelas luas de Júpiter fornecem-lhes esta energia.
Eventuais lacs
Como garante Gina DiBraccio, diretora da divisão de ciência planetária da NASA, “Os cientistas acreditam que a Europa é um dos locais mais promissores para a procura de vida fora da Terra. Mas sejamos claros: o Clipper não irá procurar a vida em si, mas irá caracterizar a habitabilidade da Europa. »
A sonda não pousará, perfurará o gelo ou mergulhará no oceano. Uma vez em órbita ao redor de Júpiter, em 2030, ele simplesmente sobrevoará regularmente o satélite e o analisará de todos os ângulos usando seus nove instrumentos, incluindo um radar cuja missão será descrever a estrutura da crosta e procurar a presença de possíveis lagos. dentro dele. Outra tarefa principal atribuída à sonda: compreender a composição de Europa e dos materiais castanho-avermelhados ali vistos, determinar a profundidade do oceano, a sua salinidade e as suas interações com a superfície.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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23 horas atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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