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Negócios entre Brasil e Portugal devem ser maiores – 15/11/2024 – Seminários Folha

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João Gabriel de Lima

Portugal é uma terra de oportunidades para o Brasil, e vice-versa. Ainda há um longo caminho a explorar, mas os primeiros passos estão sendo dados, e são promissores.

Essa ideia ficou no ar após a mesa “Novas Oportunidades para Indústrias e Serviços no Brasil e em Portugal”, no quarto painel da Lide Brazil Conference Lisboa, evento realizado por Lide, Folha e UOL nesta sexta-feira (15), na capital portuguesa.

O debate foi aberto por Francisco Saião Costa, conselheiro da Aicep, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. Os dois países são ligados por 96 voos semanais da TAP —que levam portugueses, em férias ou viagens de negócios, a 11 destinos diferentes no Brasil.

Na mão contrária, centenas de milhares de brasileiros escolheram Portugal para morar nos últimos anos —para ser exato, 600 mil, em números deste ano. Mesmo assim, o comércio dos dois países ainda está limitado a pouco mais que azeite, petróleo e alguns produtos agrícolas. Como aproveitar melhor as oportunidades?

Uma resposta eloquente foi dada por Marco Stefanini, fundador e CEO global do Grupo Stefanini, multinacional brasileira de tecnologia da informação.

“Portugal se posicionou muito bem como um pólo de tecnologia. É também um país multilíngue, muito mais que outros do sul da Europa, e isso é fundamental para empregar mão de obra qualificada”, disse Stefanini. “Já o Brasil tem uma imensa força de trabalho na área tecnológica, e vê Portugal como uma porta de entrada para a Europa”.

Para Stefanini, indo além de commodities e produtos agrícolas, os dois países poderiam estabelecer uma grande aliança na área de tecnologia.

Além da abertura para o mercado europeu —”Portugal pode ser um porta-aviões para empresas brasileiras”, nas palavras de Francisco Saião, da Aicep—, o país ibérico é o sétimo lugar mais pacífico do mundo, o quarto no ranking de cibersegurança e o 19º em estabilidade política.

“Tudo isso faz de Portugal um destino atrativo para empresas brasileiras”, diz Karene Vilela, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio de São Paulo. Existem 74 CPCs no mundo, e as duas maiores são as de São Paulo e Paris, o que dá a medida da importância do Brasil para Portugal.

A Câmara Portuguesa de Comércio de São Paulo é também um exemplo de como o país europeu intensifica seu relacionamento com entes subnacionais. Em sua fala, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, filiado ao Partido Novo, lembrou que a rede portuguesa de hotéis Vila Galé está abrindo unidades em duas cidades de seu estado, Ouro Preto e Brumadinho, onde se localiza o instituto Inhotim.

Zema lembrou também que Minas Gerais começou a produzir vinhos na Serra da Mantiqueira. “Fazemos isso com a assessoria e a cooperação da indústria de vinhos portuguesa. Ainda é uma produção pequena, mas cresce à razão de 25% ao ano, o que significa que logo será significativa”, disse o governador.

Na linha daquela que parece ser a colaboração de maior potencial entre Brasil e Portugal —a tecnologia—, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, do PT, informou que seu estado está adiantado numa política de “choque educacional e tecnológico”.

O governo vem transformando as 502 escolas públicas estaduais em centros de ensino profissional e técnico. “Nosso modelo ainda é muito academicista. Nós queremos formar jovens do ensino secundário em carreiras como desenvolvimento de sistemas e programação de jogos, que possam inseri-los no mercado de trabalho”.

O ex-governador de São Paulo, João Dória, co-chairman do grupo Lide, subiu ao palco para elogiar a fala de Fonteles. “Como é bom, em temos de polarização, ouvir alguém que está no mundo do bom senso. Fonteles fez um discurso assertivo pelo bem do seu estado”.

O último a falar, o ex-presidente Michel Temer, seguiu a mesma linha. Segundo ele, governos de diferentes colorações ideológicas seguem as mesmas regras de bom senso, embora com nomes diferentes. “No meu governo implantamos o teto de gastos, o governo atual fala em arcabouço fiscal. Mas o que é o arcabouço senão um teto reajustado?”

Temer encerrou sua fala fazendo um paralelo entre Portugal e Brasil. “Somos dois países que saíram de governos autoritários e criaram Constituições duradouras, a nossa com 36 anos, a de Portugal com 40 anos. Elas são duradouras porque conseguiram amalgamar os direitos liberais com os direitos sociais, incluindo os direitos dos trabalhadores”, disse Temer. “Não faz sentido que tenhamos no Brasil essa coisa de brasileiros contra brasileiros, instituições contra instituições.”



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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