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Neguinho da Beija-Flor chora e se despede do Carnaval com título de campeão

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Fernanda compartilhou o vídeo do homem que carregou o boneco de Olinda para homenagear a atriz e agradeceu. - Foto: @penocarnaval/Instagram

O Carnaval de 2025 entrou para a história de Neguinho da Beija-Flor: em seu último desfile como cantor principal da escola, levou o título e se tornou campeão. Aposentadoria em grande estilo.

A apuração carioca ocorreu nesta quarta (5) e foi disputada até o fim. Quando o resultado saiu, Neguinho ficou emocionado, chorou muito, nem conseguia falar e celebrou bastante. Mesmo com pedidos da equipe escola de samba, ele disse que não vai repensar sua aposentadoria e que a vitória foi uma despedida memorável.

“O meu Deus do céu, poxa vida. Alô comunidade, vamos comemorar, vamos comemorar. Chave de ouro. Encerrei com chave de ouro”, comemorou intérprete que virou símbolo do Carnaval do Rio. Com o enredo “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os Sambas”, a Beija-Flor somou 270 pontos e superou a Grande Rio com diferença de 0,1 ponto.

Adeus de um ícone

Neguinho da Beija-Flor é um dos maiores ícones do Carnaval carioca, tem uma voz potente e única.

Por mais de quatro décadas, o cantor emocionou várias gerações cantando os samba-enredos da agremiação e foi campeão em vários carnavais. A cada nota 10 na escola durante a apuração, Neguinho vibrava com os colegas.

Ao fim, com a confirmação do título e lágrimas nos olhos, ele puxou um trio seguido para dar uma volta olímpica com os torcedores na Cidade do Samba.

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Samba-enredo

O samba-enredo deste ano da Beija-Flor é uma referência ao Carnaval de 1989.

Na época, uma alegoria da escola foi censurada e obrigada a desfilar coberta com sacos plásticos.

Além disso, a escola também prestou uma homenagem a Laíla, que morreu em 2021, e atuou como diretor de Carnaval da Beija-Flor até 2018 e também ao saudoso Joãozinho Trinta, carnavalesco ousado e querido que chocava as arquibancadas com suas ideias e alegorias históricas.

Caminho até o título

A Beija-Flor somou 270 pontos na apuração da Quarta-Feira de Cinzas.

A escola brilhou com um desfile impecável e se destacou nos nove quesitos avaliados pelo jurados.

O regulamento previa a eliminação da menor nota em cada quesito, e a Beija-Flor teve um desempenho praticamente irretocável.

No final, 270 pontos e o 15ª título da escola!

Quem é Neguinho

Luiz Antônio Feliciano Marcondes nasceu em 29 de junho de 1949, em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro.

Filho de músico, Neguinho ganhou um concurso aos dez anos de idade puxando um samba de Jamelão.

Dono de uma voz muito potente, estreou em 1975 na Beija-Flor e criou o famoso bordão “Olha a Beija-Flor aí, gente”.

Na despedida, o músico fez questão de destacar a qualidade do desfile da agremiação.

“A homenagem foi feita do jeito que Laíla merecia, celebrando a forma como a história do mestre-sala foi contada na avenida”.

Neguinho ficou muito emocionado após o 15ª título da escola. – Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Na quadra da escola uma multidão aguardava o troféu. - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na quadra da escola uma multidão aguardava o troféu. – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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