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Newsletter – 08/10/2024 – Engenho da Notícia

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“Para começar, comece.” William Wordworth

Coma, se tiver coragem

Você se lembra do desastre nuclear que aconteceu em março de 2011 em Fukushima, no Japão? Tudo aconteceu quando um terremoto de magnitude 9,0 atingiu a costa nordeste do país, seguido por um tsunami devastador. O terremoto danificou as usinas nucleares de Fukushima Daiichi, resultando em uma série de falhas nos sistemas de resfriamento dos reatores nucleares, causando um vazamento de radiação que está sendo tratado até hoje, treze anos após a catástrofe.

Desde então, fazendas na região têm enfrentado dificuldades para vender seus produtos devido ao medo de contaminação. O Japão é o segundo maior país produtor de pêssegos do mundo.

Para tentar reverter a situação depois de anos e restaurar a confiança e reputação nos produtos cultivados lá após o desastre, a Tokyo Electric Power Company (Tepco) se aliou a varejista de luxo britânica Harrods, que começou a vender pêssegos da região de Fukushima em sua megaloja, em Londres. Se você quiser experimentar a fruta terá que, além da coragem, desembolsar uma boa grana para comprar uma caixa com três unidades, vendida por £ 80, equivalente a US$ 104, ou R$ 570 para a nossa realidade brasileira. A ação marca a primeira tentativa de venda em uma loja europeia. Neste mês de outubro, a loja de departamentos deve também começar a vender uma variedade de uva da região chamada Shine Muscat. A Tepco também realizou campanhas semelhantes em países como EUA e Tailândia. E aí, você comeria um pêssego, mesmo de graça? (fonte: BBC)

 

 

 

 

Educação a distância no Brasil está em alta

A Agência Brasil divulgou uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Educação, com base no Censo de Educação Superior, sobre o número total de estudantes dos cursos de ensino superior no Brasil. “Contando tanto os presenciais quanto os da modalidade a distância, o número de estudantes cresceu 5,6% em 2023 na comparação com 2022. São 9,9 milhões de alunos matriculados, o maior registrado em nove anos. O censo traz também que existem hoje 4,9 milhões de matrículas nos cursos a distância, o que representa 49% do total. Para o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), as projeções apontam que neste ano de 2024 os estudantes nos chamados cursos de educação a distância (EaDs) devem superar os matriculados em cursos presenciais. Hoje a diferença entre as duas modalidades é de apenas 150.220 matrículas. O número de cursos de educação a distância no país cresceu 232% no período compreendido entre 2018 e 2023. O impulso da modalidade aconteceu com a pandemia de Covid-19, em 2020.” Esses números nos mostram uma forte mudança no cenário da economia do país. É fato que o número de matrículas em cursos presenciais de ensino superior segue em queda no Brasil e foi quase superado pela modalidade a distância em 2023. Há quem elogie a modalidade, dizendo que o mercado está mais aberto ao acesso no ensino e na democratização com os cursos a distância. Mas há quem critique, dizendo que a distância piora a formação dos profissionais. É uma pauta a ser discutida.

 

 

 

ENTRELINHAS

 

Sobre a eleição de ontem por todo o Brasil: pouco mais de 122 milhões de brasileiros votaram nos 5.569 municípios do país, fazendo suas escolhas para seus respectivos prefeitos e os mais de 58 mil vereadores. Mas nem todo cidadão apto a votar, votou. A abstenção de votos, ou seja, a recusa em votar, foi de 21,7% dos eleitores, um percentual maior ao ano de 2016 (17,6%) e menor ao de 2020 (recorde muito por conta da pandemia).

 

Em Piracicaba, minha cidade amada, acontece neste mês de outubro a 5ª edição da Flipira – Festa Literária de Piracicaba – um evento voltado ao incentivo da leitura para pessoas de todas as idades. A abertura será no dia 25, às 19h, na Biblioteca Municipal. Nos dias 26 e 27 o evento será no Engenho Central, das 10h às 18h. O escritor Ignácio de Loyola Brandão, da Academia Brasileira de Letras, marca a sua presença no evento no sábado, dia 26, e irá participar do Café dos Escritores. A entrada é gratuita.

 

Até semana que vem:)

 

 

 

 

Eu sou Sabrina Scarpare, jornalista, contadora de histórias e especialista em narrativas. Ao longo da minha trajetória atuei no mundo offline e online passando por rádio, televisão, assessoria de imprensa, revista impressa e jornal impresso, o qual fui colunista social por 10 anos. Como criadora de infoprodutos, desenvolvi para a minha marca consultorias, curso online, palestras, e-book, newsletter, entre outros projetos, tendo a técnica do storytelling como premissa para as linhas editoriais dessas soluções. Tenho MBA em Gestão de Mídias Digitais e 21 anos de experiência em comunicação. Conheça meu site clicando aqui.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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