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No AC, corpo é achado em igarapé e família diz que é de acreano que teria sido preso pela polícia boliviana
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4 anos atrásem
Um corpo achado dentro do igarapé Ina, na zona rural do município de Epitaciolândia, interior do Acre, pode ser do acreano Francisco Aparecido Oliveira Lima, de 21 anos, que estava desaparecido há 15 dias. O corpo foi achado por pescadores dentro do igarapé, que fica nas proximidades do km 32 da BR 317, sentido Rio Branco.
Abalada, a esposa de Lima, Aparecida Nascimento, disse que pelas fotos que a família recebeu não há dúvidas de que seja o marido. “Pelas fotos que mandaram para a gente, já foi feito o reconhecimento, é ele mesmo, a roupa que ele saiu de casa é a mesma que ele estava quando foi achado.”
A família de Lima estava desesperada em busca de saber o que havia acontecido com o jovem, mais conhecido como Chiquinho. A família afirma que ele havia sido preso no lado boliviano, no último dia 28, passou por três delegacias no país vizinho e um documento confirmava que ele havia sido entregue para a polícia brasileira.
O delegado responsável pelo caso, Luis Tonini, disse que o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, em Rio Branco, para que sejam feitos exames que comprovem que o corpo é realmente de Lima.
“Vai ser necessário fazer exames médicos com realização de exames de DNA com alguém da família ou até mesmo com a mãe, que está em Rio Branco. Há dúvidas, a princípio, suspeita-se que o corpo seja dele, mas, no estado em que o corpo estava, a mãe relatou alguma coisa de que seria realmente o corpo dele, mas precisamos do resultado do exame.”
O delegado informou ainda que assim que souberam a informação de que um corpo teria sido achado no igarapé, as equipes saíram e pediram reforço dos bombeiros.
“A mãe disse que recebeu a informação de que teria sido achado um corpo e aí a gente saiu em diligências por volta das 17 horas de quinta [10]. O igarapé não é muito fundo, o corpo ficou preso em alguns galhos de árvore. O corpo foi achado do lado brasileiro mesmo, o quilômetro 32 é na BR, na margem. O corpo estava com uma parte da cabeça sem o crânio, não possuía crânio, a marca de violência que tinha nele é justamente essa, desconfigurado em relação à face, acho que ele estava ali a mais ou menos uns três dias, pois ainda não estava em estágio elevado de decomposição.”
Tonini disse ainda que a principal suspeita é que a pessoa achada no igarapé tenha sido morta nas proximidades de onde o corpo foi achado.
“Provavelmente ele deve ter sido morto lá na BR mesmo e, como o igarapé está raso, ele submergiu logo ele foi desovado ali. Têm duas possibilidades, uma de ele ter sido morto ali no local mesmo, ou ter sido apenas desovado ali. As roupas que a mãe dele narrou para um policial apontam que seja desse rapaz”, complementou.
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Família afirma que corpo é de Francisco Aparecido Oliveira Lima, de 21 anos — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Guerra de facção
O delegado afirmou ainda que a principal linha de investigação é que o crime tenha sido cometido devido à guerra de facções.
“A suspeita do crime é mesmo guerra de facção, se for ele [Lima], ele era suspeito de ser autor de dois homicídios, esses últimos dois que aconteceram em Epitaciolândia, inclusive com reconhecimento facial. No dia em que ele matou o Fadel, na invasão liberdade, ele foi de cara limpa, inclusive eu ia pedir a prisão dele e de outro comparsa. Ele matou duas pessoas ligadas a uma facção e um era, inclusive, uma liderança. O direcionamento desse caso é que seja vingança, não tem como, até a forma como o corpo estava, sem a cabeça, há indícios de guerra de facção”.
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Francisco Aparecido Oliveira Lima, de 21 anos, foi preso na Bolívia — Foto: Arquivo pessoal
Preso na Bolívia
A família afirma que Lima foi abordado por militares bolivianos. A esposa dele informou que eles estavam na Bolívia e quando ele passava por uma rua havia acabado de acontecer um assalto e, por isso, foi abordado.
“Ele foi pego, atendido pelo Corpo de Bombeiros, estava no mototáxi e foi levado para a Corporação e de lá foi para mais dois departamentos. Nós fomos no consulado, fomos no lado brasileiro, no Ministério Público, fomos em todos os lugares que a gente tinha que ir. Falaram que não haviam feito nenhuma passagem de brasileiros para o Brasil, que não constava nada. Depois falaram que entregaram ele para a polícia brasileira.”
O g1 entrou em contato com o consulado do Brasil na Bolívia para saber se acompanha a situação e aguarda retorno.
Os dois moravam em Brasileia, no interior do Acre, mas, segundo Aparecida, estavam no país vizinho em busca de emprego. “Estávamos abrigados na casa de um amigo e quando ele saiu de mototáxi foi abordado e levado pela polícia boliviana. Logo quando ele saiu de casa tinha acontecido um assalto na proximidade de onde ele estava passando e, por isso, foi abordado”, conta a esposa dele.
O delegado Tonini diz que ficou sabendo da possível prisão dele na Bolívia.
“Tem uma informação nesse sentido, inclusive a gente estava até em contato com a promotora porque a mãe foi na promotoria. A maior suspeita é que tenha sido guerra de facções, até porque ela diz que ele foi preso na Bolívia. A promotora está ciente disso, eu indiquei que a mãe dele fosse no consulado. Mas, na delegacia, não recebemos ele.”
Tonini falou que o local em que o corpo foi achado é do lado brasileiro e não na fronteira. “Prendemos um rapaz há uns dias e ele afirmou que o Chiquinho havia ido para a Bolívia escondido, porque ele estava com medo de morrer. Ele afirmou que juntos tinham matado duas pessoas e ele foi para a Bolívia com medo de morrer”, complementou.
A mãe do acreano, Francimare de Oliveira, chegou a fazer um vídeo fazendo um apelo às autoridades bolivianas para que ajudassem a localizar o filho. Ela afirmou que tinha um documento informando que Chiquinho havia sido deportado.
A família também procurou o Ministério Público do Acre (MP-AC), que acompanha o caso. Segundo a promotora Pauliane Mezabarba Sanches, o MP enviou, além das autoridades brasileiras, um ofício para a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
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Aparecida diz que o marido estava em busca de emprego no lado boliviano — Foto: Arquivo pessoal
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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21 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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