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No AC, professora conta os desafios que teve que enfrentar para continuar a dar aula durante a pandemia de Covid-19

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O trabalho dos professores é fundamental e, como muitos outros, teve que ser interrompido durante a pandemia de Covid-19 pouco tempo depois do início do ano letivo no Acre. Após a suspensão das aulas presenciais, além dos desafios do risco do novo coronavírus, os educadores tiveram que se reinventar por meio das aulas virtuais.

As aulas nas escolas do Acre estão suspensas desde o mês de março por causa da pandemia. Já são quase sete meses e, com isso, toda programação pedagógica do ano letivo foi afetada.

Daiany Santos, professora de espanhol há quatro anos, teve que se reinventar e vencer os desafios. Ela contou que criou vários grupos em um aplicativo de mensagens para manter contato com os alunos e poder prestar auxílio com os conteúdos das aulas on-line. Com isso, ela disse que consegue atender a maioria dos alunos.

“Para nós, que não estávamos adaptados, foi muito desafiador. Eu achava que não ia dar conta, assim como muitos colegas achavam que não iam dar conta. Mas, depois quando a gente viu a necessidade que os meninos têm em apreender e a vontade e a busca deles, a gente se sente motivado e vê que não é nenhum bicho de sete cabeças. Sempre que alguém aprende algo novo, algum aplicativo, ou plataforma que facilite, a gente compartilha”, contou.

A professora disse que se entristece por não conseguir alcançar todos os alunos por meios das aulas virtuais.

“Fizemos trabalho com psicólogo porque você está em uma realidade que você vai para o seu trabalho todos os dias e, quando você sai, por mais que algumas vezes você tenha uma demanda que leve para casa, são poucas. Agora, quando todo o trabalho é na sua casa é muito desafiador.

Salas lotadas antes da pandemia

Antes da pandemia, as salas de aula estavam lotadas, mas, agora, as aulas ocorrem de forma virtual e a Daiany tem usado toda criatividade.

O aluno Cristian Sampaio contou que tem sido um período de adaptação, mas, o esforço e empenho dos professores têm sido fundamentais para que eles continuem.

“Tem sido um tempo de adaptação, a gente se adequar a esse novo modelo antes nunca jamais visto no Brasil e a gente tem que se adequar tão repentinamente. É meio complicado, mas acho que a gente está se saindo bem, mas, desde o início, queremos voltar com saudade das aulas presenciais”, disse.

Já a aluna Alice Eduarda disse que não é fácil e que não se compara com as aulas presenciais. “É claro que tem aquela turbulência de emoções porque você pensa será que você vai conseguir”, contou.

A psicóloga Renata Campos diz que o processo de ensino também é desenvolvido por meio de afetos na troca de informações.

“A gente avalia também que o processo de ensino perpassa os afetos e esses afetos eles comunicam algo para os professores, principalmente nesse momento dessa conexão, nem que seja virtual com os alunos, não no sentido de que se não houver não tem aprendizado, mas digo no sentido que precisa ter uma avaliação dessa pandemia, desse processo de aprendizagem, de troca de informações e conhecimento que só é possível por uma esfera virtual de ensino aprendizagem on-line”, explicou.

Ela ainda acrescenta que cuidar da saúde mental nesse momento é importante para que os professores possam desenvolver um bom trabalho.

“O acompanhamento psicológico perpassa todos os momentos históricos de cuidado com o bem estar, então, a gente costuma dizer que quando as coisas não andam bem na nossa cabeça, elas não andam bem em lugar nenhum”, concluiu.

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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