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No Dia Nacional do Doador de Sangue, veja a importância de um simples ato capaz de salvar vidas
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Juliana Queiroz
Considerado um ato altruísta e de extrema importância para a sociedade, a doação de sangue salva vidas e promove a saúde coletiva. Cada doação pode ajudar a salvar até quatro pessoas, uma vez que o sangue doado é separado em diferentes componentes (como hemácias, plaquetas e plasma), que atendem a diversas necessidades médicas, como cirurgias, acidentes, tratamentos de doenças como o câncer e anemias graves.

Em situações de emergência, como acidentes ou desastres naturais, a disponibilidade de sangue nos bancos é essencial para atender vítimas de forma rápida e eficaz. Pessoas que enfrentam condições como leucemia, hemofilia ou que necessitam de transfusões regulares dependem de doadores para sobreviver.

No Brasil, a doação é destacada no dia 25 de novembro, e vem com a finalidade de homenagear pessoas praticamente anônimas, que salvam vidas diariamente, pelo importante ato de solidariedade de doar sangue, além de conscientizar a população sobre a importância de um ato considerado heroico.

O governo do Estado, por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre), vem atuando por meio de ações para intensificar a captação de doadores na busca de desenvolver atividades com empresas e instituições parceiras, onde busca conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue.

“Nossa atuação também ocorre por meio das coletas externas com a nossa unidade móvel. Dessa forma, conseguimos estar mais próximos aos doadores e também atingir pessoas que nunca realizaram uma doação de sangue. Essas duas atividades buscam conscientizar a população e também manter o nosso estoque adequado”, explica a responsável do setor de captação, Ana Carolina Ramos.

O gerente de assistência Júnior Martins comenta que a data reverencia o doador, sendo este a peça fundamental na unidade, mas faz um alerta à sociedade para que as doações não sejam apenas por campanha, mas que o ato solidário seja da rotina do doador. “Nosso pedido para a população é que seja doadora ativa. Assim, estaremos salvando mais vidas. Que vocês possam vir fazer a doação em nossa unidade. Serão todos bem recebidos ao fazer parte da nossa casa de doação. A doação de sangue é um ato de cidadania e solidariedade”, disse.

Ao chegar no Hemoacre, primeiramente o doador vai até a recepção e realiza o cadastro. Depois vai para a triagem hematológica, onde faz um exame, pesa e verifica a altura. Em seguida, passa pela triagem clínica, onde a enfermeira realiza perguntas com o intuito de verificar se o possível doador está apto para a doação. Sendo apto a doar, faz um lanche antes e depois vai para a coleta realizar a doação. Após a doação, volta para a copa para fazer mais um lanche (sendo estes fornecidos pelo Hemoacre) e depois está liberado.

Depoimentos
“A primeira vez que fui doador foi no quartel. Depois, eu continuei doando. Mas de um tempo para o outro, foi mais por necessidade. No caso, quando um amigo, parente, alguém precisa, eu venho. Faz tempo que venho aqui. É um atendimento muito bom, não demora muito. Já chegou a demorar mais, agora não. Tem pessoas necessitando, precisando de uma atitude nossa. Muitas vezes, a gente deixa de vir doar por comodismo. Então, a mensagem que eu deixo é essa: a doação salva vidas”, disse Wendell Nascimento, 42, autônomo, doador há mais de 20 anos.

“Estou aqui hoje por conta do meu tio, que está precisando, mas além disso, tem outras pessoas que precisam também. E isso é um ato de bondade, de coração. Muitas vezes tem outras pessoas que necessitam. Um ato bem simples, e a gente pode salvar uma vida. Não tenha medo, não dói, é bem rápido”, destacou Tatiele Sotero Figueiredo.

“Doar sangue é uma questão de responsabilidade, de pensar no amor ao próximo. Quantas vidas já foram salvas, quantas pessoas já necessitaram. Hoje a gente está doando sangue, amanhã a gente pode precisar ou até mesmo ser um familiar nosso. Geralmente, aquilo que não conhecemos pode gerar medo, mas a verdade é que isso aqui é uma forma de a gente manifestar ainda mais o amor, e que o medo, na verdade, seja lançado fora, que você realmente tenha essa coragem de ser alguém que vai tornar uma pessoa vencedora, porque com a doação você tirar a pessoa da morte para a vida. Eu vejo que você se torna mais vencedor e a pessoa também, ao receber. Então, lance fora todo o medo, deixa a coragem prevalecer e você vai ser um herói”, disse o doador Jakson Almeida.

Carolina afirma, ainda, que no período que antecede as festas de fim de ano, férias em janeiro e carnaval o número de doações diminui. Neste momento o Hemoacre potencializa o chamamento e reforça as ações de conscientização. Neste mês de novembro o Hemoacre se encontra com a média diária de 29 doações, porém o ideal seria entre 50 e 60.
“Aproveito para convidar as pessoas para virem doar sangue, lembrando que não fechamos nos feriados e ponto facultativo. Estamos aguardando todas as pessoas que queiram fazer essa doação, esse gesto de solidariedade. Uma bolsa pode salvar até quatro vidas. Então, é muito importante essa contribuição”, encerrou Carolina.
O Hemoacre funciona de segunda a sábado, das 7h às 18h, para coleta de doação de sangue e também para cadastro de medula óssea. Mas o que é preciso para ser um doador de sangue? As orientações são:
– Ter entre 16 e 69 anos;
– Pesar mais de 50 kg;
– Estar bem de saúde;
– Ter dormido 6 horas na noite anterior;
– Não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes;
– Evitar alimentos gordurosos 4 horas antes;
– Não estar em jejum;
– Portar documento original com foto;
– Menores de 18 anos devem estar acompanhados do responsável legal.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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