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No escuro: como os apagões transformaram a vida no Equador | Notícias sobre seca

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À medida que a seca histórica no Equador continuar, os cortes de energia poderão persistir até Abril, disse Jorge Luis Hidalgo, consultor de energia.

Durante décadas, os especialistas instaram as autoridades a aumentar o fornecimento de energia ao Equador, expandindo as suas capacidades de energia solar e eólica e reforçando as suas centrais termoelétricas.

Mas Hidalgo disse que os subsídios à eletricidade e aos combustíveis fósseis mantiveram os preços da energia no Equador entre os mais baixos da região: os residentes e as empresas pagam apenas cerca de US$ 0,10 por quilowatt-horasegundo estimativas do governo.

Essa falta de rendimento, por sua vez, desincentivou o sector privado de investir em energias alternativas, segundo Hidalgo.

“Enquanto o Equador continuar a doar energia, esta situação continuará”, disse ele.

Um manifestante em Quito, no dia 21 de novembro, segurava uma placa que dizia: ‘Juntem-se, Equador. Noboa = caos’ (Christina Noriega/Al Jazeera)

Ao longo dos anos, à medida que a população cresce, a procura de energia excedeu a oferta, acrescentou Hidalgo. É um problema que o próprio Presidente Noboa reconheceu.

Em outubro, ele postou um vídeo nas redes sociais onde explicava que o Equador tem atualmente um déficit de energia que oscila entre 1.000 e 1.400 megawatts.

Isto significa que a necessidade de electricidade do Equador excedeu a sua capacidade de produção em mais de um décimo. Em 2022, o país só era capaz de produzir cerca de 8.864 megawatts no total.

A escassez gerou uma crise política para Noboa, que enfrentou protestos nas ruas como resultado dos cortes de energia impostos pelo governo.

Essas manifestações ocorrem num momento delicado para Noboa. Ele enfrenta a reeleição em 2025, já que seu mandato atual consiste em completar o restante do mandato de seu antecessor.

Em Novembro, os manifestantes marcharam até ao palácio presidencial em Quito, gritando: “Não há luz. Não há educação. E você tem coragem de pedir a reeleição?”

Em dezembro, Noboa prometeu acabar com os apagões do governo. “Voltaremos a ter uma vida normal”, prometeu.

Já em Novembro, Noboa anunciou que a sua administração tinha gasto 700 milhões de dólares na manutenção das obsoletas centrais termoeléctricas do Equador, concebidas para apoiar o sistema hidroeléctrico do Equador durante os períodos de seca.

Atualmente, as barragens hidrelétricas são responsáveis ​​pela geração de cerca de 70% da energia do Equador.

Noboa também chegou a um acordo com a Colômbia para continuar comprando energia do país vizinho. No início deste ano, a Colômbia tinha cortar exportações de eletricidade para o Equador devido aos seus próprios problemas com a seca.

O governo equatoriano também trouxe uma usina termoelétrica flutuante de Turkiye que produz 100 megawatts e 23 geradores de energia que produzem 80 megawatts no total.

Além disso, Noboa cortou um subsídio energético às empresas mineiras.

“As mineradoras no Equador consomem mais energia do que um hospital necessita para funcionar. E, no entanto, a sua taxa de energia foi subsidiada pelo Estado”, disse Noboa. escreveu nas redes sociais em outubro. “Os subsídios devem ir para aqueles que mais precisam deles.”

Mas as mudanças podem chegar tarde demais para as famílias mais atingidas pelos apagões, como a de Samueza.

Brandon Samueza posa para foto ao ar livre em Quito
Brandon Samueza, 26, está atualmente trabalhando em um aplicativo de carona enquanto procura um emprego de longo prazo (Christina Noriega/Al Jazeera)

Desde que ele foi demitido, sua esposa passou a ser a provedora da família, trabalhando como tesoureira em uma empresa de logística. Samueza, por sua vez, está tentando dirigir em um aplicativo de carona, que até agora lhe rendeu menos de um salário mínimo.

Com um orçamento familiar mais apertado, Samueza disse que a temporada de férias provavelmente vai e vem sem muito alarde.

Mas ele está optimista de que, no novo ano, os cortes de energia terão cessado e a economia terá recuperado o suficiente para que ele possa encontrar um emprego.

Ainda assim, ele se sente frustrado com o governo pela sua situação atual.

“Não deveria haver cortes de energia”, disse Samueza. “Um governo deveria estar preparado para este tipo de casos, até porque já passámos pelo mesmo em Abril e Maio. O fato de não terem feito nada para se ajustar fala mal do governo.”



Leia Mais: Aljazeera

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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