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No futebol inglês, razão prevalece quando se queria emoção – 14/01/2025 – O Mundo É uma Bola

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Luís Curro

Everton x Peterborough, na quinta-feira (9), em Liverpool, seria apenas mais uma partida entre as dezenas de um dos mata-matas iniciais da Copa da Inglaterra (FA Cup), tradicionalíssima competição que existe desde 1871 –é a mais antiga de todas no futebol.

Porém havia algo bem diferente nesse jogo. A possibilidade de um jogador veterano, Ashley Young, 39, já em fim de carreira, enfrentar um jovem de 18 anos. Não um jovem qualquer. Tyler é seu filho.

Não é tão raro filhos e pais estarem na mesma profissão, e isso acontece também no futebol.

Entre famosos, há/houve Pelé e Edinho, Diego Maradona e Diego Jr., Zinédine Zidane e Luka, Johan Cruyff e Jordi, Diego Simeone e Giovanni, Cesare Maldini e Paolo, Pablo Forlán e Diego, Mazinho e Thiago/Rafinha.

Só que pais e filhos atuarem juntos, seja no mesmo time ou como adversários, em uma partida –não uma partida familiar ou entre amigos, aquela de fim de semana, em meio a um churrasco, mas uma válida por competição profissional– é extremamente atípico.

Lembro-me de Rivaldo, campeão do mundo com a seleção brasileira na Copa de 2002 (Coreia/Japão), ter atuado com Rivaldinho, 18 anos à época, pelo Mogi Mirim. Foi no Campeonato Paulista de 2014, antes de o craque, que estava com 41 anos, anunciar o encerramento da carreira.

Recentemente, em outubro do ano passado, no basquete, o superastro LeBron James, com 39 anos, jogou ao lado do filho Bronny, 20, pelo Los Angeles Lakers, contra o Minnesota Timberwolves, na NBA.

É sempre uma grande emoção quando isso acontece, pai e filho sorriem, abraçam-se, choram. Um momento muito especial, que deixa também emotivo o público, seja no estádio/ginásio, seja fora, onde uma tela esteja exibindo o acontecimento.

Assim, era muito esperado que no confronto no Goodison Park Ashley e Tyler se tornassem a primeira dupla pai-filho a duelarem na história da FA Cup.

Isso dependeria dos treinadores: o interino Leighton Baines (Everton) e Darren Ferguson (Peterborough).

Ashley atualmente é lateral direito. No final da primeira década deste século, era atacante (de qualidade, com muita velocidade e fôlego), defendendo o Aston Villa. Vestiu também as camisas de Watford, Manchester United e Inter de Milão. Pela seleção inglesa, foram 39 jogos.

O meia Tyler ainda “engatinha” no clube da terceira divisão. Integrado nesta temporada à equipe principal, antes do esperado duelo com o pai tinha estado em campo em uma única partida, como substituto, pelo Troféu EFL, a terceira copa em importância na Inglaterra.

Os dois começaram na reserva. Ashley é titular, contudo, em embates das etapas iniciais das copas, os times da primeira divisão (como o Everton) costumam poupar os principais jogadores.

Na metade do segundo tempo, com o Everton ganhando por 1 a 0, Baines inseriu Ashley no jogo. Faltava Ferguson fazer o mesmo com Tyler.

ó que não aconteceu, o que gerou um sentimento de frustração nos fãs de futebol e na mídia. A história não foi feita, e uma nova chance sabe-se lá quando voltará a ocorrer.

Depois do jogo, que terminou 2 a 0, o treinador do Peterborough teve de explicar por que não chamou Tyler.

“Por mais que eu quisesse que Tyler entrasse, com 1 a 0 tive que colocar um atacante. Tenho que tentar o melhor para o meu time. Não dava para ser benevolente.”

Uma pesquisa no site da BBC mostra apoio à decisão de Ferguson: 69% dos leitores que votaram consideram que ele agiu corretamente. Eu sou um dos 31% que discordam. Queria que o emotivo, desta vez, tivesse suplantado o racional.


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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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