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Como o aumento da tensão entre Índia e Bangladesh desencadeou a crise de vistos – DW – 14/01/2025

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As atuais tensões diplomáticas entre Índia e Bangladesh levaram a uma redução significativa de vistos e horários para cidadãos de Bangladesh que desejam viajar para a Índia.

Seguindo agitação política e o destituição da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina em agosto de 2024, os centros de vistos indianos em todo o Bangladesh foram fechados indefinidamente por razões de segurança.

Em Setembro, mais de 20.000 passaportes do Bangladesh foram devolvidos na sequência da suspensão dos serviços de vistos pelo Alto Comissariado Indiano em Dhaka, na sequência de protestos generalizados.

Impacto nos estudantes e no turismo médico

Desde Janeiro, cinco centros de vistos em Dhaka, Chattogram, Rajshahi, Sylhet e Khulna estão operacionais, mas apenas processam pedidos de emergência e humanitários.

De acordo com estimativas dos centros de vistos, as marcações diárias de vistos caíram de mais de 7.000 para 500-700, sem nenhuma indicação clara de quando a situação se estabilizará.

A Índia oferece 15 categorias de vistos para Bangladesh, que incluem “serviço urgente”.

“Estamos monitorando constantemente a situação e, à medida que ela se normalizar, iniciaremos nossas operações completas de vistos”, disse um funcionário do Ministério das Relações Exteriores à DW.

Outras autoridades disseram à DW, sob condição de anonimato, que a emissão adequada de serviços de vistos estará suspensa por enquanto.

Índia enfrenta apelos para devolver Sheikh Hasina a Bangladesh

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Relações tensas

As tensões entre a Índia e o Bangladesh aumentaram ainda mais nos últimos dias, principalmente devido a questões de gestão de fronteiras.

Após alegações de que a Índia estava a planear construir cercas em cinco locais ao longo da fronteira, o Alto Comissário indiano Pranay Verma foi convocado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh.

A Índia respondeu convocando o Alto Comissário Interino do Bangladesh, Md. Nural Islam, e reafirmou que as suas medidas de segurança fronteiriça estavam em conformidade com os acordos existentes.

O impasse interrompeu as viagens, provocando cancelamentos significativos e quedas nas reservas.

Turismo médico impactado

O agitação sociopolítica contínua também prejudicou o turismo médico. Muitos bangladeshianos viajam para a Índia para tratamento médico. Um processo de visto liberalizado também permitiu vistos de atendentes médicos, permitindo que os pacientes trouxessem familiares ou amigos com eles.

CareEdge Ratings, um grupo analítico baseado em conhecimento, observa um declínio no número de pacientes de Bangladesh nos principais hospitais indianos, com alguns relatos de quedas de 25% a 40%.

Hindus de Bangladesh ainda esperam para cruzar para a Índia

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Menos turistas médicos de Bangladesh viajaram para grandes cidades como Calcutá, Chennai e Bengaluru.

As restrições afetaram significativamente milhares de pacientes do Bangladesh que dependem dos serviços médicos económicos da Índia. Muitos procuraram opções alternativas de tratamento na Tailândia, Malásia, Singapura e Turquia.

“As restrições à mobilidade entre países são muitas vezes o resultado de divergências políticas. A Índia e o Bangladesh terão de iniciar um diálogo alargado para abordar as múltiplas questões que surgiram com a mudança de governo no Bangladesh”, disse Ajay Bisaria, antigo enviado ao Paquistão. , disse à DW.

“Em última análise, trata-se de reconstruir a confiança. Estes são problemas facilmente reversíveis, mas seriam necessários alguns dar e receber, diálogo e negociação para promover a mobilidade e facilitar o regime de vistos em 2025”, disse Bisaria.

Alunos enfrentam problemas logísticos

Além disso, os estudantes do Bangladesh que esperam estudar em países europeus como a Finlândia, a Roménia e a República Checa são atualmente impedidos por questões de processamento de vistos.

Muitos destes países não mantêm embaixadas em Bangladesh, forçando os estudantes a viajar para a Índia para apresentação de pedidos de visto e autenticação de identidade.

Este requisito tornou-se um pesadelo logístico, já que muitos estudantes não conseguem obter vistos indianos.

Mais de 1.500 estudantes de Bangladesh receberam cartas de oferta universitária, mas estão presos no limbo, incapazes de concluir seus pedidos de visto a tempo.

Durante uma reunião com diplomatas da UE em Dezembro, Muhammad Yunus, o principal conselheiro do governo interino do Bangladesh, instou os países europeus a transferirem os seus centros de vistos de Nova Deli para Dhaka ou para outro país vizinho.

Yunus do Bangladesh sugere alteração da Constituição

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Editado por: Keith Walker



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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