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No mundo do tédio, nada é mais emocionante do que o xadrez de primeira linha | James Colley

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James Colley

euComo muitos australianos, quando uma partida de teste termina mais cedo, passo o dia seguinte vagando pela casa completamente desprovido de propósito. Minha alma entende que eu deveria passar esse tempo assistindo críquete. O fato de não haver críquete para assistir abre um vazio em minha vida. Com o que devo preenchê-lo? Tarefas, caridade ou família? Não, isso não é aceitável. Preciso de outra maneira de perder meu tempo.

Felizmente para mim, há um evento ainda mais maravilhosamente pesado e ocasionalmente emocionante acontecendo neste exato momento, e é o antídoto perfeito para quem acha que o críquete de teste tem uma octanagem um pouco alta demais. Estou falando do campeonato mundial de xadrez, que atualmente acontece em Cingapura.

A experiência de visualização nunca foi tão acessível para o fã casual de xadrez, como eu, que sabe em teoria o que está acontecendo no tabuleiro, mas não tem a genialidade necessária para realmente compreender a batalha tática à medida que ela se desenrola. Existem agora transmissões ao vivo no YouTube com comentaristas especializados usando a lacuna muitas vezes considerável entre os movimentos para nos guiar pelo processo de pensamento de ambos os jogadores, guiar-nos pelas muitas opções que eles podem escolher e reagir aos movimentos devastadores à medida que acontecem. Então, na manhã seguinte, você encontrará vários comentaristas de recapitulação, como o Levy Rozman muito popularconhecido on-line como GothamChess, que explicará pacientemente para idiotas como eu exatamente por que aqueles movimentos foram devastadores, com toda a emoção e drama de uma final de futebol.

Este ano também é um confronto excepcionalmente dramático. Com o campeão dominante Magnus Carlsen se afastando do tabuleiro, o caminho foi aberto para o atual campeão, Ding Liren, defender seu título. Ding, que obteve uma vitória improvável no campeonato mundial anterior, está fora de forma – mas nunca se pode descartar um campeão. Depois, há a história do desafiante, um jovem chamado Gukesh Dommaraju: aos 18 anos, ele é o terceiro grande mestre mais jovem da história e ainda não está no auge de seus poderes. É o tipo de confronto com o qual você sonha se sonha com jogadores de xadrez específicos se encontrando em um momento interessante de suas carreiras, o que é um sonho que até mesmo Freud teria dificuldade em achar interessante.

Como todos os grandes esportes, o tempo é um fator importante. Os relógios estão em contagem regressiva. A pressão aumenta. Eles têm apenas duas horas cada para fazer seus movimentos. A menos que atinjam a marca de 40 movimentos, momento em que recebem 30 minutos adicionais e mais tempo após cada movimento.

Mas não se engane, o gerenciamento do relógio é um problema. Ding é conhecido por pensar no início do jogo por 20 a 40 minutos antes de fazer sua jogada. Isso coloca pressão na segunda metade do jogo e ele já perdeu uma rodada no tempo. Para sua sorte, seu oponente também é propenso a ataques dramáticos de pensamento, como o momento no Jogo 11, quando após uma hora de pensamento sólido e de alta octanagem, ele moveu um peão uma casa para frente. Ah, sim, o que poderia ser mais emocionante do que assistir dois homens refletindo, transmitido ao vivo para todo o mundo. Estou me sentando na ponta da cadeira só pensando no pensamento deles.

Os competidores acabaram de completar a partida 12 de uma série potencial de 14 partidas que, a certa altura, incluiu seis empates emocionantes consecutivos. Mas agora estamos no final do jogo e os campeões dos pesos pesados ​​estão jogando feno.

Dois jogos atrás, vimos o desafiante Gukesh executar um plano de jogo de abertura excepcional e ganhar vantagem no final do torneio. O gigante aparentemente adormecido de Ding estava fora de forma, lento, e o torneio estava em jogo. Mas é na hora da crise que os campeões são feitos e, com as costas contra a parede, Ding contraiu Gukesh de forma deliberada e devastadora, forçando-o a ceder sob uma pressão incrível, e estamos mais uma vez empatados.

Agora, como nos pênaltis em uma final de Copa do Mundo de futebol, o espectro de uma partida de blitz (um playoff em alta velocidade) paira diante de ambos os jogadores, e a decisão tática permanece: você joga pelo empate e se prepara para o playoff de morte súbita? , ou algum desses jogadores conseguirá mais uma vitória e conquistará o campeonato mundial?

Sou um homem chato e gosto dos meus passatempos chatos, mas não há nada mais excitante no mundo de ser chato do que o que está acontecendo no tabuleiro em Cingapura. Entrem, meus irmãos chatos, as coisas ficaram interessantes.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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