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No Paquistão, vinte pessoas morreram no ataque a uma mina de carvão no Baluchistão

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Vinte menores foram mortos na noite de quinta-feira, 10 de outubro, para sexta-feira, 11 de outubro, durante um ataque perpetrado por um grupo de agressores armados no Baluchistão, província do sudoeste do Paquistão, comunicou a polícia à Agência France-Presse (AFP). As vítimas dormiam em alojamentos localizados no local da mineração.

“Por volta das 12h30, trinta e cinco a quarenta homens à paisana e fortemente armados abriram fogo contra os trabalhadores de uma mina de carvão durante cerca de trinta minutos antes de fugirem”disse à AFP Asim Shafi, chefe da polícia do distrito de Duki onde ocorreu o ataque, a 225 quilómetros da capital provincial. “Eles estavam equipados com lançadores de foguetes e granadas”acrescentou, embora o ataque não tenha sido reivindicado nesta fase. Kaleemullah Kakar, um alto funcionário do distrito, confirmou o número de mortos à AFP, acrescentando que outros sete trabalhadores ficaram feridos durante o ataque.

“Deitei-me e fechei os olhosconta Juma Khan, um dos sobreviventes, à agência de notícias. Houve muitos tiros e granadas. Tentei entrar num quarto onde meus colegas dormiam. Eu vi que eles já estavam acordados. Levei um tiro no braço esquerdo e caí.”acrescentando que os invasores também incendiaram diversas máquinas do local.

O Baluchistão, vizinho do Afeganistão e do Irão, é a província mais pobre do Paquistão, apesar dos significativos recursos mineiros e de gás, sobre os quais os separatistas reivindicam o controlo. Muitos dos projectos de extracção são financiados e operados por países estrangeiros, nomeadamente a vizinha China, que é regularmente alvo de facções armadas, acusando-os de acumular riqueza sem a partilhar com a população local.

Pequim investiu milhares de milhões de dólares no Paquistão, o seu aliado mais próximo na região, nos últimos anos. Mas estes últimos lutaram para garantir a segurança do pessoal chinês empregado nestes projetos.

Facções armadas realizam ataques regularmente

Na sexta-feira, centenas de trabalhadores e membros de sindicatos locais manifestaram-se ao lado dos corpos das vítimas, no meio de um aumento de ataques contra civis na região. Durante a noite de domingo, 6 de outubro, para segunda-feira, 7 de outubro, Exército de Libertação do Baluchistão assumiu responsabilidade pelo ataque a bomba tendo como alvo um comboio de veículos no sul de Karachi, no qual morreram dois trabalhadores chineses que trabalhavam numa fábrica de carvão.

As facções armadas também realizam regularmente ataques mortais contra a polícia e paquistaneses de outras províncias, nomeadamente os Punjabis. São maioria no país e são vistos como dominantes nas fileiras do exército paquistanês, que lidera a ofensiva contra grupos armados no Baluchistão.

O Exército de Libertação do Baluchistão também assumiu a responsabilidade pelos ataques coordenados perpetrados por dezenas de agressores no final de Agosto. que deixou pelo menos trinta e nove mortos, um dos piores resultados nesta região.

O ataque de sexta-feira ocorre dias antes de o Paquistão acolher uma cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, um bloco fundado pela Rússia e pela China para fortalecer os laços com os estados da Ásia Central, que contará com a presença de muitos chefes de governos estrangeiros.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Paquistão: ataques mortais no Baluchistão

O mundo com AFP



Leia Mais: Le Monde

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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