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No Sri Lanka, o campo presidencial está bem à frente nas eleições legislativas, segundo resultados parciais
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A coligação do primeiro presidente de esquerda da história do Sri Lanka, eleito em setembro, caminha para a vitória nas eleições legislativas de sexta-feira, 15 de novembro, segundo resultados parciais, resultado esperado pelo chefe de Estado para levar a cabo implementar as suas reformas num país em crise económica.
O NPP liderado por Anura Kumara Dissanayake dominou a votação com 63% dos votos, de acordo com resultados parciais divulgados pela comissão eleitoral e abrangendo mais de metade dos votos.
A coligação de esquerda do NPP, liderada pelo partido do presidente, a Frente de Libertação do Povo (JVP), de inspiração marxista, lidera em quase todos os distritos eleitorais, embora tenha apenas três dos 225 assentos no Parlamento cessante.
Marxista de formação, mas amplamente convertido à economia de mercado desde então, Dissanayake, 55 anos, foi eleito em Setembro para chefiar um país exausto pela pior crise económica da sua história e por uma brutal cura de austeridade. As suas promessas de reduzir os impostos sobre bens de primeira necessidade e erradicar a corrupção garantiram-lhe um amplo apoio dos eleitores.
“Acreditamos que estas eleições são cruciais e marcarão um ponto de viragem para o país”disse Dissanayake à imprensa enquanto votava na capital do Sri Lanka, Colombo. “O NPP espera destas eleições um mandato claro e uma forte maioria no Parlamento”acrescentou.
Uma votação antecipada sem grandes incidentes
Supervisionada por mais de 80 mil policiais, a votação antecipada ocorreu sem grandes incidentes. A contagem dos votos dos 17 milhões de eleitores registados começou na quinta-feira, assim que os locais de votação fecharam, às 16h00 locais (11h30, hora de Paris).
Todos os analistas previram uma grande vitória para o campo presidencial face a adversários divididos. “A oposição está morta”estimou o analista Kusal Perera. “O resultado da votação é um caso encerrado: o NPP formará o próximo governo. »
Mesmo que o seu partido tenha mantido a foice e o martelo comunistas como emblema, Anura Kumara Dissanayake fez campanha com o apoio inesperado dos círculos económicos. Antes preocupados, líderes empresariais e empresários ficaram tranquilos com a sua decisão de não jogar fora o acordo alcançado em 2023 com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para tentar colocar o país de volta nos trilhos.
A economia do Sri Lanka entrou em colapso em 2022, forçando o seu governo a não pagar a sua dívida pública, então estimada em 46 mil milhões de dólares (42 mil milhões de euros). Várias semanas de protestos populares contra a escassez e a inflação que se seguiram causaram a queda do então Presidente Gotabaya Rajapaksa em Julho de 2022. Em troca de uma ajuda de 2,9 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) do FMI, o seu sucessor, Ranil Wickremesinghe, aumentou os aumentos de impostos e os cortes na despesa pública.
Num contexto de frágil melhoria económica, o Sr. Dissanayake expressou o seu desejo de renegociar algumas das cláusulas deste acordo. O FMI iniciou discussões sobre “abordagens alternativas” defendido pelo Sr. Dissanayake, mas também lembrou a necessidade de “proteger e desenvolver” os esforços realizados.
O mundo com AFP
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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